Lie to Me

Publicado: 8 de março de 2012 em Review, Séries
Tags:, , , ,

Imagem

Lie to Me é uma série investigativa muito interessante, por que se utiliza de uma ciência real e bastante intrigante. Que é a habilidade de dizer se uma pessoa está mentindo. Não é de uma habilidade extra-sensorial que estamos falando, mas de ler as expressões faciais das pessoas, expressões corporais… coisas do tipo, para saber não apenas se ela está mentindo, mas o que ela pode estar sentindo no momento. Claro que, mesmo tendo como consultores pessoas que usam essas ciências na vida real, a série cai nas facilitações de séries como CSI, fazendo com que a ciência seja muito mais exata na ficção do que é na vida real, mas isso era impossível de ser evitado sem prejudicar o ritmo de um episódio de 40 minutos.

Mas o interessante na série não está só nisso. Felizmente, os criadores não decidiram que um diferencial bastava. Para completar temos o talento dos atores, todos muito bons e o fato das investigações serem o tipo de investigação incomum em séries policiais. A maioria dessas investigações não são sobre um assassinato e a maioria começa de uma maneira bem legal. Além do mais, para melhorar ainda mais a série, são usados exemplos de coisas da vida real, flashes de celebridades e personalidades históricas sendo pegos nos mesmos atos que os suspeitos da série. E dá até pra aprender alguma coisa dos métodos. Outra coisa interessante é a dinâmica entre os personagens, com Loker sendo um personagem que não mente, Foster tendo uma ligação muito forte com Cal Lightman (o protagonista) e Ria sendo uma ‘natural’, alguém que naturalmente desenvolveu a habilidade que Cal se treinou muito para conseguir. Outros motivos para a série ser ótima envolvem os motivos que levaram Cal por esse caminho e os métodos usados por ele, provocando as vítimas para conseguir reações e fazendo grandes esquemas surpreendentes, como no memorável “Blind”.

Infelizmente, a série começou muito bem, com um episódio piloto perfeito, mas se perdeu. Até o fim da primeira temporada ainda estava bem, embora o começo da primeira temporada tenha sido o melhor momento para LtM. Mas na segunda temporada diminuíram bastante o foco da ciência, aumentaram bastante a história e, embora tenha tido alguns efeitos interessantes, perdeu todos os fatores que fizeram com que eu me interessasse pela série.

Mas ainda assim, a primeira temporada de Lie to Me seria algo que eu indicaria a qualquer um, já que é entretenimento de alta qualidade.

damages season 3

Damages é uma das séries as quais eu sempre ouvi falar bem na internet, ao lado de Mad Men, Breaking Bad e The Sopranos, por exemplo. E Dexter, mas essa não é tão boa quanto dizem. Quer dizer, essas são as séries que o povo sempre fala que são perfeitas, bem no estilo cult, que não tem o apelo pop para competir com séries como House e CSI. E não tem muito apelo comigo, por que sinceramente, eu não entendo o jeito em que essas séries são feitas. Eu já vi pilotos de muitas séries, e o de Damages foi absolutamente inacreditável de bom. Eu já tinha gostado da premissa da série (ao contrário dessas outras séries hypadas), e meu hype estava alto, por causa dos reviews exaltando a trama da série. Ainda mais que eu procurava uma série que unisse qualidade e apelo ao meu gosto pessoal, e Damages acabou sendo ela. Ainda mais por que os reviews exaltavam o ponto que eu mais gosto em qualquer produção, que é a escrita, o plot.
Mesmo assim, me decepcionei muito com Damages. Por que depois do primeiro, e perfeito, episódio, nenhum outro capítulo foi tão bom. Por duas temporadas inteiras que eu tropegamente vi, eu estava esperando que ela me provasse por que as pessoas a consideravam tão boa. Apesar de eu ter amado o desfecho da segunda temporada, ainda assim… não era tão boa quanto diziam.
Possibilidades reacendidas por alguns reviews que consideravam a 3ª como a melhor temporada da série (enquanto outros ainda consideram a 1ª como a melhor). O fato é: esses reviews estão certos. A 3ª temporada de Damages é absolutamente perfeita.
A começar pelas atuações, que sempre foram fantásticas e continuam fantásticas. E depois tem a trama, em que tudo se encaixa ao final com perfeição, mesmo as coisas que pareciam terem sido jogadas ali de qualquer jeito num primeiro momento (Frobisher) se fecham, e de uma maneira que você pensará: “como eu não pensei nisso antes”? É um enorme e delicioso puzzle. E que encaixa personagens extremamente bem trabalhados e profundos e muitas emoções, já que nessa temporada Patty está destruindo uma família. Existem muitas reviravoltas no decorrer dos episódios, e todas elas são completamente plausíveis. E nunca vi o recurso de flashforward tão bem utilizado, dando dúvidas sobre como vamos chegar o resultado mostrado neles e tensão por que um personagem querido vai morrer.
A série chega ao cúmulo da perfeição amarrando pontas de outras temporadas e sendo a temporada mais pessoal de todas, nunca nos sentimos tão próximos de Patty, Ellen e Tom assim antes.
Enfim, eu precisava elogiar. Agora eu preciso ver a 4ª temporada e ver se eles conseguiram manter o nível e depois me preparar para a 5ª e última temporada.
Damages seria a série jurídica que eu indicaria para quem não gosta de séries jurídicas.

prince of persia 3

Lembrando que eu só joguei o 2º e o 3º jogo. E que, por mais que eu queira, é impossível não fazer comparações.

História

Não é muito profunda e, spoileando, não tem nenhum grande plot twist. Entretanto os personagens sim, são profundos, principalmente o príncipe, com o qual você joga. E tem narração, que é um diferencial muito bacana.

Gráficos

Muito bons, embora, por ficar muito em lugares abertos, demonstre um pouco mais os limites do PS2. A direção de arte ficou muito boa, misturando clima de contos de fadas do 1º jogo e o clima dark do 2º. Agora algumas cenas são apresentadas em belíssimas CGs, o que é outra coisa bem vinda. E as expressões faciais tiveram leve evolução também.

Som

Absolutamente, irrefutavelmente soberbo. Muita qualidade aqui. E as dublagens também são boas. Senti falta das legendas.

Gameplay/Jogabilidade

Absurdamente boa, como é característica da série. E da Ubisoft. Adoro esses jogos porque els tem regras muito bem firmadas, o que os torna sólidos. Em jogos como Tomb Raider, a heroína pula até mesmo em diagonais e se agarra em coisas bastante diferentes, o que faz com que os puzzles sejam mais difíceis do que deveriam. Nos jogões de verdade como esse, você sabe as regras todas e só tem que ser criativo pra usá-las. Apesar de ser muito superior a qualquer outro jogo que eu tenha jogado, PoP3 ainda fica aquém do segundo jogo (disse que não tinha como não fazer comparações). Por algum motivo, está desbalanceado. Tem partes do jogo (perseguição final de biga, estamos te olhando) que se baseiam puramente em decorar. Isso vindo de uma série que, no segundo jogo tinha perseguições alucinantes que se baseavam muito pouco em decoreba (Dahaka). O príncipe tem muitos movimentos novos, muitos mesmo. E todos funcionam muito bem. Mas as batalhas me encheram o saco, não sei se é porque eu cansei delas em Warrior Within e esperava menos delas ou se elas são piores no 3, mesmo. O que eu sei é que até a Ubisoft (amo!) sabe disso, já que colocou um sistema de furtividade muito bem vindo ao jogo, que faz com que pelo menos algumas mortes possam ser rápidas. Ainda bem!

Conclusão

Jogão indicado a qualquer um. Por ter movimentos novos, fico na dúvida se indico esse ou o segundo pra jogar primeiro. Gostei bastante do clima dark, edgy, cool whatever do segundo e senti falta dele aqui. Embora eu tenha consciência de que a grande maioria da comunidade gamer (vide os reviews de sites famosos como Gamespot e IGN) defenestrou tal temática mais sombria nos PoP. Com certeza é um jogo da mais alta qualidade. Um dos grandes do PS2, o último capítulo de uma trilogia que ajudou a definir o 128-bit da Sony. E embora Sands of Time era pra ser uma trilogia, tem o Forgotten Sands, que transforma em quadrilogia… como assim? Toda a trilogia deve ser jogada por qualquer gamer de respeito. Outros jogos deveriam seguir seu estilo e exemplo de jogabilidade acima de tudo. (A Ubisoft lançou Assassin’s Creed, que parece uma versão aprimorada do estilo de PoP.) Eu não posso indicar um jogo sobre o outro porque cada um tem características diferentes. Coisas podem ser encontradas em um e não em outro. A equipe de produção foi esperta o suficiente pra dar valores individuais de produção pra cada um dos seus jogos, e isso é louvável, fazendo com que por ser seqüência, não tire todo o valor do jogo anterior. Muito bom mesmo!

Hunger Games

Jogos Vorazes (Hunger Games em inglês) é uma trilogia literária bem-sucedida feita pela (também autora de cinema) Suzanne Collins. Os nomes dos livros são, em ordem: Jogos Vorazes (Hunger Games), Em Chamas (Catching Fire) e Esperança (Mockinjay).

É um livro de futuro distópico, em que os Estados Unidos caíram, tendo ascendido em seu lugar uma nova nação, nomeada Panem. Essa nação é constituída de um governo central, o Capitol, e outros 13 distritos. Acontece que os outros distritos são tratados com tirania pelo capitol, e sendo assim o distrito 13, o mais pobre de todos, se revolta. Isso acaba por causar sua destruição e, para marcar esse dia na mente de todos os cidadãos de Panem, o Capitol passa a fazer, anualmente os chamados Jogos Vorazes.

Nesses jogos, duas crianças de no mínimo 12 anos são escolhidas de cada distrito. Um menino e uma menina de cada, num total de 24 tributos, como são chamados os escolhidos. Os nomes são sorteados. E então as crianças vão para uma arena e lutam, sendo que só uma sobreviverá ao final de tudo.

E quando a irmã mais nova de Katniss Everdeen do distrito 12, Primrose, é escolhida, Katniss se voluntaria para ir em seu lugar. Assim começa essa trama muito bem construída.

Katniss é uma personagem forte, inteligente, uma verdadeira lutadora. E como narradora, ela realmente nos liga à trama. São muito interessantes as ligações entre o mundo fictício dos livros e o nosso, e a maneira como as aparências realmente se fazem importantes em cada página, tanto que tudo tem que ser pensado de maneiras práticas e também em como vão parecer, já que os hunger games tem esse aspecto de reality show também. Acaba sendo um pouco de crítica à superficialidade na sociedade.

Sociedade, aliás, é um dos temas principais de toda a obra, com muita política envolvida. E não pense que por que os personagens são tão jovens, são poupados de atrocidades e tragédias, por que elas acontecem a todo momento. Não existe esse limite aqui e isso se prova benéfico ao drama e à narrativa, enquanto que tudo pode acontecer e às  vezes realmente acontece. Às vezes pior do que até mesmo nós podemos imaginar. É uma história bem cruel, ainda mais cruel por acontecer com crianças, muitas deles inocentes vítimas.

Os personagens são, geralmente, bem-construídos, com muitas nuances de personalidade. E também são muito bem estudados e aprofundados. Por mais que os vilões sejam essencialmente maus e maniqueístas, não chega a detrair da experiência.

Experiência essa que cresce a cada novo livro, chegando num terceiro livro tão intenso que às vezes nos perguntamos quão mais longe tudo pode ir. E o livro também tem algumas coisa futurísticas, já que é um livro de futuro hipotético, não poderia deixar de ter tecnologias novas. Mas a autora peca ao descrever esses momentos e fica muito confuso de entender o que diabos está acontecendo em determinados momentos.

Tem tons altamente filosóficos em determinados momentos, bons romances (embora não sejam o foco da narrativa), boas reviravoltas, às vezes te deixa se perguntando o que está acontecendo exatamente (dessa vez no bom sentido) e termina muito bem.

P.S.: Tanto que está virando filme. Para meu desgosto eterno, estão mockinjaymarqueteando JV como o novo Crepúsculo. Isso é o mais completo absurdo, já que Crepúsculo não chega aos pés dessa série em qualidade. E essa trilogia merece muito mais que a maioria todo o sucesso que vem fazendo.

Ah, baixe os livros:

MediaFire; 4Shared

Filmes Que Deveriam Ser Feitos

Publicado: 30 de dezembro de 2011 em Cinema
Tags:

Metal Gear Solid: Com certeza a trama dos jogos Metal Gear é profunda e cinematográfica e daria certo no cinema. Ainda mais se tivesse o Hideo Kojima no meio. Ou o David Hayter.

Killer Instinct: O jogo da Rare é um jogo de luta, portanto a história é contada de maneira porca. E por isso eu acho que dá pra juntar tudo e ainda usar muita criatividade pra fazer as coisas cronológicas e interessantes. Eu mesmo adoraria fazer esse script.

The Authority: Os heróis mais sem limites (em todos os sentidos inclusive criatividade dos autores) de todos os tempos com certeza poderiam dar o melhor filme de super heróis ever!

Justice League: A Marvel vem vindo aí com os Vingadores. E ela já teve X-Men. E uma das coisas mais bacanas nos quadrinhos da Marvel ou da DC é que os universos delas são todos conectados, algo que não acontece muito nos filmes e, no caso dos super heróis, nunca tinha acontecido antes do megaprojeto da Marvel. O fato é que Batman e Superman são ícones e juntá-los a outros como Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash poderia dar um filmaço, se fosse bem feito.

The Flash: Porque muitos heróis bem menos importantes do que o Flash já tiveram filme ele, que é um dos pilares da DC, não teve?

Mario: Não me joguem pedras. Não falo de um live-action, mas um filme de animação, estilo Pixar. Poderia definitivamente dar certo. Ou não.

Xenogears: A melhor história que eu já vi. Teria que ser uma adaptação de um mestre tipo o Peter Jackson. Ou então o Christopher Nolan. Até mesmo o Hideaki Anno, diretor de Evangelion, mas não sei se ele faz filmes sem ser de animação. Mas essa história poderia ficar fantástica no cinema. Apesar de #medo, por ser uma obra muito boa e pediria pra ser fenomenal.

Parasite Eve: Jogo baseado em um livro. Tem uma trama excelente. Até mesmo existe um filme japonês baseado no livro. Mas um filme americano poderia muito bem fazer jus a Aya Brea.

Death Note: Embora já exista um projeto que não se sabe se vai acontecer pra um filme americano de DN, e existam filmes japoneses (que são bons)… eu acho que Death Note daria uma ótima série americana. Melhor ainda uma minissérie. Mas como os filmes japoneses deram certo e o anime de DN já tem um clima de thriller americano, eu acho que DN poderia ficar perfeito no cinema. Mas seria melhor se fosse um filme do Davind Fincher.

Desventuras em Série 2: Praticamente impossível, mas o 1º filme misturou vários livros, dando um ritmo muito bom ao filme e adicionando camadas e mais camadas de humor negro. Uma continuação poderia englobar os outros livros. Eu disse que é impossível porque já faz um tempo e as crianças que atuaram no primeiro já devem ter crescido.

Silent Hill: Eu sei, eu sei, já existe, e foi muito, mas muito bem sucedido. Mas ainda assim há certas falhas de julgamento na confecção do filme de SH. No game os monstros e cenários tem total sentido. Isso não acontece muito no filme.

Alone in the Dark: Uwe Boll. Matem. Matem Uwe Boll. Alone in the Dark poderia ter sido um ótimo filme. Eu só joguei o AitD4, e o amei. As referências a Lovecraft e a obsessão da família Morton pelo Mundo das Trevas poderiam render um ótimo filme de terror, ainda mais ambientado na magnífica mansão do jogo.

Evangelion: Não é de hoje que existem boatos sobre um filme live-action americano de Evangelion. Claro, teria que esperar os Rebuild ou os mangás (o que vier primeiro) acabarem pra saber se vão fazer um final digno (finalmente) e copiar. Se não, nem dá pra fazer o filme. Mas um futuro distópico dirigido por Steven Spielberg e/ou Peter Jackson e um auxílio do Hideaki Anno, efeitos especiais nível Weta Digital, orçamento gigantesco e censura alta poderia ficar explêndido! robôs biomecânicos gigantes, anjos, crianças, mortes, fan-service (dispensável)… os Evas poderiam render um filmaço.

Narnia: Os filmes restantes. Porque na minha opinião Narnia é melhor do que Harry Potter e/ou Crepúsculo, e essas foram até o final, então Narnia tem o direito de ir também. E porque as adaptações tem mantido qualidade. E, pensando bem, é bem fácil continuar. Só tem que fazer o Cadeira de Prata logo, porque senão o ator que fez o Eustáquio em A Viagem do Peregrino da Alvorada vai crescer demais. A Última Batalha não precisa ser feito. Os 4 reis (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia) aparecem em O Cavalo e Seu Menino, mas me parece que podem ser uma versão não tão velha como no final do primeiro livro, mas adulta, portanto podem ser atores diferentes. E a Jadis, a Imperatriz Branca, aparece em O Sobrinho do Mago, mas como essa trama é um prequel, não existe pressão caso, eventualmente, a Tild Swinton venha a falecer. Pode-se colocar outra atriz no lugar. É isso. Narnia devia continuar.

misterios do vampiro sulino

No universo dos livros (que tem uma mitologia muito boa), os japoneses inventaram um sangue sintético destinado a ser usado para transplantes. Com ele, os vampiros passaram a poder viver sem se alimentar de humanos (embora não seja a mesma coisa pra eles). Por isso, revelaram sua existência à humanidade. Muitas pessoas aceitaram eles como parte da sociedade, enquanto outras os querem mortos a qualquer custo. Sookie é uma garçonete telepata que se apaixona pelo vampiro Bill Compton. E a partir daí a vida dela passa a ser uma constante luta pela sobrevivência.

São os melhores livros que eu já li, toda a história é muito bem escrita em primeira pessoa, com muito, mas muito senso de humor. Sookie é uma personagem muito forte, decidida e, principalmente, prática. Os vampiros dos livros são muito interessantes, altamente compulsivos por sangue e sexo (duas coisas que não faltam nos livros. A própria autora confessou numa entrevista que adora escrever cenas de morte.). E além da Sookie aparecem vários outros personagens interessantes como, e principalmente, Eric Northman. A série geralmente foca em um mistério por livro, mas geralmente o mistério principal é bem fraco, acho que a Charlaine não é muito boa no gênero policial. Mas tem muitos outros pequenos mistérios que vão te deixar arrancando os cabelos para saber do que se trata. Isso é muito legal e acontece com freqüência já que constantemente um assunto é adiado por causa de alguma emergência. A autora é muito boa pra escrever as coisas e não fica poupando os personagens nem se censurando, o que ela tiver que escrever, ela escreve mesmo. E a série se torna muito interessante já que tons políticos aparecem mais pra frente e tudo vai se tornando cada vez mais complexo. E como os vampiros agora são públicos, a autora espertamente os usa para fazer alegorias sobre preconceito e outras coisas da sociedade. Além do mais, outros seres sobrenaturais aparecem (lobisomens, por exemplo) e, embora não sejam nem um pouco tão interessantes quanto os vampiros, ainda assim são muito bem feitos. E a escritora consegue fazer tudo ser muito intenso e escrito de forma inteligente, com muita lógica nos acontecimentos. E muitos acontecimentos, reviravoltas, revelações… só que tudo muito coerente. E como os livros são pequenos, dá pra ler rapidamente. Outra característica legal da autora é ajudar o leitor a lembrar das coisas, com comentários (geralmente sarcásticos) da Sookie sobre o que aconteceu anteriormente. Os finais dos livros também são muito bacanas, geralmente contendo um cliffhanger ou algum outro grande momento, mas sempre terminando as tramas criadas no livro. Outra coisa que me faz amar a saga é que é tudo muito diversificado com personagens LGBTT, negros e muito mais. Mas nem tudo são flores. O primeiro livro, Morto Até o Anoitecer, é bem chatinho de ler. O que não é grande problema, porque a série é bem grande e já o segundo livro, Vampiros em Dallas (Vivendo Morto em Dallas seria tradução mais certa), pega fogo!

True Blood: A série baseada na série de livros é muito inferior aos mesmos. Isso porque a Sookie da série é geralmente uma bobona que só sabe gritar e ser vítima, o Bill é um bobão humano demais e o Eric, o melhor personagem dos livros, junto com a Sookie, é totalmente unidimensional. Pra terminar, por ser uma série de TV, e já que o livro é totalmente focado na Sookie, por ser em primeira pessoa, o criador Allan Ball teve que criar histórias para os outros personagens. Só que geralmente essas não interagem com a história principal da temporada (Bill e Sookie) e ainda são muito bobas (principalmente as tramas do Jason (de American Pie/Loucademia de Polícia a pior). E muitas vezes não fitam com o clima da série. Pra terminar, como muita coisa foi mudada dos livros pra série, muitas coisas tem uma resolução pífia. Parece que quem escreveu a série não tem tanta capacidade de criar maneiras imaginativas de resolver os problemas quanto a Charlaine Harris. Também, a mulher é genial! Claro que nem tudo são pedras. Alguns momentos da série são fan-tás-ti-cos. Os momentos sangrentos e/ou sexuais dos vampiros são muito bem feitos. Algumas discussões existenciais que não estão presentes nos livros foram incluídas na série. Outro ponto contra é que, por ser uma série para TV, orçamento limitado, não acontece nenhuma guerra grandiosa e sangrenta como costuma acontecer nos livros. E outro ponto forte da série é a criação da personagem Jéssica.

Ah, baixe os livros:

MediaFire; 4Shared

banjo 2

Banjo Tooie é um jogo que, enquanto não se faz em cima de ter muitos personagens jogáveis (estamos olhando para Sonic Heroes ao dizer isso), apresenta um monte deles, e você efetivamente os controla. E apesar de ter optado por um estilo de jogo que mais mostra as fraquezas do console do que é capaz de as esconder, a Rare fez o melhor trabalho possível, fazendo um jogo que não poderia ter sido feito nos concorrentes à época (PSX e Saturn). E embora seja considerado por quase todos como um jogo de plataforma, não tem quase nada do gênero, na verdade não se enquadra em categoria nenhuma, vide que é um jogo completamente diferente de todo o resto. Só tem um jogo que se parece, que é o Mario 64, mas a série Banjo é um evolução muito grande sobre o que Mario 64 era. Na verdade, é uma versão muuuuuito melhorada do encanador da Nintendo no N64. E Banjo Tooie é uma evolução imensa em relação ao Banjo Kazooie, o primeiro jogo da dupla antropomórfica.

Vamos começar falando dos gráficos, que estão muito detalhados, não são aquelas coisas lavadas que são os gráficos do Mario 64, tem muita textura. Os único jogos que tem gráficos melhores no N64 são os Zeldas (Ocarina e Majora’s). Mas os Zeldas não se arriscam tanto quando Banjo em mostrar grandes distâncias. Tudo em Banjo Kazooie é enorme e soberbamente planejado.

O gameplay do jogo é o que o difere do resto. Basicamente o jogo se faz em cima de exploração. A diversão do jogo vem de descobrir o que você tem que fazer (resolver puzzles que não são, de verdade, puzzles) e/ou descobrir algo acidentalmente. Por isso o jogo é sobre explorar, pesquisar, descobrir, viver nesse outro mundo tão louco e diferente. O jogo te dá muita liberdade e essa liberdade só vai aumentando, ajudada pelo fato de que tudo no jogo é muito fácil e prático de se fazer. Você pode explorar à vontade. Não existe um outro jogo desse jeito. Além do mais, não existe uma separação entre principal e secundário, tudo é feito de maneira uniforme. Você tem vários tipos de objetos diferentes para encontrar e uma variedade muito grande de movimentos. Tudo nesse jogo é muito grande. Nada vem em pouca quantidade. E, mesmo assim, a Rare consegiu fazer tudo funcionar! E fazer tudo ter importância. É como qualquer Mario e, principalmente, Ocarina of Time. Muitos tipos de jogabilidade, e todos são bem implementados. E apesar de Ocarina ter sido muito difícil de se fazer por ter sido o primeiro em muitas das coisas que fez. Haveria muito mais possibilidade de algo sair muito errado em Ocarina, mas tudo saiu funcionando mais do que perfeitamente. Isso se repete em Banjo Toioie. E os puzzles/cenários são muito bem feitos. É um level design dos melhores que, embora quase não exija do jogador no campo plataforma/jogabilidade, exige bastante raciocínio. É um exercício de desvendar lógicas diferentes das que existem na vida real e usar os mecanismos que o jogo te dá. Apesar de ter alguns momentos em que exatidão nos controles se faz necessária, mas são muito poucos para classificar esse jogo como um platformer. E engana-se MUITO quem diz que esse é um jogo para criança. Mesmo tendo suas fofices, definitivamente pessoas com pouca idade não serão capazes nem de começar o jogo. Primeiro porque é necessário um entendimento de inglês para saber o que lhe é pedido. Depois porque os puzzles chegam a níveis cada vez mais complicados e exigem muita memória por parte do player. Além disso, os comandos para as ações dos personagens são, às vezes, bastante complicados por si sós. Continuando… o jogo é enorme, mas tão enorme, que tem que ficar fazendo várias conexões dentro de si pra te permitir ser capaz de se mover dentro dele e jogá-lo sem querer abrir o próprio cérebro e arrancar pra fora pra ver se ainda está funcionando. Você pode viajar não só a pé, como pegar um trem para mudar de fase ou entrar numa escotilha. E ainda são abertos outros atalhos entre as fases. E dentro das fases você pode se teletransportar através dos portais. Só por isso o jogo consegue não se tornar maçante. Uma dica: como é um jogo sobre descoberta, jogar ele o tempo inteiro com um detonado não tem absolutamente nenhuma lógica. Provavelmente quebraria toda a graça do jogo. Alguns reviews por aí tem reclamado que o framerate do jogo é instável. Particularmente, eu não notei nada, mas eu não notaria mesmo, logo não posso dizer nada.

A sonoridade do jogo é outro ponto de grande brilho e destaque. Além dos efeitos sonoros fitarem perfeitamente ao lugar de onde deveriam estar vindo e da dublagem ser feita para imergir o jogador e isso funcionar, todo o resto também funciona muito bem. As músicas são muito boas e fitam aos locais e ainda tem o efeito que faz com que a música mude conforme o momento em que você está no jogo, que é uma coisa ótima.banjo tooie

Quanto a outras coisas ‘menos gamísticas’ como história e personagens, aqui não há muita trama. Mas os personagens são carismáticos, principalmente o Kazooie, que todos os outros personagens no game parecem odiar e que sempre está sendo sarcástico. Aliás, uma coisa muito aclamada e que eu posso concordar nesse jogo é o senso de humor afiado, que realmente é capaz de fazer rir às vezes. As falas são ótimas.

Resumindo, um ótimo jogo de exploração. O fator replay é inexistente, mas ele te faz revisitar várias vezes as mesmas áreas com possibilidades diferentes. E é um jogo enorme, o que faz com que se demore bastante para terminar. E é um prazer de jogar, com certeza. Só não é o que você, jogador de Sonic, Mario e Crash espera. É bem diferente de um jogo básico de plataforma, não é melhor, nem pior, é só diferente. E por isso mesmo vale a pena.

Brothers and Sisters

Brothers and Sisters é uma série produzida e exibida pelo canal Americano ABC, que conta histórias familiares da fictícia família Walker. O que é divertido é que a família é bastante unida, mais do que se pode imaginar. E ainda assim é muito familiar. E é tudo muito bem feito. Intensa. Essa é a melhor palavra para descrever toda a série. Ainda mais com os talentosos atores e atrizes que a compõe, com destaque maior para Patricia Wetting, Dave Annable, Rachel Griffiths, Calista Flockhart e, principalmente, Sally Field. Até mesmo a atriz mirim que faz a Paige é incrível. E por mais que sempre tenhamos um ponto baixo (Balthazar Getty), ainda assim não compromete e se consegue gostar até dos personagens mais secundários. A série trata sobre relações familiares e muito drama (até mesmo exagerando um pouco na quantidade). E impõe uma dinâmica familiar própria que separa os Walkers de qualquer outra família da TV. O texto é primoroso, bastante profundo e respeitoso com os personagens. Aliás, os personagens são realmente incríveis, conseguem nos puxar pra dentro desse mundo da série, é completamente imersivo. E então tem os dramas. E que dramas! Todos muito bem desenvolvidos, as coisas simplesmente nunca são jogadas pra fora dos tapetes, sempre há uma evolução divertida/crível dos temas. Isso tudo permitido pelos ótimos atores escolhidos para os papéis. Atores incríveis como Sally Field, na sua incrível Nora Walker. Aliás, todos os personagens, até mesmo os mais secundários, são incrivelmente sedutores e a série consegue fazer você realmente se envolver, sentir raiva, dor, tristeza  felicidade junto com os personagens e até mesmo torcer  para ou contra eles. E também tem a comédia! Muitos momentos fazem rir, principalmente devido ao fato de que as frases são todas muito bem escritas (muitas delas enormes). E também impressiona a maneira como as coisas são encaixadas umas nas outras, sempre movendo as coisas para frente e sempre fazendo muito sentido dentro do contexto geral, nada parece jogado ali. E mesmo assim muitas das coisas que foram apresentadas em B&A são muito originais e a série toda tem uma sensação de originalidade muito grande e boa. Mas, principalmente, é muito divertida. Muito mesmo. Você se familiariza com tudo, até é capaz de prever que determinada ação vai levar a uma catástrofe sem fim, já que quem quer que escreva, não tem medo. É capaz realmente de levar os assuntos tratados até o limite, até onde eles deveriam ir. Eu diria que BaA é tão divertida que vicia. Eu viciei. E também é capaz de levar à reflexão e ao aprendizado. Realmente, recomendo a todos que pelo menos vejam o primeiro episódio.

1ª Temporada: Perfeita! Absolutamente fenomenal!
2ª Temporada: No começo mantém o mesmo nível altíssimo de drama e comédia. Depois tem uma pequena queda, mas se mantém espetacular.
3ª Temporada: Começa-se a exagerar na quantidade de dramas que uma coincidência plausível pode suportar. Mas se mantém arrebatadora.
4ª Temporada: O desgaste começa a aparecer. Tem muitos episódios fenomenais e os episódios fracos tem coisas muito boas, mas ainda assim existem os episódios fracos.
5ª Temporada: Muita coisa boba acontece aqui. Fica claro que seria melhor se a série tivesse acabado na 4ª temporada antes do acidente. Apesar de que o 1º capítulo da 5ª temporada é um dos melhores da série e que muitas das coisas apresentadas ali poderiam ter uma evolução fantástica. Não sei o que aconteceu, mas parece que perderam a mão. A série continua muito boa, ainda tem alguns momentos espetaculares, mas tem uns plots extremamente bobinhos. E a série termina com a primazia do começo. E, sim, teve um fim digno. Leia o resto deste post »

Prince of Persia 2 Warrior Within

Prince of Persia Warrior Within é o segundo jogo de uma trilogia das mais importantes no PS2. E o ressurgimento de um ícone dos games, que há muito tempo não aparecia, e nunca antes teve uma aventura decente em 3D. O que foi completa e totalmente superado com o lançamento de Sands of Time, game anterior a esse e que deu início à fenomenal trilogia sands of time. Eu não joguei os outros dois jogos, portanto não posso comparar eles por nada mais do que leitura. E apenas por isso posso dizer que o terceiro jogo, Two Thrones, é o melhor dos três.

Warrior Witin foi muito criticado por deixar de lado o clima de conto de fadas existente no primeiro jogo, sendo um jogo muito mais sombrio e violento. Mas vamos ao review dele.

Jogabilidade

Vamos começar logo pelo aspecto mais importante e justificar logo esse review. Warrior Within é perfeito. Sem mais. Você no decorrer do game vai destravando vários movimentos, todos eles são bastante intuitivos e funcionais. E, além disso, tudo muito divertido. A câmera é algo absurdamente bem implementado. Você tem muito controle sobre ela, ela é bem estável e além disso não te deixa tonto como em quase todos os jogos totalmente poligonais. As respostas são precisas e os cenários/puzzles gigantescos do jogo são muito, mas muito bem produzidos. Com certeza uma produção genial. O sistema de batalha foi onde o jogo evoluiu sobre o primeiro em todos os aspectos. Agora você pode usar duas armas. A segunda delas vai se desgastando enquanto você usa e você pode perdê-la ou jogar nos inimigos. E depois pegar outra de um inimigo derrotado qualquer. Além disso, foi implementado um eficiente sistema de combos. E violência, com muitas decapitações e sangue. E uso do cenário, você pode pular em paredes e se rodar em mastros para atacar, ou derrubar os inimigos em buracos e armadilhas. Enfim, as possibilidades são quase infinitas. E ainda tem uns efeitos de câmera lenta muito legais que dão mais impacto ao jogo. Fora isso, a velha habilidade substituta do Continue está de volta, a habilidade de voltar no tempo. Assim como outras habilidades que são abertas no decorrer do jogo. E ainda tem as perseguições do Dahaka! Enfim… o jogo está perfeito nesse quesito.

Gráficos

Outro dos pontos de grande destaque da aventura. Embora não use de tudo que o PS2 tem a oferecer, é um dos melhores gráficos do PS2. Não tecnicamente, mas esteticamente. Truques são usados para disfarçar a incapacidade do hardware, como por exemplo os abundantes e estonteantes efeitos de iluminação. E funciona muito bem. A arte do jogo é toda fenomenal, os cenários e modelos de absolutamente tudo é muito lindo e grandioso. Pequenos detalhes se fazem notar. Com certeza um dos jogos mais bonitos de se ver.

Som

Trilha sonora que potencializa a experiência de verdade. Dublagem bem feita. Sons ambientes corretos. Acompanha a qualidade geral do game.

História

Nada muito incrível nesse quesito. Mas a trama não é só um motivo para puzzles descomunais. Vai um pouco além disso. Tem alguns pontos filosóficos (destino vs. Escolha). E tem uns ótimos plot twists. A trama, assim como o resto do produto, te mantém grudado do começo ao fim.

Conclusão

O único problema que encontrei no jogo foram os loadings, que eu achei meio demorados. E quando você morre tem um loading da tela de continue e depois loading do jogo de novo. O que irrita um pouco mas é um pequeno preço a se pagar por um jogo tão… fenomenal! Um dos melhores jogos do 128bit da Sony, impensável não ter.

Qualidade Ubisoft.

Prince of Persia Warrior Within

Resident Evil – antes e o agora

Publicado: 9 de novembro de 2011 em Games, Review
Tags:, , , ,

resident evil 4 remakeÂngulos de Câmera

Isso é uma mudança muito grande que ocorreu na série. E que tirou muito da cinematografia que era parte importante do jogo, sem ganhar nada em troca (além de tornar o jogo ainda mais parecido com um shooter).

Com isso vem o fato de que RE4 (em diante) não tem mira automática, coisa que RE sempre teve. Portanto, RE não tinha muito de jogo de tiro, agora É um jogo PURAMENTE de tiro. Então é óbvio que pessoas que não gostam de jogos de tiro, fãs ou não de Resident, vão ter um motivo pra desgostar dos novos REs.

Locação

Antigamente havia uma predominância de locações fechadas. Isso gerava certa claustrofobia, novamente parte importante da série. Hoje em dia, a maior parte do tempo você está em lugares abertos, tornando tudo ainda mais parecido com um jogo de guerra. Fora que, se antes os locais eram belos e interessantes, hoje a maioria é feio e sem graça e parecido mesmo com qualquer lugar aleatório encontrado em jogo de guerra genérico. Nada mais de laboratórios ducaráiovéi da Umbrella (uma das desvantagens de destruir a empresa, que era praticamente sinônimo de RE. Acabar com a vilã no meio do andamento de uma coisa é um problema grave, né?). Isso sem contar a familiaridade que os cenários tinham antes. É uma das coisas que se faz pra assustar, pegar um lugar que é confortável pra transformar em um lugar ameaçador (vide o quarto de Silent Hill 4 (boa idéia péssimamente utilizada)). Em tem ainda toda a desorganização que era muita (desde RE2) ou pouca (RE1), mas sempre esteve ali, pra dar um sinal de que algo não estava certo. RE perdeu grandes oportunidades de ser perturbador.

Realidade

resident evil 4 resident evil 3

a menor inverossimilidade de RE4 é tipo, mais que a maior de RE3

RE sempre teve uma relação de muita proximidade com a realidade. Essa é uma base muito sentida por qualquer gamer em qualquer momento dos jogos anteriores. Pelo menos, era assim até o Code: Veronica. Mas desde do 4º game que os personagens são lutadores tipo Matrix. Corta qualquer link com a realidade, é farsesco demais. RE4 começou de um jeito, se distanciou demais de RE, a Capcom transformou em Devil May Cry e reiniciou RE4. Eu acho que devia ter lançado como outro jogo de novo e reiniciado RE4 de novo. Sério, ninguém iria fazer nenhuma ligação de RE4 com a série Resident, se não fossem os nomes dados ao game e aos personagens. Tudo bem que é mais realista lutar contra os inimigos, mas RE3 fez isso bem com esquivas e Outbreak fez bem com alguns golpes. Tá certo que eles são militares, mas não precisa dar saltos de 74 metros e atirar facas com precisão de satélite.

Inimigos

zumbis vs ganados

Muito criticada a troca de zumbis por ganados e majinis. Mas eu não acho assim tão diferente não. Só que zumbis tem um valor icônico muito grande, sendo valorizados já pelo cinema. Trocar zumbis por monstros genéricos quaisquer que podem ser encontrados em qualquer Doom da vida é… estranho. Eu acho que nosso subconsciente deve ligar zumbis com a morte e com outros seres humanos, duas coisas a se temer. Além disso, morrer sendo comido deve ser muito horrível e doloroso. Mais do que isso, a quietude deles torna eles o desconhecido, que é um outro medo. Fora a aparência deles, um dos melhores character designs ever! Além do mais eles não pensam, logo não dá pra conversar com eles, negociar, simplesmente não tem saída a não ser lutar. Agora, quanto mais os inimigos pensam, mais se tem a sensação de que as coisas não estão tão ruins assim. Até mesmo diminui a sensação de solidão e desamparo (destruída de vez com a vinda de co-op). Nos novos RE, os inimigos fazem o jogo ainda mais um jogo de guerra, lutando contra outros humanos para sobreviver. E não mais com os misteriosos e icônicos zumbis.

Trama

A trama de RE4 é, basicamente, inexistente. Pífia. A de RE5, que deveria ser o desfecho do grande arco que começou com RE1, decepcionou. E apesar de que o único jogo que tem uma grande história por si só seja o RE2 (e em menor escala o Code: Veronica), RE tem uma grande história como série. Mas RE4 pouco se conecta com essa trama. E agora a Capcom vem falando em começar um novo arco, depois de ter terminado o anterior no 5!? PERIGO NISSO!

Desconhecido

Parece-me bem claro que transformar o mundo num palco de ameaças biológicas é um grande grande risco. Em RE1, 2, 3 e Code Veronica os personagens foram arrastados acidentalmente e sem-querer para o meio do horror, se assustando com o escopo dele. Talvez por isso a série deva continuar investindo em personagens novos, como sempre fez aliás. Mas se os horrores biológicos são conhecidos, se os personagens se voluntariam a lutar contra eles, isso faz com que você seja um valentão, que as coisas então não são tão ruins assim. E o constante clima de “isso aqui é uma piada” de qualquer cena dos jogos atuais, com os personagens não ligando pra nada, apesar de ser um clima altamente ‘cool’, a constância quebra qualquer tensão que o jogo pudesse ter. Isso, aliado ao quanto os personagens são ‘Batman’. Só pra lembrar: Os personagens se machucavam e se tornavam lentos nos primeiros jogos. Leon foi baleado e desmaiou no 2. Eles não eram essa potência toda não. De-repente eles são o Dante dos monstros.

Monstruosidades

william birkin e o ogro

Que se tornaram muito, mas muito bestas. Cadê as coisas nojentas e ASSIMÉTRICAS dos jogos anteriores. Agora eles são todos bonitinhos, como se fossem a coisa mais natural do mundo. E é claro que são, já que não são criações científicas doidas e sim uma coisa que já existia na natureza (plagas), criada por Deus mesmo, algo assim. Pra exemplificar, temos um grande ORC no RE4!!! Um desses Tolkenianos, sabe, essa coisa de Terra Média/Shrek. Coisa de jogo medieval mesmo.

Puzzles

quebra-cabeças resident evil

resident evil puzzles

RE era baseado em lutar pela sobrevivência e resolver puzzles. Os puzzles eram realmente desafiadores, embora muito sem lógica (isso eles mantém). Mas principalmente, eram puzzles muito bacanas. Creio eu que o fator quebra-cabeça foi diminuído em prol de diminuir o backtracking. E eu posso ser crucificado por isso, mas eu preferia ter backtrack pra poder ter uma experiência mais profunda.

 

Eu não estou dizendo que RE4 não é bom, longe disso, ele é PERFEITO. Só não é um Resident Evil. A Capcom bem que podia dividir RE nessas duas vertentes. Eu não acredito que não vou ver um Resident Evil como os do PSOne (e o Remake, o 0 e o Code Verônica) com os gráficos atuais!!!

P.S.: Talvez a Capcom deva seguir os rumos Dead-Space…

dead spaceAliás, parece até que já está seguindo, com o vindouro Resident Evil 3D Revelations (3DS?!).

RE revelations