Análise – animê – Death Note

Publicado: 27 de fevereiro de 2009 em Animês
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Death Note é um anime de grande sucesso envolvendo um fato sobrenatural, investigação, pontos diferentes de visão da justiça e inteligência. Aliás, o anime é todo focado em inteligência.

Visual

Impressionante esse aspecto. Os traços de Takeshi Obata sempre foram impressionantes, ele desenhou o mangá e também desenhou o animê, o que é raro, e ficou muito legal, o resultado. Fora as colorações realistas do MadHouse que dão o clima perfeito da série. Aliás, clima bem sombrio. A direção do Tetsuro Araki funciona  maravilhosamente bem. Não bastasse isso, o anime tem animação soberba e cenas antológicas, que entram para a história mental de quem assiste. E, além disso, os traços dos personanges não variam no decorrer do anime, apesar de ele ter 36 episódios, enquanto que a maioria dos animês tem 26.

Sonoridade

Perfeita. Avassaladora. Da abertura ao encerramente, é tudo impressionante demais. As músicas não só se encaixam perfeitamente, como dão uma força bem maior às cenas. As vozes também se encaixaram e essa é, com certeza, uma das melhores trilhas sonoras que eu já vi.

Enredo

Queria deixar esse por último porque é onde a série mais brilha. Light Yagami é um jovem estudante normal. Ele está cansado de o mundo estar violento como está. Um dia, ele encontra um death note, um caderno da morte. “Quem tiver o nome escrito nesse caderno morrerá”. Após alguns testes, ele descobre que é verdade. Então ele decide passar a matar todos os criminosos, mas mata todos de uma maneira só, para que o mundo saiba que alguém está matando as pessoas más, para que as pessoas fiquem com medo de cometer mais atos criminosos e o mundo fique melhor. Mas ele não esperava que fosse surgir L, um detetive genial, que começa a descobrir quem ele é, então se inicia um duelo de inteligência.

A trama é soberba e nunca se perde. É ver para crer.

Finalizando, é isso. Um animê imperdível. Interessante também é que há essa discussão: será que o Light tem, mesmo, direito de matar os criminosos? Até onde se pode ir por justiça?

*Spoilers a seguir*

Em sua primeira aparição, L começa a fazer deduções que claramente se baseiam na ideia de que Kira é muito inteligente. Mas ele não tem motivos pra crer nisso. Eu só posso imaginar que o motivo é que Kira consegue matar as pessoas só sabendo nome e rosto e, sendo assim, sem L saber da parte sobrenatural, ele imaginou que o mérito era de Kira. Coincidentemente, ele estava certo sobre a inteligência dele.

O anime tem muita tensão. A praticamente todo instante o Light está prestes a ser descoberto. Um dos meus momentos prediletos é a conversa com a Naomi Misora. Ele estava muito perto de ser descoberto e manipulou genialmente a ex-FBI. O Light é esperto também ao usar as regras do death note a seu favor, como quando ele descobriu o nome do Raye Penber. Aliás, o Light é O personagem, por que ele é quem move o anime, completamente, com seus acertos E com suas falhas. Sim, por que se o Light não tivesse a personalidade ‘infantil’ que tem, o L talvez nunca conseguisse nem chegar perto de pegar ele, se o Light não respondesse a todo desafio que lhe é proposto. Mas o que mais me apega a DN são os detalhes. Pequenas coisas que tornam a experiência mais valiosa. Ao invés do Light ter o caderno e começar a matar as pessoas como se tivesse sido feito para isso, ele antes testa pra ver os limites do caderno. Ao invés do L simplesmente soltar o Light no arco da Yotsuba, ele faz o pai do garoto encenar um teatrinho antes.  Enfim. Apesar de que eu esperava, quando o segundo Kira apareceu, que ele fosse ser mais um empecilho para o Light, e um grande. Infelizmente não foi assim que aconteceu, mas ainda assim ela não foi um facilitador tão grande quando parecia em um primeiro momento. Há também algumas surpresas pelo caminho. E mostradas de uma maneira bacana. E ficam ainda mais legais se você não for spoileriado (se não ler essa parte do texto, por exemplo). Quando o Light apareceu ali detrás do Ray Penber, ao vivo, no metrô. Foi uma grande surpresa pra mim. Quando, sem aviso nenhum, o Kira faz uma mensagem na TV, pra só no final do episódio revelarem que aquele Kira não é o Light. O L também é um ótimo, único personagem. Só que ele talvez tivesse muito medo de condenar um inocente. Digo isso por que tinha MUITAS pistas de que o Light era o Kira, o L aparentemente precisava ter uma prova muito concreta de que ele era o Kira, e se arriscou demais pra isso. Mas eu achei meio forçado quando o L pegou a Misa sob custódia, e mal explicado.

Outra coisa legal é que Death Note é um anime mais realista. E os outros animes mais realistas, são sci-fis (geralmente de mecha), comédias e romances. A única coisa irrealista em DN é o death note (e o shinigami) que não são, de maneira nenhuma, o cetro do plot. E mesmo entre os animes mais realistas são poucos os que tem uma história linear contínua, a maioria é de caso-da-semana. Ainda mais no estilo serial, em que cada capítulo tem uma trama própria e paralelamente a trama geral se desenrola. Fora isso, o Light é um personagem igual a qualquer um, no sentido de habilidades. Ele não luta de maneira doida e faz coisas anormais, o que ele faz uma pessoa real poderia fazer. E isso sem o anime se tornar chato ou maçante. O compartimento secreto da gaveta para guardar o DN, por exemplo, é uma coisa que, do jeito que foi mostrado, qualquer um poderia fazer na vida real e é bem simples. Detalhes também dão a realidade. Ao invés do Light começar a matar a torto e a direito, ele se sente culpado antes.

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