e agora Uma Lista de Dicas de Séries de TV

Publicado: 9 de novembro de 2012 em Séries, Top/Listas

Sem introdução. A lista e considerações:

House MD: Uma série do tipo médico. Embora muito pouco de seu apelo tenha a ver com esse fato (e sim com o médico protagonista nomeado Gregory House). Além disso, também pode ser considerada uma série procedural, apresentando sempre interessantes casos da semana. Felizmente (pelo menos felizmente pra mim), há uma continuidade muito forte, uma trama avançando, que é sobre os personagens, principalmente o House (interpretado brilhantemente por Hugh Laurie). houseO doutor House é um anti-herói, apesar de salvar vidas humanas por ser um gênio da medicina (e só resolve casos estranhos), ele não faz isso por altruísmo e sim por querer resolver os enigmas. Talvez por que, por ele salvar tantas vidas, as pessoas em volta dele aceitam que ele seja como é. Ele é egocêntrico, manipulador e ranzinza (e muito engraçado) e talvez as pessoas em redor dele não recebessem isso muito bem se ele não fosse necessário. Além disso, ele podem entender que o doutor House é um homem destruído em várias camadas. Mas são personagens muito profundos e não estou aqui pra fazer uma análise psicológica e sim indicar a série. O que me fez realmente cair por ela foi a inteligência impregnada ali, em tudo, dos diálogos aos casos baseados em fatos da medicina real. Ela não é só uma série só sobre pessoas inteligentes, mas é uma série inteligente também. Talvez até erudita. Mas tem apelo pop também.

Brothers & Sisters: Uma série muito importante pra mim. As duas primeiras temporadas são perfeitas, e a última (5ª) é horrível (com alguns bons momentos, entretanto). Trata da família Walker (e jantares memoráveis), que depois da morte do homem da casa, o pai William Walker, descobre um monte de segredos, desde que ele tinha uma amante ao fato de que ele cometeu atos ilegais na gestão da Ojai Foods, a empresa da família. Isso agrava os problemas da família, como Justin, o filho que foi para a guerra e depois se tornou viciado em drogas. Sara, a irmã com problemas no casamento. Kevin, o advogado que não consegue se ajeitar em sua vida pessoal e arrumar um namorado. brothers-and-sisters-season-4 Kitty, que tem uma vida amorosa bem complicada e um atrito com a mãe. Tommy, que também vai ter problemas, mas falá-los aqui seria spoilear. E, claro, Nora Walker, interpretada por Sally Field. Ela é apaixonante. E já que eu falei de um dos atores, tenho que dizer que todos são excepcionais. A direção da série também é muito felizarda, por ser bem sensível e realista e conduzir os conflitos de maneira inteligente, sem subestimar a inteligência do telespectador. O mais interessante da série, pra mim, é a dinâmica da família, bem pessoal. Por exemplo, por terem sido criados nessa família enorme, aprenderam a impor suas opiniões por que senão seriam “atropelados” por quem as impusesse. Portanto todos falam o que dá na telha, sem medo de expor suas idéias. E isso é só uma coisa. Incrível. Vá ver.

Revenge: Série que começou relativamente recentemente, no mesmo canal da série acima (ABC), e mesmo tendo começado apenas recentemente sua segunda temporada, já mostrou a que veio. revenge A trama sobre a vingança de Amanda sobre as pessoas que causaram a ruína injusta de seu pai é cheia de reviravoltas bem armadas e jogos de manipulação. Além disso, apresenta alguns dos personagens mais bem construídos de que se tem notícia, todos não são bons nem maus, podem ser capazes da maior gentileza e da mais torpe maldade, desde que fite em seus planos e objetivos. Até mesmo a personagem principal, nossa heroína. E pra dar mais realidade, todos podem voltar atrás em suas idéias, se arrepender, como pode acontecer a qualquer um na vida real. Essa dubiedade e multidimensionalidade acrescenta muito ao universo da série.

Nikita: A série com a trama mais bem escrita que eu já vi (até hoje). Apesar de não ser bem o meu estilo (ação), é uma série com uma história tão bem escrita que definitivamente vale a pena. No começo pode não parecer, mas insista que ela vai melhorando no decorrer dos episódios. Nikita E nem é que o (s) primeiro (s) episódio (s) seja(m) pior(es), é que você vai percebendo as coisas se armando, é uma construção gradual (apesar de nunca deixar a ação de lado). Ainda sobre os parênteses anteriores, a ação é muito bem feita, melhor que em muitos filmes, e tudo é mais realista que a maioria dos filmes e outras séries também. Complementando tudo isso, a Nikita é uma personagem bem construída, que ganha camadas em alguns episódios e que é sensível e forte ao mesmo tempo e realmente consegue nos conquistar por sua personalidade, e não apenas pela beleza estonteante da ótima Magie Q.

Lie to Me: Essa eu só indico a primeira temporada. Foi muito bem construída mais foi se deixando de lado já na segunda temporada, mergulhando em escolhas infelizes e decidindo evoluir os personagens ao invés de ser interessante. Agora eu sou capaz de entender quem gosta desse rumo, mas é mais fácil entender quem desgosta, por que a série ficou muito diferente de si mesma em seus inícios. lie_to_me_wallpaper_1280x1024_3 A primeira temporada apresentou a ciência da série (microexpressões) de uma maneira bem enfática e interessante (uso muito essa palavra, eu sei. Ignore). Também apresentou casos interessantes que saudavelmente variavam bastante do quem matou. E fotos de pessoas famosas pra ilustrar as conclusões do doutor Cal Lightman e sua equipe. As atuações eram muito boas (destaque para Tim Roth) e tudo era de uma grande série, na mesma emissora de House (a Fox) e portanto compreensível. Eu só queria saber o que deu na cabeça dos produtores depois.

Queer as Folk US: Série que acredito eu que só agradará os gays (embora nos EUA tenha feito bastante sucesso com as mulheres maduras também(!)). É uma série sobre um grupo de amigos gays de Pittsburg. Brian-queer-as-folk-63262_1024_768 Uma série sobre relacionamentos (muitos deles sexuais), que por ser de um canal a cabo não economizava em sexo, drogas e rock’n roll e palavrões para mostrar as coisas como elas devem ser mostradas, sem apologias e sem máscaras. Claro que, por tentar chocar demais, acaba havendo alguns exageros, mas é compreensível, os criadores estavam tentando mostrar o mundo gay amplamente pra causar uma revolução (e conseguiram). A série é baseada numa série britânica de mesmo nome (costuma se usar UK para diferenciá-la), mas que durou apenas duas temporadas, enquanto essa americana fez mais sucesso e durou cinco. Acredito que o elenco americano escolhido a dedo fez toda a diferença.

The Vampire Diaries: Série que só recentemente vim a dar uma chance. Não por que eu a subestimasse, é que eu estava tendo muitas outras coisas pra ver, e eu acreditava que a série só ficava boa mais pra frente, então eu ficava com preguiça de passar pelos primeiros episódios. 15.03 - The Vampire Diaries #4 Engano meu. A série é boa desde o começo (embora o primeiro episódio possa dar uma idéia errada e portanto não vale como amostragem). Mas alguns episódios depois começa sua escalada pra se tornar cada vez melhor. O ritmo da série é muito bom (todo mundo sabe disso), a cada episódio acontece não um, mas vários eventos marcantes e que mudam tudo que se sabia. Mas todos são muito coerentes. É um milagre. Um verdadeiro milagre, senhoras e senhores. Mas fica soberba só na segunda temporada, quando Katherine aparece (embora logo ela passa a ser só uma entre um mar de coisas soberbas). As interpretações são boas, alguma delas sendo estupendas (Ian Somerhalder e Nina Dobrev). Os personagens são carismáticos ao extremo. E para os puristas, tem vários toques de terror em seu decorrer, como as seqüencias de abertura dos episódios. Alguns momentos de terror da série são melhores do que a grande maioria dos filmes supostamente de terror. Os vampiros da série são sanguinolentos (mas há outras facetas, tudo é multifacetado na série). Apesar de tecer tantos elogios, aconselho cautela quando chegar nas últimas temporadas. A 5ª, especialmente, tem me decepcionado bastante.

Shameless US: Outra série do Showtime (QaF US), portanto sem censura de novo. shameless Nesse caso eu acho que a falta de censura foi melhor utilizada, mas é claro, pelo menos uma década separa as duas séries, é claro que as coisas evoluem. Dessa vez, é sobre uma família disfuncional (de verdade), com um pai bêbado pra dedéu e vários outros pequenos probleminhas enormes. Com bom humor (e drama bem escrito demais!) a série vai retratando a luta dessa família, que faz até o que não deveria fazer pra se manter.

Damages: A série mais cult da lista (e a imediatamente abaixo, mas acho que Damages é mais). Difícil até explicar o motim da trama. 7947 Ellen Parsons é uma advogada que consegue um emprego na firma da litigante Patty Hewes, ela não sabe o que a espera. Dizer qualquer coisa mais do que isso seria spoiler. Exceto que a série apresenta flashforwards e no primeiro momento já vemos Ellen toda ensanguentada saindo de um elevador. Foda. O tema/lema principal da série é falar sobre os danos causados pelos processos judiciais, e geralmente não vão ao tribunal. A parte mais interessante, entretanto, é a relação entre as duas personagens principais (Patty e Ellen), relação essa que só cresce no decorrer da série (não no sentido de se estreitar, mas de se tornar mais complexa). Eu indico ver até a terceira temporada, por que a quarta é irrelevante e a quinta, embora comece bem, finaliza muito mal a série toda (a terceira temporada é um final bem mais digno). Nem preciso dizer que as interpretações são ‘destruidoramente’ boas.

Game of Thrones: Cult e pop ao mesmo tempo, GoT é baseada na série de livros A Song of Ice and Fire do escritor George R.R. Martin, uma série épica que tem feito MUITO sucesso e que é muito comparada ao clássico Senhor dos Anéis do Tolkien em epicidade. Game-of-Thrones1 Todavia, entretanto, porém, a série do Martin, ao contrário da do Tolkien, é para adultos (adults-only), por isso é bem mais complexa em relações e tem bem mais putaria e violência (que a série emula bem). Os livros são gigantescos e é um trabalho avassalador passar pra TV, mas conseguem fazer isso muito bem. Claro, por ser para TV, não dá pra ser grandioso como um filme (digamos, Senhor dos Anéis). Mas é um interessante meio-termo (meio-começo seria mais exato), e a trama é interessante o suficiente pra não precisar dessas pirotecnias.  Pra mim a trama sempre foi boa, mas explodiu de boa na segunda temporada, principalmente com o crescimento do Peter-Dinklage-ico e astuto Tyrion Lannister. Recomento vivamente.

Fringe: Fringe é a melhor série de ficção científica que eu já vi. Principalmente por que há ciência de verdade nela, e o que não é ciência pelo menos tentam explicar de alguma maneira (que constantemente envolve ciência real ou pelo a menção desta). Fringe Os personagens são bacanas, a maneira como a trama se desenrola é uma das melhores entre as séries (quando chega em determinada temporada (pule alguns episódios, tem um guina nesse blog)). Há tramas separadas nos episódios e há a trama da temporada (e há a trama geral da série) e tudo é feito magistralmente. Isso sem contar os efeitos especiais sendo um ponto positivo e não algo pelo qual você deve passar pra chegar à parte boa, eles fazem parte das qualidades da série.

Liar Game: Uma série diferente na lista. Até o ponto em que não pode ser chamada de série. liargame1 É um drama/j-drama/dorama, ou seja uma série japonesa/nipônica. Baseada em um inteligente mangá de mesmo nome. É muito inteligente e inteligentemente desenvolvida. Apresenta viradas interessantes e, apesar dos exageros comuns nas coisas japonesas em geral, se mostra bem pé no chão.

Dollhouse_(Fox_TV_Series),_2009,_Eliza_Dushku,_Harry_Lennix,_Fran_KranzDollhouse: Injustiçadíssima série de sci-fi do Joss Whedon, exibida pela Fox e que conta com apenas duas temporadas muito boas. Nela, uma organização contrata pessoas para, por cinco anos, terem sua mente apagada e servirem como ‘dolls’, tendo implantadas em suas mentes personalidades para serviços específicos. É um conceito muito simples, mas aparentemente difícil de explicar, pois não acho que o fiz bem. A trama muitas vezes é apenas caso-da-semana, mas os casos da semana são interessantíssimos e, quando a trama principal anda, é maravilhoso de ver. Também ressalto que ela teve um fim muito digno e por isso a considero uma série sem derrapadas. Indispensável.

origiThe Originals: Simplesmente a melhor série de vampiros ever (True Blood era horrível, nem vem). Ela é um spin-off de Vampire Diaries, mas acredito que mesmo quem não tenha gostado de TVD tem tudo pra gostar de Originals. A principal diferença dela para sua série-mãe é que ela é mais madura, seus personagens principais não são adolescentes. Ela se passar na não-fictícia e muito interessante cidade de Nova Orleans acrescenta muito também. A série é muito agitada, muitas tramas paralelas interconectadas ocorrendo ao mesmo tempo, uma mitologia excelente e personagens grandiosos. Há nela um quê de Game of Thrones (muitas séries tem adicionado game-of-thronismo em si ultimamente), com toda a coisa da guerra pra liderar a comunidade sobrenatural de New Orleans.

Há outras ótimas séries, mas que não vou colocar na lista por serem muito procedurais, que é um gênero que eu não gosto muito e até considero menos valorosas por isso, confesso. Tem CSI Crime Scene Investigation, a CSI original (Las Vegas), que é muito boa e justifica com qualidade o fato de ter se tornado uma série tão influente entre as séries policiais. Mas a melhor série policial é, para mim, Criminal Minds, que é muito inteligente, bem escrita, acrescenta altas doses de tensão e terror e entra a fundo na psicologia humana de assassinos e criminosos em série, com personanges muito bons para completar.

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