Review – Banjo-Tooie

Publicado: 16 de dezembro de 2011 em Games, Review
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banjo 2

Banjo Tooie é um jogo que, enquanto não se faz em cima de ter muitos personagens jogáveis (estamos olhando para Sonic Heroes ao dizer isso), apresenta um monte deles, e você efetivamente os controla. E apesar de ter optado por um estilo de jogo que mais mostra as fraquezas do console do que é capaz de as esconder, a Rare fez o melhor trabalho possível, fazendo um jogo que não poderia ter sido feito nos concorrentes à época (PSX e Saturn). E embora seja considerado por quase todos como um jogo de plataforma, não tem quase nada do gênero, na verdade não se enquadra em categoria nenhuma, vide que é um jogo completamente diferente de todo o resto. Só tem um jogo que se parece, que é o Mario 64, mas a série Banjo é um evolução muito grande sobre o que Mario 64 era. Na verdade, é uma versão muuuuuito melhorada do encanador da Nintendo no N64. E Banjo Tooie é uma evolução imensa em relação ao Banjo Kazooie, o primeiro jogo da dupla antropomórfica.

Vamos começar falando dos gráficos, que estão muito detalhados, não são aquelas coisas lavadas que são os gráficos do Mario 64, tem muita textura. Os único jogos que tem gráficos melhores no N64 são os Zeldas (Ocarina e Majora’s). Mas os Zeldas não se arriscam tanto quando Banjo em mostrar grandes distâncias. Tudo em Banjo Kazooie é enorme e soberbamente planejado.

O gameplay do jogo é o que o difere do resto. Basicamente o jogo se faz em cima de exploração. A diversão do jogo vem de descobrir o que você tem que fazer (resolver puzzles que não são, de verdade, puzzles) e/ou descobrir algo acidentalmente. Por isso o jogo é sobre explorar, pesquisar, descobrir, viver nesse outro mundo tão louco e diferente. O jogo te dá muita liberdade e essa liberdade só vai aumentando, ajudada pelo fato de que tudo no jogo é muito fácil e prático de se fazer. Você pode explorar à vontade. Não existe um outro jogo desse jeito. Além do mais, não existe uma separação entre principal e secundário, tudo é feito de maneira uniforme. Você tem vários tipos de objetos diferentes para encontrar e uma variedade muito grande de movimentos. Tudo nesse jogo é muito grande. Nada vem em pouca quantidade. E, mesmo assim, a Rare consegiu fazer tudo funcionar! E fazer tudo ter importância. É como qualquer Mario e, principalmente, Ocarina of Time. Muitos tipos de jogabilidade, e todos são bem implementados. E apesar de Ocarina ter sido muito difícil de se fazer por ter sido o primeiro em muitas das coisas que fez. Haveria muito mais possibilidade de algo sair muito errado em Ocarina, mas tudo saiu funcionando mais do que perfeitamente. Isso se repete em Banjo Toioie. E os puzzles/cenários são muito bem feitos. É um level design dos melhores que, embora quase não exija do jogador no campo plataforma/jogabilidade, exige bastante raciocínio. É um exercício de desvendar lógicas diferentes das que existem na vida real e usar os mecanismos que o jogo te dá. Apesar de ter alguns momentos em que exatidão nos controles se faz necessária, mas são muito poucos para classificar esse jogo como um platformer. E engana-se MUITO quem diz que esse é um jogo para criança. Mesmo tendo suas fofices, definitivamente pessoas com pouca idade não serão capazes nem de começar o jogo. Primeiro porque é necessário um entendimento de inglês para saber o que lhe é pedido. Depois porque os puzzles chegam a níveis cada vez mais complicados e exigem muita memória por parte do player. Além disso, os comandos para as ações dos personagens são, às vezes, bastante complicados por si sós. Continuando… o jogo é enorme, mas tão enorme, que tem que ficar fazendo várias conexões dentro de si pra te permitir ser capaz de se mover dentro dele e jogá-lo sem querer abrir o próprio cérebro e arrancar pra fora pra ver se ainda está funcionando. Você pode viajar não só a pé, como pegar um trem para mudar de fase ou entrar numa escotilha. E ainda são abertos outros atalhos entre as fases. E dentro das fases você pode se teletransportar através dos portais. Só por isso o jogo consegue não se tornar maçante. Uma dica: como é um jogo sobre descoberta, jogar ele o tempo inteiro com um detonado não tem absolutamente nenhuma lógica. Provavelmente quebraria toda a graça do jogo. Alguns reviews por aí tem reclamado que o framerate do jogo é instável. Particularmente, eu não notei nada, mas eu não notaria mesmo, logo não posso dizer nada.

A sonoridade do jogo é outro ponto de grande brilho e destaque. Além dos efeitos sonoros fitarem perfeitamente ao lugar de onde deveriam estar vindo e da dublagem ser feita para imergir o jogador e isso funcionar, todo o resto também funciona muito bem. As músicas são muito boas e fitam aos locais e ainda tem o efeito que faz com que a música mude conforme o momento em que você está no jogo, que é uma coisa ótima.banjo tooie

Quanto a outras coisas ‘menos gamísticas’ como história e personagens, aqui não há muita trama. Mas os personagens são carismáticos, principalmente o Kazooie, que todos os outros personagens no game parecem odiar e que sempre está sendo sarcástico. Aliás, uma coisa muito aclamada e que eu posso concordar nesse jogo é o senso de humor afiado, que realmente é capaz de fazer rir às vezes. As falas são ótimas.

Resumindo, um ótimo jogo de exploração. O fator replay é inexistente, mas ele te faz revisitar várias vezes as mesmas áreas com possibilidades diferentes. E é um jogo enorme, o que faz com que se demore bastante para terminar. E é um prazer de jogar, com certeza. Só não é o que você, jogador de Sonic, Mario e Crash espera. É bem diferente de um jogo básico de plataforma, não é melhor, nem pior, é só diferente. E por isso mesmo vale a pena.

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