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Black-Sails

Venho aqui hoje falar de uma série que tem me entretido muito e que me deixou extremamente surpreso com o fato de que não ouvi falar tanto sobre ela. E eu não entendo o por quê. Se ela tivesse tido o buzz que merecia, eu já tinha visto ela há muito mais tempo. Ela se parece bastante com Game of Thrones, apesar dos temas díspares e, em termos de qualidade, fica só um pouquinho atrás de GoT (mas ainda assim atrás). Aliás, falando em tema, não tenho nenhum interesse particular pelo tema piratas, não é do meu interesse. E, ainda assim, Black Sails me conquistou pela sua qualidade. Boa qualidade em uma história consegue deixar qualquer tema (muito) interessante. Talvez eu até me interesse mais pelo tema agora depois de ter visto BS.

A série é um prequel do livro A Ilha do Tesouro, clássico do escritor Robert Louis Stevenson. Na série, o capitão Flint e sua tripulação tentam saquear um galeão espanhol. Pelo menos, esse é o mote principal. É uma série sobre piratas, que mistura personagens fictícios e alguns personagens históricos, se passando na ilha de Nassau.

A produção da série é excelente, tanto em termos de valor de produção quanto de qualidade da mesma. A trama é altamente focada nos personagens, que se tornam mais e mais complexos e imprevisíveis no decorrer dos episódios, são certamente multifacetados. E os atores os interpretam muito bem, agregando emoção em todas as cenas. E um fator que eu adorei é que não há preparação, o primeiro episódio já mostra por que a série é tão boa. Ela já começa boa, e só vai melhorando.

Por falar na história que move esses personagens, é tudo tão interessante! Tem muita emoção, escolhas difíceis, traições, intriga e, muitas vezes, algo semelhante à intriga de corte presente em GoT. E eu sei que estou comparando com GoT mas é muito diferente. E o ritmo é muito mais ágil, acontece muita coisa em apenas um episódio, e sempre há vários detalhes interessantes.

Há cenas grandiosas de ação, luta e emoção, algumas dignas de cinema. O Starz está de parabéns por conseguir se equiparar visualmente à HBO. A trilha sonora também aumenta a tensão presente em vários momentos.

O único problema que tenho com a série é que às vezes a história se utiliza de algumas conveniências pra se forçar pra frente e colocar os personagens nas melhores posições em termo de conflito, e às vezes também é forçado o modo como as situações se resolvem pra poder mover em frente. Quer dizer, sempre há uma explicação, e sempre é uma boa explicação, o problema é que por mais racional que seja, há um lapso emocional que nos impede de ter a catarse que certos momentos deveriam proporcionar.

Não que não haja catarse, por que os personagens são do tipo ‘maior que a vida’, totalmente grandiosos e capazes de carregar a trama, tendo seus lados terríveis e cruéis e os lados bons também.

Por fim, não posso deixar de citar o quanto me deixa feliz a variedade de personagens presentes dos mais diferentes backgrounds. Eu gosto de, na ficção, ter personagens diferentes de mim, com pontos de vista diferentes e ângulos de visão diferentes. Esse é um dos motivos que me faz gostar tanto de GoT, lá tem anões, gays, deficientes, crianças, gordos, negros. As séries de TV se tornam muito mais interessantes com diferentes pontos de visão. Sense8 me atraiu muito por isso. Assim como How to Get Away with Murder com sua protagonista negra bissexual. Glee teria feito o mesmo por mim, se tivesse uma boa história, só a representatividade não basta. O mundo real é cheio de diferenças, e é muito válido ter essas diferenças também na ficção. Também adoro as mulheres fortes presentes em Black Sails.

É uma série que super indico. Afinal, é a série quintessencial sobre piratas.

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e agora Uma Lista de Dicas de Séries de TV

Publicado: 9 de novembro de 2012 em Séries, Top/Listas

Sem introdução. A lista e considerações:

House MD: Uma série do tipo médico. Embora muito pouco de seu apelo tenha a ver com esse fato (e sim com o médico protagonista nomeado Gregory House). Além disso, também pode ser considerada uma série procedural, apresentando sempre interessantes casos da semana. Felizmente (pelo menos felizmente pra mim), há uma continuidade muito forte, uma trama avançando, que é sobre os personagens, principalmente o House (interpretado brilhantemente por Hugh Laurie). houseO doutor House é um anti-herói, apesar de salvar vidas humanas por ser um gênio da medicina (e só resolve casos estranhos), ele não faz isso por altruísmo e sim por querer resolver os enigmas. Talvez por que, por ele salvar tantas vidas, as pessoas em volta dele aceitam que ele seja como é. Ele é egocêntrico, manipulador e ranzinza (e muito engraçado) e talvez as pessoas em redor dele não recebessem isso muito bem se ele não fosse necessário. Além disso, ele podem entender que o doutor House é um homem destruído em várias camadas. Mas são personagens muito profundos e não estou aqui pra fazer uma análise psicológica e sim indicar a série. O que me fez realmente cair por ela foi a inteligência impregnada ali, em tudo, dos diálogos aos casos baseados em fatos da medicina real. Ela não é só uma série só sobre pessoas inteligentes, mas é uma série inteligente também. Talvez até erudita. Mas tem apelo pop também.

Brothers & Sisters: Uma série muito importante pra mim. As duas primeiras temporadas são perfeitas, e a última (5ª) é horrível (com alguns bons momentos, entretanto). Trata da família Walker (e jantares memoráveis), que depois da morte do homem da casa, o pai William Walker, descobre um monte de segredos, desde que ele tinha uma amante ao fato de que ele cometeu atos ilegais na gestão da Ojai Foods, a empresa da família. Isso agrava os problemas da família, como Justin, o filho que foi para a guerra e depois se tornou viciado em drogas. Sara, a irmã com problemas no casamento. Kevin, o advogado que não consegue se ajeitar em sua vida pessoal e arrumar um namorado. brothers-and-sisters-season-4 Kitty, que tem uma vida amorosa bem complicada e um atrito com a mãe. Tommy, que também vai ter problemas, mas falá-los aqui seria spoilear. E, claro, Nora Walker, interpretada por Sally Field. Ela é apaixonante. E já que eu falei de um dos atores, tenho que dizer que todos são excepcionais. A direção da série também é muito felizarda, por ser bem sensível e realista e conduzir os conflitos de maneira inteligente, sem subestimar a inteligência do telespectador. O mais interessante da série, pra mim, é a dinâmica da família, bem pessoal. Por exemplo, por terem sido criados nessa família enorme, aprenderam a impor suas opiniões por que senão seriam “atropelados” por quem as impusesse. Portanto todos falam o que dá na telha, sem medo de expor suas idéias. E isso é só uma coisa. Incrível. Vá ver.

Revenge: Série que começou relativamente recentemente, no mesmo canal da série acima (ABC), e mesmo tendo começado apenas recentemente sua segunda temporada, já mostrou a que veio. revenge A trama sobre a vingança de Amanda sobre as pessoas que causaram a ruína injusta de seu pai é cheia de reviravoltas bem armadas e jogos de manipulação. Além disso, apresenta alguns dos personagens mais bem construídos de que se tem notícia, todos não são bons nem maus, podem ser capazes da maior gentileza e da mais torpe maldade, desde que fite em seus planos e objetivos. Até mesmo a personagem principal, nossa heroína. E pra dar mais realidade, todos podem voltar atrás em suas idéias, se arrepender, como pode acontecer a qualquer um na vida real. Essa dubiedade e multidimensionalidade acrescenta muito ao universo da série.

Nikita: A série com a trama mais bem escrita que eu já vi (até hoje). Apesar de não ser bem o meu estilo (ação), é uma série com uma história tão bem escrita que definitivamente vale a pena. No começo pode não parecer, mas insista que ela vai melhorando no decorrer dos episódios. Nikita E nem é que o (s) primeiro (s) episódio (s) seja(m) pior(es), é que você vai percebendo as coisas se armando, é uma construção gradual (apesar de nunca deixar a ação de lado). Ainda sobre os parênteses anteriores, a ação é muito bem feita, melhor que em muitos filmes, e tudo é mais realista que a maioria dos filmes e outras séries também. Complementando tudo isso, a Nikita é uma personagem bem construída, que ganha camadas em alguns episódios e que é sensível e forte ao mesmo tempo e realmente consegue nos conquistar por sua personalidade, e não apenas pela beleza estonteante da ótima Magie Q.

Lie to Me: Essa eu só indico a primeira temporada. Foi muito bem construída mais foi se deixando de lado já na segunda temporada, mergulhando em escolhas infelizes e decidindo evoluir os personagens ao invés de ser interessante. Agora eu sou capaz de entender quem gosta desse rumo, mas é mais fácil entender quem desgosta, por que a série ficou muito diferente de si mesma em seus inícios. lie_to_me_wallpaper_1280x1024_3 A primeira temporada apresentou a ciência da série (microexpressões) de uma maneira bem enfática e interessante (uso muito essa palavra, eu sei. Ignore). Também apresentou casos interessantes que saudavelmente variavam bastante do quem matou. E fotos de pessoas famosas pra ilustrar as conclusões do doutor Cal Lightman e sua equipe. As atuações eram muito boas (destaque para Tim Roth) e tudo era de uma grande série, na mesma emissora de House (a Fox) e portanto compreensível. Eu só queria saber o que deu na cabeça dos produtores depois.

Queer as Folk US: Série que acredito eu que só agradará os gays (embora nos EUA tenha feito bastante sucesso com as mulheres maduras também(!)). É uma série sobre um grupo de amigos gays de Pittsburg. Brian-queer-as-folk-63262_1024_768 Uma série sobre relacionamentos (muitos deles sexuais), que por ser de um canal a cabo não economizava em sexo, drogas e rock’n roll e palavrões para mostrar as coisas como elas devem ser mostradas, sem apologias e sem máscaras. Claro que, por tentar chocar demais, acaba havendo alguns exageros, mas é compreensível, os criadores estavam tentando mostrar o mundo gay amplamente pra causar uma revolução (e conseguiram). A série é baseada numa série britânica de mesmo nome (costuma se usar UK para diferenciá-la), mas que durou apenas duas temporadas, enquanto essa americana fez mais sucesso e durou cinco. Acredito que o elenco americano escolhido a dedo fez toda a diferença.

The Vampire Diaries: Série que só recentemente vim a dar uma chance. Não por que eu a subestimasse, é que eu estava tendo muitas outras coisas pra ver, e eu acreditava que a série só ficava boa mais pra frente, então eu ficava com preguiça de passar pelos primeiros episódios. 15.03 - The Vampire Diaries #4 Engano meu. A série é boa desde o começo (embora o primeiro episódio possa dar uma idéia errada e portanto não vale como amostragem). Mas alguns episódios depois começa sua escalada pra se tornar cada vez melhor. O ritmo da série é muito bom (todo mundo sabe disso), a cada episódio acontece não um, mas vários eventos marcantes e que mudam tudo que se sabia. Mas todos são muito coerentes. É um milagre. Um verdadeiro milagre, senhoras e senhores. Mas fica soberba só na segunda temporada, quando Katherine aparece (embora logo ela passa a ser só uma entre um mar de coisas soberbas). As interpretações são boas, alguma delas sendo estupendas (Ian Somerhalder e Nina Dobrev). Os personagens são carismáticos ao extremo. E para os puristas, tem vários toques de terror em seu decorrer, como as seqüencias de abertura dos episódios. Alguns momentos de terror da série são melhores do que a grande maioria dos filmes supostamente de terror. Os vampiros da série são sanguinolentos (mas há outras facetas, tudo é multifacetado na série). Apesar de tecer tantos elogios, aconselho cautela quando chegar nas últimas temporadas. A 5ª, especialmente, tem me decepcionado bastante.

Shameless US: Outra série do Showtime (QaF US), portanto sem censura de novo. shameless Nesse caso eu acho que a falta de censura foi melhor utilizada, mas é claro, pelo menos uma década separa as duas séries, é claro que as coisas evoluem. Dessa vez, é sobre uma família disfuncional (de verdade), com um pai bêbado pra dedéu e vários outros pequenos probleminhas enormes. Com bom humor (e drama bem escrito demais!) a série vai retratando a luta dessa família, que faz até o que não deveria fazer pra se manter.

Damages: A série mais cult da lista (e a imediatamente abaixo, mas acho que Damages é mais). Difícil até explicar o motim da trama. 7947 Ellen Parsons é uma advogada que consegue um emprego na firma da litigante Patty Hewes, ela não sabe o que a espera. Dizer qualquer coisa mais do que isso seria spoiler. Exceto que a série apresenta flashforwards e no primeiro momento já vemos Ellen toda ensanguentada saindo de um elevador. Foda. O tema/lema principal da série é falar sobre os danos causados pelos processos judiciais, e geralmente não vão ao tribunal. A parte mais interessante, entretanto, é a relação entre as duas personagens principais (Patty e Ellen), relação essa que só cresce no decorrer da série (não no sentido de se estreitar, mas de se tornar mais complexa). Eu indico ver até a terceira temporada, por que a quarta é irrelevante e a quinta, embora comece bem, finaliza muito mal a série toda (a terceira temporada é um final bem mais digno). Nem preciso dizer que as interpretações são ‘destruidoramente’ boas.

Game of Thrones: Cult e pop ao mesmo tempo, GoT é baseada na série de livros A Song of Ice and Fire do escritor George R.R. Martin, uma série épica que tem feito MUITO sucesso e que é muito comparada ao clássico Senhor dos Anéis do Tolkien em epicidade. Game-of-Thrones1 Todavia, entretanto, porém, a série do Martin, ao contrário da do Tolkien, é para adultos (adults-only), por isso é bem mais complexa em relações e tem bem mais putaria e violência (que a série emula bem). Os livros são gigantescos e é um trabalho avassalador passar pra TV, mas conseguem fazer isso muito bem. Claro, por ser para TV, não dá pra ser grandioso como um filme (digamos, Senhor dos Anéis). Mas é um interessante meio-termo (meio-começo seria mais exato), e a trama é interessante o suficiente pra não precisar dessas pirotecnias.  Pra mim a trama sempre foi boa, mas explodiu de boa na segunda temporada, principalmente com o crescimento do Peter-Dinklage-ico e astuto Tyrion Lannister. Recomento vivamente.

Fringe: Fringe é a melhor série de ficção científica que eu já vi. Principalmente por que há ciência de verdade nela, e o que não é ciência pelo menos tentam explicar de alguma maneira (que constantemente envolve ciência real ou pelo a menção desta). Fringe Os personagens são bacanas, a maneira como a trama se desenrola é uma das melhores entre as séries (quando chega em determinada temporada (pule alguns episódios, tem um guina nesse blog)). Há tramas separadas nos episódios e há a trama da temporada (e há a trama geral da série) e tudo é feito magistralmente. Isso sem contar os efeitos especiais sendo um ponto positivo e não algo pelo qual você deve passar pra chegar à parte boa, eles fazem parte das qualidades da série.

Liar Game: Uma série diferente na lista. Até o ponto em que não pode ser chamada de série. liargame1 É um drama/j-drama/dorama, ou seja uma série japonesa/nipônica. Baseada em um inteligente mangá de mesmo nome. É muito inteligente e inteligentemente desenvolvida. Apresenta viradas interessantes e, apesar dos exageros comuns nas coisas japonesas em geral, se mostra bem pé no chão.

Dollhouse_(Fox_TV_Series),_2009,_Eliza_Dushku,_Harry_Lennix,_Fran_KranzDollhouse: Injustiçadíssima série de sci-fi do Joss Whedon, exibida pela Fox e que conta com apenas duas temporadas muito boas. Nela, uma organização contrata pessoas para, por cinco anos, terem sua mente apagada e servirem como ‘dolls’, tendo implantadas em suas mentes personalidades para serviços específicos. É um conceito muito simples, mas aparentemente difícil de explicar, pois não acho que o fiz bem. A trama muitas vezes é apenas caso-da-semana, mas os casos da semana são interessantíssimos e, quando a trama principal anda, é maravilhoso de ver. Também ressalto que ela teve um fim muito digno e por isso a considero uma série sem derrapadas. Indispensável.

origiThe Originals: Simplesmente a melhor série de vampiros ever (True Blood era horrível, nem vem). Ela é um spin-off de Vampire Diaries, mas acredito que mesmo quem não tenha gostado de TVD tem tudo pra gostar de Originals. A principal diferença dela para sua série-mãe é que ela é mais madura, seus personagens principais não são adolescentes. Ela se passar na não-fictícia e muito interessante cidade de Nova Orleans acrescenta muito também. A série é muito agitada, muitas tramas paralelas interconectadas ocorrendo ao mesmo tempo, uma mitologia excelente e personagens grandiosos. Há nela um quê de Game of Thrones (muitas séries tem adicionado game-of-thronismo em si ultimamente), com toda a coisa da guerra pra liderar a comunidade sobrenatural de New Orleans.

Há outras ótimas séries, mas que não vou colocar na lista por serem muito procedurais, que é um gênero que eu não gosto muito e até considero menos valorosas por isso, confesso. Tem CSI Crime Scene Investigation, a CSI original (Las Vegas), que é muito boa e justifica com qualidade o fato de ter se tornado uma série tão influente entre as séries policiais. Mas a melhor série policial é, para mim, Criminal Minds, que é muito inteligente, bem escrita, acrescenta altas doses de tensão e terror e entra a fundo na psicologia humana de assassinos e criminosos em série, com personanges muito bons para completar.

Dicas de Séries Animadas para Assistir

Publicado: 25 de outubro de 2012 em Animês, Séries, Top/Listas
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Correndo o risco de parecer convencido, ele é eu gostaria de usar esse blog nesse momento para indicar algumas deixa eu adivinhar? séries  séries  animadas animadas eu disse! redundante da porra! que eu acho muito boas e eu gosto de pênis? se mostrar? cantar Calypso? ajudar as pessoas a encontrar certas pérolas, eu decidi descer do seu pedestal e nos iluminar com sua sabedoria, ó senhor? criar esse post. E sem mais delongas  e bizarrices bipolares, vamos à lista: idiota

young-justice*Young Justice (Justiça Jovem): Série animada dos sidekicks da DC Comics, muito boa por sinal. Apresentando uma jovem liga de super heróis, mas muitas ligações com seus correspondentes adultos. A trama é muito intrigante, as cenas de ação são arrasadoras e definitivamente vale muito a pena. DC Animation, também… sempre apresenta muita qualidade.



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justice_league*Justice League e *Justice League: Unlimited: A série animada da Liga da  Justiça, aclamadíssima, espetacularmente escrita e dirigida, obrigatória. Sem mais.



 Zeta_Project_CartoonProjeto Zeta: Outra série do antigo Universo Animado DC (DCAU), conta uma história de um robô criado para matar chamado Zeta que se une a uma jovem moça. Ele não queria mais matar, mas passa a ser perseguido por que ninguém acredita nele. Acham que ele foi reprogramado por alguém. Então ele sai em busca de seu criador e de provas de que ele desenvolveu uma consciência.



Avatar-The-Legend-Of-Aang-PS2[1] NICKELODEON THE LAST AIRBENDERAvatar: A Lenda de Aang e Avatar: A Lenda de Korra: O mundo apresentado  em Avatar é um mundo que, por si só, já é motivo de ele estar na lista. A animação fluida é só mais um motivo. E a trama interessante é ainda outra.



105_655273f_deathnote43m_6e7c011*Death Note: O anime que, já resenhado aqui num dos primeiros posts do blog, conta a história do jovem Light Yagami. Ele encontra um caderno em que quem tiver seu nome escrito, morre. E ele decide mudar o mundo matando os criminosos, só que as coisas começam a dar errado quando o maior detetive do mundo sai em seu encalço. Uma trama de suspense muito boa.



eclipse-fullmetal-alchemist-brotherhood-02-xvid-3d3d891101718519-42-22*Fullmetal Alchemist: Bortherhood: Num mundo em que alquimia é um fato, uma magia em que tudo pode ser conseguido se algo de igual valor for dado em troca, os irmãos Edward e Alphose Elric tentam fazer uma transmutação humana em sua mãe (ressuscitá-la). Nisso, as duas crianças perdem partes de seus corpos, Ed perde um braço e Al perde o corpo todo. Para salvar o irmão, Ed sacrifica uma perna para prender a alma dele a uma armadura que estava ali por perto. Alguns anos depois, quando Ed passou a usar automails (partes do corpo biônicas), ambos partem em uma busca por um objeto chamado Pedra Filosofal, que os permitirá retornar a seus corpos. Um anime muito bom de luta.



super2 Legion of Super Heroes: Mesmo sendo um pouco infantil, as ligações com a linha de heróis da editora DC dão muito valor ao produto. Adiciona-se a isso cenas de ação supremas também, e temos uma animação que vale a pena, principalmente para as crianças (que creio serem o público-alvo mesmo). A trama é sobre o futuro do Universo DC, mais especificamente o século 31, e a organização de heróis que dá nome ao cartoon.



x-men-evolution X-Men: Evolution: Muitos fãs torcem a cara para essa animação ao saberem que se trata da juventude dos X-Men, e perdem muito por que é muito bem escrito e um ótimo desenho de super heróis.



0fd_ecdcd675b3*Spiderman: The Animated Series: O melhor desenho de super heróis da Marvel (ainda não tão bom quanto nenhum da DC), apresenta muitas coisas do gibi em formato televisivo com qualidade muito alta, tanto que durou várias temporadas.



Green-Lantern-The-Animated-Series Green Lantern: The Animated Series: Essa eu tinha um pé atrás antes de assistir, pelo tipo da animação (3D). Mas me surpreendi (muito) positivamente. Definitivamente uma das melhores.



star-wars-the-clone-wars-obi-wan-kenobi Star Wars: The Clone Wars: Eu (ainda?) não sou um fã de Star Wars, mas com uma animação tão bom a e bem escrita, nem precisa ser pra gostar.



batman-beyond*Batman Beyond/Batman of the Future: Animação do Batman do Futuro, apresenta, numa visão de futuro muito interessante, seus textos ricos e complexos.



cast Batman: The Brave and the Bold: Sempre trazendo participações especiais de outros heróis, B&B sempre manteve as características principais de todos que eram ap-resentados e em histórias muito boas de se ver.



*Code GeassCode Geass R2: O anime conta a história de Lelouch, que ganha um poder que permite que ele mande qualquer pessoas fazer qualquer coisa (mas tem outras regras). Com esse controle absoluto, ele decide libertar seu país (o Japão) que está sendo controlado pelo império da Britannia. Isso por que se passa num futuro hipotético. A trama é muito boa e cheia de reviravoltas e surpresas bem construídas, principalmente na segunda temporada (R2).



PSYCHO-PASS.full.1310887Psycho-Pass: No futuro, os policiais usam uma arma denominada Dominator, capaz de ler na mente das pessoas a predisposição deles para crimes e, assim, crimes são evitados antes mesmo de acontecerem. Mas… bem, acho que é só isso que eu posso contar dessa incrível trama de sci-fi, só adianto que tem um “mas”. Um grande “mas”.



Outras séries: Teen Titans; Static Shock; Himitsu – The Revelation.

Filmes em Animação: Batman- Year One; Batman- Under the Red Hood; Batman- The Dark Knight Returns Part 1 e Part 2; All-Star Superman; Batman Beyond/Batman of the Future; Resident Evil- Degeneration e Damnation; Final Fantasy 7- Advent Children; Wonder Woman; Rebuild of Evangelion 1, 2, 3 e 4; Justice League – Doom; Justice League – Crisis on two Earths.

P.S.: Eu não pretendo deixar de atualizar esta lista, portanto assim que eu conhecer mais coisas pra colocar nela, estar atualizando.

Vadia do inferno! Quem pediu sua opinião?!

Lista de Episódios Essenciais de Fringe

Publicado: 11 de setembro de 2012 em Listas, Séries
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Vindo diretamente desse artigo que me ajudou muito a conseguir ver Fringe, pulando todo o começo que demorou a engrenar. E isso por um simples motivo, tinha potencial… e quando eu me vi nos capítulos da segunda temporada, eu percebi que o potencial se realizaria, como se realizou e a série se tornou absolutamente excepcional. Em comparação, já que JJ Abrams tem algo a ver com Fringe, eu devo dizer que Fringe é o que Lost, a obra mais famosa dele, deveria ter sido. Fringe funciona e responde as questões. Vamos à lista de episódios essenciais:

1×01 – Pilot

1×04 – The Arrival

1×10 – Safe

1×14 – Ability

1×17 – Bad Dreams

1×19 – The Road Not Taken

1×20 – There’s More Than One of Everything

2×01 – A New Day in the Old Town

2×04 – Momentum Deferred

2×08 – August

2×10 – Grey Matters

2×15 – Jacksonville

2×16 – Peter

2×19 – The Man from the Other Side

2×22/2×23 – Over There Parts 1 & 2

O artigo ainda diz que você pode pular os capítulos “Safe”, “Bad Dreams”, “Momentum Deferred” e “Grey Matters”. E linka a Fringepedia como uma boa fonte de informações (que é). Um adendo meu é que a partir da terceira temporada cada um dos episódios avança as tramas e/ou os personagens, de uma maneira muito bacana, a série pegou um ritmo muito bom.

Liar Game

Publicado: 2 de agosto de 2012 em Review, Séries
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liargame1 Liar Game é um drama (ou dorama) japonês (jdrama) baseado na série de mangás de Shinobu Kaitani. Conta a história de Nao Kanzaki, que é uma menina bastante inocente que, sem-querer se envolve em um jogo de azar chamado liar game. Nesse jogo, os participantes recebem uma exorbitante quantia em dinheiro e tem por objetivo enganar o adversário e conseguir a parte dele. O perdedor fica com uma dívida de, no máximo, 100 milhões de ienes. Desesperada, ela insiste até conseguir a ajuda de um vigarista profissional, Shin’ichi Akiyama.

A série é muito inteligente, com bastante raciocínio lógico, às vezes dá pra acreditar que o autor é um gênio. O vigarista Shin’ichi Akiyama é muito inteligente e constantemente nós, telespectadores, não sabemos o que está acontecendo, mas ele sim. Muitos dos jogos apresentados na série são bastante originais e mesmo assim bem feitos e interessantes.

A imprevisibilidade é uma das maiores qualidades da série. E Shin’ichi Akiyama. Ele nos prende à série, esperando por um de seus muitos grandes momentos. A Nao é meio fraquinha, mas é responsável por algumas grandes viradas que acontecem. As viradas são muito impressionantes e alguns finais de episódio te deixam muito ansioso pelo próximo.

Liar Game mostra o pior lado do ser humano. E apesar de ser bem focada nos jogos, no liar game, ainda assim tem um pouco de trama de fundo, envolvendo a organização que gerencia o liar game, seus objetivos e os motivos que levam certos personagens a certas ações.

Por falar em personagens, fora os principais, temos muita bizarrice. Com certeza funcionaria melhor sem toda a loucura nos personagens secundários, mas quando você os despe dessa camada extra de cafonice nipônica, o que fica são peões e personagens com objetivos, portanto no fundo eles são bons e cumprem seu objetivo.

Uma vez li em um site que Liar Game tem “neon em lugares estranhos”. Sou obrigado a concordar, depois de verificar isso meticulosamente (rsrs). Mas isso por que LG tenta com muito custo e forçadamente ser ‘cool’. De fato consegue, mas há alguns inegáveis exageros. Principalmente na edição.

Mas, mesmo com esses poréms, devo dizer que indico muito LGame, por que apesar de ter muitas coisas fracas, a parte principal, o roteiro, é acima de acima da média. As atuações também são muito boas (mesmo quando o personagem não é). Uma série para te deixar com palpitações.

P.S.: Se você gostou de Liar Game, veja também o anime Kaiji, mesmo o traço dele sendo feio, é muito MUITO bom.

O Mangá

O drama é baseado em um mangá que há pouco terminei de ler. Não posso comentar muito comparando os dois, pois li o manga muito tempo depois de ter terminado de ver o dorama. Dito isto, o gibi é excelente, super bem escrito e bem desenhado o bastante. E, o melhor, tem coisas a mais, por que o dorama terminou antes do mangá, portanto, existem  jogos a mais que só existem no mangá. E algumas diferenças pontuais que fazem com que não seja só a mesma coisa. Inclusive, pelo que me lembro, o jogo das cadeiras musicais (que acontece em um filme aparte do drama), é bastante diferente nas duas versões. Até por que o drama não tem o personagem Harimoto (o drama, entretanto, tem um personagem inimigo não existente no mangá, se não me engano na segunda temporada do drama). Sobre os jogos exclusivos do gibi, tem coisas excelentes acontecendo neles, realmente há grandes momentos imperdíveis ali. Não é só por que aproveitou um que não pode aproveitar o outro. Se eu fosse comparar, eu diria que o mangá é superior ao drama.

P.S.: O Fukunaga nos gibis é um personagem excelente, transformando numa coisa ridícula na versão pra TV. Em retrospecto odeio esse fato.

Revenge

Revenge é uma série do canal ABC que tem como tema central a vingança. A personagem principal, Amanda (bem interpretada pela Emily van-Camp), teve sua infância arruinada e seu pai destruído pelos segredos da família Grayson. Traído por aqueles em quem confiava (e pela mulher que ele amava) , anos depois da morte dele, Amanda assume a identidade de Emily Thorne e se muda para os Hamptos para destruir os Grayson e todos aqueles responsáveis pela ruína de seu pai.

Para isso, Emily/Amanda vai precisar ir longe. Talvez até longe demais.

O bacana é o jogo de muitas manipulações que acontece nessa série. Todos os personagens tem personalidade, a maioria deles pende mais para o lado maligno. A própria Emily às vezes se deixa dominar pelo seu ‘lado maligno’. O jogo começa fácil para Amanda, mas aos poucos as coisas vão se complicando cada vez mais, até chegar no ponto em que as coisas saem de controle.

A Amanda/Emily é muito esperta, e os que a cercam também não são burros. Entre seus alvos estão pessoas que não vão se deixar cair tão facilmente.

Revenge, além de personalidades bem montadas, apresenta uma trama bem amarrada. As reviravoltas e relações interpessoais na série são muito lógicas. E todos os personagens tem alguma função na trama, que é bastante focada. Falando e reviravoltas, elas não faltam. Mas são feitas de maneira que não perdem o impacto e a série não perde o foco perfeito que tem.

Eu mencionei os personagens rapidamente anteriormente. Mas eles merecem um parágrafo. A maioria é totalmente maquiavélica, mas até aqueles que podem ser considerados os maiores vilões tem um lado mais humano. É muito bacana isso. Além de que ninguém ali faz nada sem ter um objetivo em mente (mesmo que às vezes não pareça claro à primeira vista).

Enfim, com uma trama impactante e bem apresentada, Revenge é indicada a todos que gostam de uma boa história. Ah, vale eu mencionar que, mesmo que no começo pareça uma série de “vítima do dia”, numa variação de “monstro do dia” e “caso do dia”. Parece mais um procedural, parece que a Emily vai destruir a vida de uma pessoa por episódio. Mas logo logo evolui para bem mais do que isso. Revenge se torna rapidamente (no 5º episódio, precisamente) uma trama que se adensa a cada capítulo, sem nunca deixar de ser relevante para o plot principal de alguma maneira. Então prepare-se para ser surpreendido.

Update.

A segunda temporada trouxe uma queda de qualidade para a série, principalmente os últimos (quase sem impactos) episódios da série. Mas a terceira temporada veio com tudo, superando até mesmo a primeira. A quarta e última temporada também foi muito bacana. Apesar de ter ficado um pouco aquém do que poderia ter sido. Num contexto geral, é válido ver a série do começo até o fim.

Nikita

Publicado: 23 de junho de 2012 em Review, Séries
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nikita

Nikita é uma moça que, após ser presa, foi pêga por uma organização do governo chamada Division. Então sua morte foi forjada e ela passou a servir de assassina para essa unidade. Com o tempo, ela descobriu que a Division havia se tornado uma organização mercenária, não servindo mais aos desígnios do governo dos EUA. Então, ela própria saiu da organização e passou a tentar desmantelá-la. Com a ajuda de uma infiltrada na Division, ela agora está mais perto de conseguir o que deseja.

Para começar meu review, devo dizer o quanto Magie Q está magnânima no papel de Nikita. O que é chover no molhado, já que todo o elenco está muito bem, principalmente as mulheres, como Lindsy Fonseca e Melinda Clarke. E todos os personagens tem sua chance de brilhar em algum momento.

Outra coisa importante a ser considerada é que, mesmo sendo uma série do canal CW, que tem uma programação voltada para os jovens e as mulheres, Nikita apresenta muita qualidade. Muito mais do que se podia esperar. Aparentemente, a partir do mid-season da primeira temporada houve um requerimento para CW-izar a série, mas mesmo isso não a pasteurizou. Há muitas mortes, muita ação, cenas de luta fenomenais. A trama é ágil, com muitas viradas, mas todas as viradas são espetacularmente bem fundamentadas (pelo menos até agora).

Levemente baseada na série La Femme Nikita (que por sua vez era baseada no filme de Luc Besson), Nikita apresenta um mundo de espionagem muitas vezes mais realista do que a maioria dos filmes e séries mostra. Organizações terroristas, militares, governos  e empresas foram integrados à trama. Da mesma forma como na vida real se interlaçam política, economia e militarismo, a série também faz isso.

E que season finales fenomenais tiveram a primeira e a segunda temporada. Até os mid-season foram fenomenais! E nunca deixou de ter ação, misturando casos da semana com uma história que sempre está se movimentando e personagens que não param de ser trabalhados e aprofundados. O texto é primoroso. E imprevisível.

Eu, por exemplo, não sei bem o que esperar da terceira temporada, depois do fim da segunda. Fica um medinho de estragarem tudo, mas nunca decepcionaram, então provavelmente continuarão acertando, desde que não prolonguem a série mais do que deveriam.

Recomendo.

Update.

A terceira temporada começou mais fraca. Não ruim, de maneira nenhuma. Apenas aquém do que Nikita pode fazer. Mas logo começou a focar mais na mitologia de novo e esquentou, tendo um final foderoso.

E a quarta, mais curta e última temporada terminou Nikita com chave de ouro. Sim, Nikita foi perfeita, eu pelo menos não consigo ver nenhum erro nela. Consistentemente teve qualidade do início ao fim, não se deixou cair nem por um segundo.

game of thronesGame of Thrones é uma série de fantasia épica do canal a cabo americano HBO, baseada na série literária Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor George R.R. Martin. O nome da série, Jogo dos Tronos, é homônimo do primeiro livro da série. Para assegurar a qualidade da série, que é baseada em uma das séries literárias de maior sucesso no mundo, o próprio escritor faz parte da equipe da série. Por isso, o clima épico da produção chega a se comparar à saga do Senhor dos Anéis de Tolkien (exceto pelo fator orçamento).

O George RR Martin criou um mundo complexo, gigântico, quase real de tantos detalhes. A decisão dele de criar A Song of Ice and Fire veio do desejo dele de criar um mundo muito grande. Isso por que ele escrevia para televisão, onde ele não poderia dar completa vazão ás suas idéias. Por isso, a tarefa de transformar livros enormes quanto esses em temporadas de 10 episódios é excruciante, e ainda mais considerando que o orçamento de uma série é muito menor do que o de um filme. Para isso, o próprio autor já escreveu alguns episódios (2×09-Blackwater, p.ex.).

Enquanto eu, decidi escrever esse review pela imensa qualidade da produção.

Primeiramente que, por estar na TV fechada, não há censura de conteúdo. A série apresenta muita violência, sexo e palavreado forte. Mas não é gratuito. Tudo tem um motivo, que é o de retratar esse mundo soberbo e seus personagens tridimensionais, dando o impacto necessário.

Essa falta de censura acaba sendo ainda mais importante, vide que, mesmo sendo uma série de fantasia, que se passa em um mundo diferente, há muito dos tempos medievais da nossa Terra nele. É uma espécie de versão paralela do nosso mundo medieval, com todas as cosas cruéis e viciosas que já fizeram parte da sociedade humana. O Jogo dos Poderes nessa terra de fantasia é, portanto, ambiciosamente realista. E isso dá um valor altíssimo à produção.

Mas o que mais pode ser dito a respeito da qualidade da série é a maneira em que o jogo pelos tronos funciona (principalmente na segunda temporada). Há muita traição, vingança e muitos conflitos acontecendo ao mesmo tempo, todos interligados. Mas não espere por muita ação, por que o orçamento não permite (mas quando a ação acontece, é soberba). Isso, entretanto, acaba não sendo necessário, já que há muitos outros conflitos mais interessantes acontecendo. Conflitos diplomáticos, políticos e familiares.

Os personagens também, vale mencionar, são todos muito bem feitos. Eles são realistas, até mais, são reais. Não há nada dos valores do nosso mundo neles, eles são personagens dessa terra criada por George Martin. São seres medievais. E tem várias camadas, várias faces, são completamente tridimensionais, de uma maneira poucas vezes vista. Você até pode odiar completamente algum deles (olá, Jofrey), mas não pode deixar de entendê-los, se você se aprofundar neles.

E a terceira temporada é baseada em apenas parte do 3º livro, já que este é muito maior que os outros que vieram antes. Essa divisão traz ainda mais qualidade para a obra.

Quanto aos livros, eu compreendo por que eles são escritos do jeito que são, mas não são pra mim. Há muitos detalhes, muita história e isso faz com que as coisas sejam mais lentas e eu sou muito imediatista, então não aguento lê-los.

Lie to Me

Publicado: 8 de março de 2012 em Review, Séries
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Lie to Me é uma série investigativa muito interessante, por que se utiliza de uma ciência real e bastante intrigante. Que é a habilidade de dizer se uma pessoa está mentindo. Não é de uma habilidade extra-sensorial que estamos falando, mas de ler as expressões faciais das pessoas, expressões corporais… coisas do tipo, para saber não apenas se ela está mentindo, mas o que ela pode estar sentindo no momento. Claro que, mesmo tendo como consultores pessoas que usam essas ciências na vida real, a série cai nas facilitações de séries como CSI, fazendo com que a ciência seja muito mais exata na ficção do que é na vida real, mas isso era impossível de ser evitado sem prejudicar o ritmo de um episódio de 40 minutos.

Mas o interessante na série não está só nisso. Felizmente, os criadores não decidiram que um diferencial bastava. Para completar temos o talento dos atores, todos muito bons e o fato das investigações serem o tipo de investigação incomum em séries policiais. A maioria dessas investigações não são sobre um assassinato e a maioria começa de uma maneira bem legal. Além do mais, para melhorar ainda mais a série, são usados exemplos de coisas da vida real, flashes de celebridades e personalidades históricas sendo pegos nos mesmos atos que os suspeitos da série. E dá até pra aprender alguma coisa dos métodos. Outra coisa interessante é a dinâmica entre os personagens, com Loker sendo um personagem que não mente, Foster tendo uma ligação muito forte com Cal Lightman (o protagonista) e Ria sendo uma ‘natural’, alguém que naturalmente desenvolveu a habilidade que Cal se treinou muito para conseguir. Outros motivos para a série ser ótima envolvem os motivos que levaram Cal por esse caminho e os métodos usados por ele, provocando as vítimas para conseguir reações e fazendo grandes esquemas surpreendentes, como no memorável “Blind”.

Infelizmente, a série começou muito bem, com um episódio piloto perfeito, mas se perdeu. Até o fim da primeira temporada ainda estava bem, embora o começo da primeira temporada tenha sido o melhor momento para LtM. Mas na segunda temporada diminuíram bastante o foco da ciência, aumentaram bastante a história e, embora tenha tido alguns efeitos interessantes, perdeu todos os fatores que fizeram com que eu me interessasse pela série.

Mas ainda assim, a primeira temporada de Lie to Me seria algo que eu indicaria a qualquer um, já que é entretenimento de alta qualidade.

damages season 3

Damages é uma das séries as quais eu sempre ouvi falar bem na internet, ao lado de Mad Men, Breaking Bad e The Sopranos, por exemplo. E Dexter, mas essa não é tão boa quanto dizem. Quer dizer, essas são as séries que o povo sempre fala que são perfeitas, bem no estilo cult, que não tem o apelo pop para competir com séries como House e CSI. E não tem muito apelo comigo, por que sinceramente, eu não entendo o jeito em que essas séries são feitas. Eu já vi pilotos de muitas séries, e o de Damages foi absolutamente inacreditável de bom. Eu já tinha gostado da premissa da série (ao contrário dessas outras séries hypadas), e meu hype estava alto, por causa dos reviews exaltando a trama da série. Ainda mais que eu procurava uma série que unisse qualidade e apelo ao meu gosto pessoal, e Damages acabou sendo ela. Ainda mais por que os reviews exaltavam o ponto que eu mais gosto em qualquer produção, que é a escrita, o plot.
Mesmo assim, me decepcionei muito com Damages. Por que depois do primeiro, e perfeito, episódio, nenhum outro capítulo foi tão bom. Por duas temporadas inteiras que eu tropegamente vi, eu estava esperando que ela me provasse por que as pessoas a consideravam tão boa. Apesar de eu ter amado o desfecho da segunda temporada, ainda assim… não era tão boa quanto diziam.
Possibilidades reacendidas por alguns reviews que consideravam a 3ª como a melhor temporada da série (enquanto outros ainda consideram a 1ª como a melhor). O fato é: esses reviews estão certos. A 3ª temporada de Damages é absolutamente perfeita.
A começar pelas atuações, que sempre foram fantásticas e continuam fantásticas. E depois tem a trama, em que tudo se encaixa ao final com perfeição, mesmo as coisas que pareciam terem sido jogadas ali de qualquer jeito num primeiro momento (Frobisher) se fecham, e de uma maneira que você pensará: “como eu não pensei nisso antes”? É um enorme e delicioso puzzle. E que encaixa personagens extremamente bem trabalhados e profundos e muitas emoções, já que nessa temporada Patty está destruindo uma família. Existem muitas reviravoltas no decorrer dos episódios, e todas elas são completamente plausíveis. E nunca vi o recurso de flashforward tão bem utilizado, dando dúvidas sobre como vamos chegar o resultado mostrado neles e tensão por que um personagem querido vai morrer.
A série chega ao cúmulo da perfeição amarrando pontas de outras temporadas e sendo a temporada mais pessoal de todas, nunca nos sentimos tão próximos de Patty, Ellen e Tom assim antes.
Enfim, eu precisava elogiar. Agora eu preciso ver a 4ª temporada e ver se eles conseguiram manter o nível e depois me preparar para a 5ª e última temporada.
Damages seria a série jurídica que eu indicaria para quem não gosta de séries jurídicas.

Update.

Eu comecei a ver a 4ª temporada. Estava aquém de Damages.

Eu pulei para a quinta temporada. A 4ª temporada não fez falta! O começo da 5ª estava MUITO bom, mas do meio até o final ela foi horrível e terminou Damages muito mal.