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Introdução

Shinji Mikami é o criador da série Resident Evil, o criador do primeiro jogo da série, e parte importante da mesma até o quarto jogo da série, quando ele saiu da Capcom, a empresa dona da franquia. Ele tem envolvimento em jogos de terror e também em jogos de extrema ação como Vanquish, por exemplo. The Evil Within é um jogo de terror lançado por ele que, desde seu anúncio, prometia resgatar o gênero survival horror, perdido nos games desde que Resident Evil se tornou um jogo de ação em RE4.

A minha experiência com o jogo começou com os trailers dele antes do lançamento. Minha expectativa era bem alta no começo, mas diminuiu bastante com os últimos trailers, por que lembrava muito Resident Evil 4, que pra mim não era uma coisa boa. Esse review conta qual é a minha percepção do jogo após ter jogado.

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História

A história do jogo é fraca. Mas mais do que fraca, o storytelling, a maneira de contar a história, também é ruim. É tudo muito espalhado pelos documentos e cenas, dificultando ligar os pontos e tornar tudo congruente. Jogo de terror, pra mim, assim como filme de terror, não precisa de história. Então isso não me incomodou nem um pouco. Além disso, eu fiquei curioso pra saber onde a trama iria, quais seriam os desdobramentos do que estava acontecendo, as respostas de algumas perguntas. O jogo conseguiu me engajar. Mas não por causa dos personagens. O Castellano não tem personalidade quase nenhuma e ele não tem um ponto de ligação conosco além do fato de o controlarmos. Quero dizer, ele simplesmente aceita o que está acontecendo com ele, sem questionar muito, desde o começo do jogo, ele parece não reagir ao mundo à volta dele. Um grande exemplo disso é a enfermeira Tatiana, que fica calma no meio disso tudo como se nada estivesse acontecendo e ele não questiona ela sobre isso, ela é para ele uma peça de decoração. Os personagens secundários, por sua vez, servem mais como plot devices em determinados momentos, sumindo quando são desnecessários, com muito pouco aprofundamento. Mas são raras as exceções de boa história em jogo de terror. Silent Hill tem uma trama simples e rasa, mas um storytelling excelente. Silent Hill 2 tem uma história efetivamente excelente. Todos os Resident Evil tem pouca história, recheada de clichés. Alone in the Dark 4, um dos meus favoritos e bem underrated, tem uma história interessante mas que é contada nos documentos, é história pregressa ou backstory, não é a trama que se desenrola no jogo. The Evil Within parece ter essa abordagem para a maior parte da sua história, mas os documentos não são tão aprofundados e interessantes quanto no AitD4.

Sobre o jogo em si, ele pra mim é o que Resident Evil 4 deveria ter sido. O que, de maneira nenhuma, significa que é um jogo atrasado no tempo. Ele existe como uma evolução do Resident Evil 4 e em contraposição a Resident Evil 5 e 6, portanto talvez não poderia existir sem esses jogos. Ou seja, não poderia existir em um momento anterior. Evil Within é, também, uma evolução mais natural do conceito do primeiro Resident Evil. Lá tinha armadilhas, embora fossem relegadas às cenas do jogo, e aqui fazem parte da jogabilidade. Lá tinham monstros e gerenciamento de inventário e munição , aqui também. Até as salas de save, aqui salas com espelho quebrado teletransportador, estão presentes, com música característica e tudo. Quando você ouve a musiquinha que significa que você está perto de uma dessas salas, você sente um alívio, assim como nos RE originais. (Aliás, essa ideia de ter um abrigo seguro para o qual você se teleporta é a mesma ideia do Silent Hill 4 The Room, só que infinitamente melhor executada aqui.) Outra coisa que parece ser uma evolução de conceitos apresentados pelo Mikami anteriormente é que o jogo tem aspectos sobrenaturais (que na verdade são alucinações), assim como na beta descartada hanged man de Resident Evil 4.

E já que falei que você sente um alívio ao se aproximar de uma dessas salas seguras, fica óbvio que o jogo gera tensão com sucesso. Talvez por ter como referência tantas obras de terror, que vão desde filmes japoneses como O Grito e O Chamado, passando por filmes de terror de assassinos aos jogos de terror psicológico como Silent Hill. Tem até um inimigo que é a evolução do famoso piramid head de Silent Hill 2! Em vários momentos eu me peguei abrindo as portas com calma ao invés de chutá-las, e andando com mais calma do que precisava, por puro medo. O jogo consegue te fazer se importar não através dos personagens, mas da jogabilidade, a qual ainda vou analisar. As mortes do personagem, que nem são tão violentas assim, eu às vezes me pegava desviando o olhar pra não ver. Eu tive realmente medo de morrer no jogo, e eu geralmente sou bem insensível a essas coisas, a morte se tornou uma punição (e não só por causa da tela de loading), me fazendo querendo jogar com mais cautela pra evitá-la. Claro, terror é algo completamente subjetivo. Eu mesmo, só senti medo em dois jogos, Silent Hill 1 e Alone in the Dark 4, que é uma seleção muito aleatória. Tensão deve ser algo tão subjetivo quanto. Eu não senti medo efetivo em Evil Within, mas me considero praticamente imune a isso e não sirvo de base para julgar se um jogo é assustador ou não. Também, nunca considerei Resident Evil, o jogo que é praticamente o predecessor desse, uma série de terror. Era mais de tensão, assim como esse The Evil Within. O uso da morte no jogo é excelente, te fazendo ter que tomar cuidado, por que existem coisas que causam morte instantânea no jogo. Mais do que isso, eu joguei no modo casual, que corresponde ao modo fácil do jogo, então provavelmente o jogo não me deixaria ficar sem munição. Mas mesmo assim eu senti o tempo todo que estava prestes a ficar sem munição e temi por esse momento. É assim que design inteligente funciona.

Para finalizar esse ponto, com tantas coisas o jogo poderia ter se tornado uma caricatura de terror (é assim que eu vejo o remake do 1º Resident Evil), mas isso nunca acontece.

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Jogabilidade

Uma das melhores jogabilidades que eu já vi. Simples assim. É complexa e profunda mas prática e fácil de usar, não é complicada. E as mecânicas são usadas no jogo de maneiras diferentes e interessantes, não tem nada subutilizado aqui. Inclusive, há que se mencionar que, a todo momento, o jogo te joga algo novo e diferente, você é constantemente surpreendido com novidades, nenhum confronto com inimigos é igual, por que o cenário oferece táticas e estratégias diferentes, por que um inimigo novo que se comporta de maneira diferente é apresentado, por que você mesmo evoluiu. A evolução das habilidades do personagem também é muito interessante, eu senti como se eu estivesse realmente customizando ele para meu estilo de jogar, algo que muitos jogos que tem customização falham. Você não tem pontos suficientes pra evoluir tudo, então tem que fazer escolhas, e você sente de verdade o impacto dessas escolhas quando joga. O level design, apesar de que poderia ser mais complexo e é a única coisa que é um passo atrás em relação aos Resident Evil originais, ainda assim é muito bom. É mais sobre vários ambientes fechados complexos do que sobre um grande ambiente explorável.

Inclusive esse é um dos problemas do jogo. Falta foco e coesão. Você pula de um capítulo para o outro, apresentando conteúdos completamente diferentes, sem nenhuma conexão. O jogo mistura tudo quanto é elemento de horror imaginável e isso tira um pouco da grandeza dele. Não que não seja original, achei o jogo extremamente original, recheado de ideias interessantes e criatividade. É muito conteúdo e quase nenhum excesso. O jogo consegue evitar tendências da indústria que tem sido forçadas em jogos mesmo quando não adicionam nada, como missões secundárias, mundo aberto e a ideia de que nada pode ser linear. É refrescante. Mais do que isso, é um jogo com jogabilidade de verdade, com muito poucas set scenes. Eu tenho que dizer, porém, que as cenas controláveis existentes não adicionam nada ao jogo e eu entendi o propósito de muito poucas delas. Claro que isso pode ser falha minha, incapacidade de compreensão, e talvez todo mundo mais tenha compreendido com facilidade. Do mesmo jeito que todo mundo mais, talvez, tenha entendido com facilidade a história. Mas só posso falar pela minha experiência.

Quanto à dificuldade, achei o jogo difícil. E isso no modo fácil. Talvez o jogo tenha que ser difícil pra gerar tensão, por que ele é difícil. Mas eu também achei ele balanceado. O jogo te dá opções pra sair das situações, mas te faz ter que usar as mecânicas dele e as mecânicas específicas dos cenários pra se sair bem dessas situações. Ele não é excessivamente fácil nem excessivamente difícil.

Agora falando em jogabilidade, preciso falar de algo mais que é incômodo. A câmera é muito próxima do personagem, o que incomoda, mas não é muito ruim. O que eu senti falta de verdade é uma opção de centralizar a câmera. Por que você pode correr pra longe de um inimigo sem problemas (e precisa), mas na hora de virar pra ele pra poder atirar perde muito tempo virando a câmera. Isso não seria um problema, se não houvessem alguns momentos mais cheios de ação mais pra frente no jogo, onde isso se torna um problema. Claro que se houvesse tal botão, o jogo todo teria que ser rebalanceado, por que ele é tão equilibrado como está. E não acredito que seja um problema com a câmera em si, e que mudar a câmera para outro modo, como sobre o ombro ou fixa atrás acima do personagem seja uma solução. Por que a câmera atual permite a você olhar em volta do cenário, e eu muitas vezes olhei em volta do cenário nervosamente me assegurando de que estava seguro, e a câmera atual facilita muito isso, o que encoraja que eu faça isso, e me torna paranoico. A câmera atual também ajuda no gameplay, já que você pode usar ela para analisar o cenário à sua volta, o que ajuda tanto na estratégia quanto na exploração e permite que cenários mais complexos sejam feitos, exigindo mais das habilidades do jogador.

tew_keyart_boxman_styleframe_01_980Aspectos técnicos

Achei os gráficos do jogo lindíssimos, realmente impressionantes em momentos. Talvez por que eu joguei ele no X-Box 360. Eu acho que os gráficos são mais bonitos pela direção de arte do que por aspectos técnicos, entretanto. O jogo é muito bonito, é um jogo de terror que se permite ser bonito, em que os cenários são esteticamente lindos. Não precisa ser tudo escuro e feio pra ser terror, como muitos outros antes de Evil Within também mostraram, mas muitos outros esqueceram. E apesar de ele ter sido lançado nas novas plataformas (X-Box One, PS4) com gráficos melhores, me parece ser mais um jogo de PS3/X360 do que XOne/PS4. Apesar de que, pelo que vi no youtube e em screenshots, o jogo está lindo nesses novos consoles também. A parte sonora também é muito bem executada, complementando tudo que o jogo propõe.

Conclusão

Um jogo muito bacana que, a meu ver, é essencial para quem é fã de survival horror ou de jogos de terror. Uma versão desse jogo sem os aspectos ‘sobrenaturais’ é o que Resident Evil deveria estar sendo. E eu também indicaria ele a qualquer gamer que queira um jogo de verdade, que não tira seu controle sem justificativa e nem te dá só uma ilusão de controle. Um design incrível que prova por que Shinji Mikami é tão adorado. Eu antes achava o Mikami superestimado, mas não mais. Só acho que o jogo deveria ter uma seqüência, pra poder consertar as pequenas falhas e se tornar realmente grande. Quantos jogos tem um primeiro jogo bom que não faz muito burburinho na indústria, apenas para serem elevados a um patamar de obra-prima com o segundo jogo? É o caminho que Evil Within deveria fazer, mas ainda não está fazendo, sabe-se lá por quê. O terror não é meu estilo de terror, simplesmente por ser tão exagerado. Eu não acho que é exagerado demais, só é um estilo diferente do que eu costumo gostar, pois pra terror prefiro algo mais minimalista. Mas ainda assim curti muito, por que é tão bem feito e não é de todo fora do meu gosto pessoal. A trama e os pontos em que ela toca é algo que praticamente só os japoneses (como o Mikami) conseguem fazer e fazer bem. O jogo tem uma alma dos clássicos jogos de terror japoneses. A própria mitologia é muito interessante e única e merece ser trabalhada em sequencias. É um jogo que simplesmente recomendo.

P.S.: Eu não joguei as expansões por DLC. E parece que The Assignment e The Consequence, duas das três expansões, adicionam detalhes importantes à trama. Eu não tenho como ter acesso a essas expansões, então não posso julgar a trama completa. Mas acho ridículo ter que comprar conteúdo adicional pra entender alguma coisa. Eu também acredito que mesmo as DLCs não serão suficientes pra entender tudo.

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Defendendo Babilônia

Publicado: 1 de abril de 2015 em TV Brasileira
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Eu senti que era necessário fazer essa postagem. Não apenas por achar essa uma novela de qualidade e o boicote a ela uma enorme babaquice. Mas principalmente por causa do que se esconde por trás dessa rejeição. Esse é um post muito mais sobre as pessoas do que sobre a novela em si.

Eu li muitas coisas hediondas sendo ditas, muita idiotice, inclusive vindo de pessoas que eu admiro. Isso, obviamente, me fez ver essas pessoas de maneira um pouco menos positiva. Não por que simplesmente eu não concordo com a visão de quem critica a novela. Mas por que só o que eu vejo é uma grande repetição de ideias, sem nenhum julgamento crítico por trás do que as pessoas dizem.

Só vejo as pessoas jogando palavras, às vezes sem se valer de um contexto que dê algum significado a elas, palavras como “incentivo” e “influência”. Eu não sei que tipo de poder essas pessoas acham que uma novela tem.

Criticam a novela por que ela tem muita violência e coisas ruins, bem todas as obras precisam tirar drama de algum lugar. Mas o mais importante nesse julgamento é a falta de uma racionalização. É como se as pessoas deliberadamente se recusassem a pensar, ou talvez tenham preguiça de fazer isso. Por que o “como” é mais importante, nesse caso, do que o “quê”. E a novela não mostra as coisas ruins como desejáveis e boas. São vilões que as cometem, vilões que são combatidos pelos mocinhos, vilões que pagarão pelo que fizerem. Portanto, a mensagem é positiva.

E ignoram, também, todas as campanhas sociais que as novelas sempre trazem.

Além do mais, a novela é inspirada na vida real, e essas coisas existem na vida real.

Mas, mais importante do que isso, a novela é para adultos. Sua classificação indicativa, geralmente, é de 12-14 anos para cima. Nessa idade, se supõe que as pessoas já saibam julgar certo e errado por si mesmas. O próprio fato de que as pessoas estão ficando contra a novela já indica que as pessoas estão julgando o conteúdo moral da própria, e não sendo influenciadas. Eu vejo nisso as pessoas tendo muito pouca confiança no julgamento alheio, como se só elas tivessem essa capacidade de distinguir entre certo e errado e as outras pessoas só consumissem passivamente TV, aceitando tudo que vêem, o certo E o errado. É claro, por esse ângulo, que existe certa condescendência nesse pensamento, como se a pessoa que critica a novela fosse melhor do que as outras. Eu mesmo estou sendo um pouco condescendente nesse texto, mas só por que as coisas que eu tenho lido justificam isso. Mais do que isso, enquanto os julgamentos dessas pessoas vem apenas de si mesmas, ou seja, do nada, o que eu digo vem de um processo de racionalização.

E a novela é boa, tem um texto excelente, cheio de bons personagens, boas tramas, tudo muito bem costurado, com bons ganchos, bom tudo. E não tem, de maneira nenhuma, conteúdo diferente de qualquer outra obra audiovisual. Só as novelas infantis podem se dar ao luxo de darem lição de moral, por que elas são feitas para crianças, pessoas ainda em desenvolvimento. Uma novela para adultos não pode fazer isso, por que seria subestimar a inteligência do telespectador. Game of Thrones, por exemplo, pra mim uma série perfeita, a melhor da atualidade. Por retratar um mundo baseado no nosso período medieval, é perceptível que todas as pessoas lá tem morais defasadas. Mas a série não fica se explicando sobre isso, por que ela é para adultos, e ela confia que saibamos julgar o que vemos. Por que deveríamos.

Mas eu me recuso a acreditar que as pessoas não tenham a capacidade de pensar nisso tudo. Prefiro acreditar que elas estejam escolhendo ignorar a parte sã e racional de seus cérebros.

Por um motivo. O beijo gay das duas senhorinhas fofas. Sim, outras novelas tiveram beijos gays, então eu acho que o problema agora é a influência dos evangélicos idiotas. E eu digo evangélicos idiotas como uma locução adjetiva – também existem aqueles que são apenas evangélicos. Eu mesmo tenho parentes evangélicos e eles são bastante racionais. Eu não entendo, mas parece que os evangélicos famosos e que automaticamente representam a classe são só os idiotas. Por que os evangélicos decentes não ficam famosos? Por que eles não se pronunciam contra os idiotas que mancham o nome de todo um grupo, os evangélicos idiotas que mancham o nome de toda a comunidade evangélica? Sim, por que se criou um estigma de homofobia em torno desse grupo, e isso não é, necessariamente, verdade. Eu até creio que a maioria não seja.

Não há problema nenhum em não aceitar alguma coisa. O problema está em ignorar e abandonar, deliberadamente, a razão.

E eu não acredito que as pessoas saibam o que estão dizendo quando criticam essa novela. E o que isso diz sobre o povo brasileiro? Um bando de ovelhas seguidoras sem a capacidade de pensar ou de julgar por si mesmas, e além de tudo um povo sem nenhuma humanidade? Sim, digo isso por li coisas grotescas por aí. Coisas que desumanizam o homossexual, como se ele não fosse mais um ser humano para a mente dessas pessoas.

E mesmo que eu saiba que ser gay é algo perfeitamente normal, não é por esse ângulo que eu vou abordar a questão. Por que eu apoio o direito dessas pessoas terem um pensamento diferente do meu (mesmo quando elas estão erradas). O que eu não apoio é o que está por trás disso. Essas pessoas não querem só pensar diferente, elas querem banir os gays da televisão. E isso eu não posso apoiar, por que isso é censura, e vai contra a liberdade de expressão.

Novelas são arte. É uma coisa estranha de dizer e não parece factível. Mas elas são artesanais, montadas pela criatividade dos escritores. Especialmente no Brasil, onde se notam estilos, que é uma das características de arte. Manoel Carlos, Gilberto Braga, cada autor brasileiro tem um estilo muito característico. E eu sou contra querer censurar, impedir, cercear os temas que os autores podem escrever. A novela pode ser um produto aberto, por que ela é mudada de acordo com a opinião da audiência. Mas, mesmo assim, autor e público escrevem a novela juntos. TODO o público.

E aqui entram os aspectos práticos, racionais, de que não se pode divorciar.

Os gays também vêem novela. Eles também são gente, e novela é um produto de massa, feito para todo mundo. E nós também queremos nos ver representados na ficção, do mesmo jeito que um hetero quer se ver representado. E querer impedir isso é a mesmíssima coisa de querer impedir que a TV mostre negros, ou chineses, ou anões, ou gordos. É a tentativa de invisibilizar um grupo. Como se as pessoas que querem impedir que os gays apareçam na TV fosse mais importantes do que as outras. Só a opinião delas importa. Só o que elas querem que seja mostrado na TV deve ser mostrado. A TV não é feita só para as maiorias, mas também para as minorias. Por que as minorias existem também. E só por que elas são minorias, não significa que não tenham o mesmo valor.

E mais do que isso, gays ainda sofrem violência por isso, ainda são mortos por isso. Então a TV tem não apenas o direito, como o dever de mostrar essas pessoas. Por que é o marginalizar, e o tornar invisível, que permitem e que são coniventes com a violência. E é claro que uma pessoa que é a favor desse tipo de violência contra outro ser humano só pode ser um psicopata. E, também, muitos pais rejeitam os filhos por serem gays, então a homofobia ainda acaba com algumas famílias. E a TV pode não ter a capacidade de influenciar as pessoas, mas ela tem a capacidade de visibilizar. Por que a impressão que se tem é de que só o que aparece na TV existe. E os gays existem. Não mostrar eles não vai fazer eles sumirem. A verdade e a crença não tem correlação. Não é só por que você quer um milhão de reais na sua conta, que esses um milhão vão existir.

Outro fator é a verossimilhança. A novela, como produto influenciado e inspirado pela realidade, tem que tentar ser realista. E uma maneira de fazer isso é colocando temas atuais nas tramas. Uma novela sem gays seria menos realista por isso.

Dito isso, eu vou dizer que ainda vejo um problema na representação deles na TV. Que é a repetição de personagens e tramas. Todos os personagens gays tem que vir acoplados a uma história de homofobia e/ou saída do armário. É como se em todas as novelas o mocinho e a mocinha tivesse exatamente a mesma trama, só apresentada de maneira diferente. É repetitivo e cansativo. Nisso eu entendo haver reclamação. Até por que é como se a novela estivesse dizendo ao público que ele é homofóbico e por isso ela precisa tratar de homofobia. É ofensivo. As novelas já trataram homofobia e armário o bastante para que o público esteja mais esclarecido. Nos EUA, que é um país mais avançado, a TV já mostra gays com naturalidade. Em séries como How to Get Away with Murder e Teen Wolf. Apesar de que, nas novelas, como Days of Our Lives, a trama gay ainda é sobre armário e homofobia. Mas o produto principal lá são as séries, aqui é a novela.

Eu não culpo o público por se cansar de ver sempre a mesma história se repetindo de novo e de novo. Mas as pessoas deveriam ter vergonha de falar certas coisas que elas dizem.

Pensando bem, talvez a novela tenha, sim um problema. Ela pesou um pouco a mão na maldade. Eu digo isso não por mim, por que eu adorei e adoro. Mas sei que a novela não é feita só para mim e não é só a minha opinião que importa. E essa rejeição não pode ser só sobre as lésbicas, por que outras novelas já tocaram no assunto. Eu temo que a novela perca a qualidade para agradar ao público, mas ao mesmo tempo sei que algo tem que mudar, e vai mudar. Por que se o público está se manifestando contra  novela, é por que queria gostar dela. Já é meio caminho andado.

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Lembrando que eu só joguei o 2º e o 3º jogo. E que, por mais que eu queira, é impossível não fazer comparações.

História

Não é muito profunda e, spoileando, não tem nenhum grande plot twist. Entretanto os personagens sim, são profundos, principalmente o príncipe, com o qual você joga. E tem narração, que é um diferencial muito bacana.

Gráficos

Muito bons, embora, por ficar muito em lugares abertos, demonstre um pouco mais os limites do PS2. A direção de arte ficou muito boa, misturando clima de contos de fadas do 1º jogo e o clima dark do 2º. Agora algumas cenas são apresentadas em belíssimas CGs, o que é outra coisa bem vinda. E as expressões faciais tiveram leve evolução também.

Som

Absolutamente, irrefutavelmente soberbo. Muita qualidade aqui. E as dublagens também são boas. Senti falta das legendas.

Gameplay/Jogabilidade

Absurdamente boa, como é característica da série. E da Ubisoft. Adoro esses jogos porque els tem regras muito bem firmadas, o que os torna sólidos. Em jogos como Tomb Raider, a heroína pula até mesmo em diagonais e se agarra em coisas bastante diferentes, o que faz com que os puzzles sejam mais difíceis do que deveriam. Nos jogões de verdade como esse, você sabe as regras todas e só tem que ser criativo pra usá-las. Apesar de ser muito superior a qualquer outro jogo que eu tenha jogado, PoP3 ainda fica aquém do segundo jogo (disse que não tinha como não fazer comparações). Por algum motivo, está desbalanceado. Tem partes do jogo (perseguição final de biga, estamos te olhando) que se baseiam puramente em decorar. Isso vindo de uma série que, no segundo jogo tinha perseguições alucinantes que se baseavam muito pouco em decoreba (Dahaka). O príncipe tem muitos movimentos novos, muitos mesmo. E todos funcionam muito bem. Mas as batalhas me encheram o saco, não sei se é porque eu cansei delas em Warrior Within e esperava menos delas ou se elas são piores no 3, mesmo. O que eu sei é que até a Ubisoft (amo!) sabe disso, já que colocou um sistema de furtividade muito bem vindo ao jogo, que faz com que pelo menos algumas mortes possam ser rápidas. Ainda bem!

Conclusão

Jogão indicado a qualquer um. Por ter movimentos novos, fico na dúvida se indico esse ou o segundo pra jogar primeiro. Gostei bastante do clima dark, edgy, cool whatever do segundo e senti falta dele aqui. Embora eu tenha consciência de que a grande maioria da comunidade gamer (vide os reviews de sites famosos como Gamespot e IGN) defenestrou tal temática mais sombria nos PoP. Com certeza é um jogo da mais alta qualidade. Um dos grandes do PS2, o último capítulo de uma trilogia que ajudou a definir o 128-bit da Sony. E embora Sands of Time era pra ser uma trilogia, tem o Forgotten Sands, que transforma em quadrilogia… como assim? Toda a trilogia deve ser jogada por qualquer gamer de respeito. Outros jogos deveriam seguir seu estilo e exemplo de jogabilidade acima de tudo. (A Ubisoft lançou Assassin’s Creed, que parece uma versão aprimorada do estilo de PoP.) Eu não posso indicar um jogo sobre o outro porque cada um tem características diferentes. Coisas podem ser encontradas em um e não em outro. A equipe de produção foi esperta o suficiente pra dar valores individuais de produção pra cada um dos seus jogos, e isso é louvável, fazendo com que por ser seqüência, não tire todo o valor do jogo anterior. Muito bom mesmo!

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Banjo Tooie é um jogo que, enquanto não se faz em cima de ter muitos personagens jogáveis (estamos olhando para Sonic Heroes ao dizer isso), apresenta um monte deles, e você efetivamente os controla. E apesar de ter optado por um estilo de jogo que mais mostra as fraquezas do console do que é capaz de as esconder, a Rare fez o melhor trabalho possível, fazendo um jogo que não poderia ter sido feito nos concorrentes à época (PSX e Saturn). E embora seja considerado por quase todos como um jogo de plataforma, não tem quase nada do gênero, na verdade não se enquadra em categoria nenhuma, vide que é um jogo completamente diferente de todo o resto. Só tem um jogo que se parece, que é o Mario 64, mas a série Banjo é um evolução muito grande sobre o que Mario 64 era. Na verdade, é uma versão muuuuuito melhorada do encanador da Nintendo no N64. E Banjo Tooie é uma evolução imensa em relação ao Banjo Kazooie, o primeiro jogo da dupla antropomórfica.

Vamos começar falando dos gráficos, que estão muito detalhados, não são aquelas coisas lavadas que são os gráficos do Mario 64, tem muita textura. Os único jogos que tem gráficos melhores no N64 são os Zeldas (Ocarina e Majora’s). Mas os Zeldas não se arriscam tanto quando Banjo em mostrar grandes distâncias. Tudo em Banjo Kazooie é enorme e soberbamente planejado.

O gameplay do jogo é o que o difere do resto. Basicamente o jogo se faz em cima de exploração. A diversão do jogo vem de descobrir o que você tem que fazer (resolver puzzles que não são, de verdade, puzzles) e/ou descobrir algo acidentalmente. Por isso o jogo é sobre explorar, pesquisar, descobrir, viver nesse outro mundo tão louco e diferente. O jogo te dá muita liberdade e essa liberdade só vai aumentando, ajudada pelo fato de que tudo no jogo é muito fácil e prático de se fazer. Você pode explorar à vontade. Não existe um outro jogo desse jeito. Além do mais, não existe uma separação entre principal e secundário, tudo é feito de maneira uniforme. Você tem vários tipos de objetos diferentes para encontrar e uma variedade muito grande de movimentos. Tudo nesse jogo é muito grande. Nada vem em pouca quantidade. E, mesmo assim, a Rare consegiu fazer tudo funcionar! E fazer tudo ter importância. É como qualquer Mario e, principalmente, Ocarina of Time. Muitos tipos de jogabilidade, e todos são bem implementados. E apesar de Ocarina ter sido muito difícil de se fazer por ter sido o primeiro em muitas das coisas que fez. Haveria muito mais possibilidade de algo sair muito errado em Ocarina, mas tudo saiu funcionando mais do que perfeitamente. Isso se repete em Banjo Toioie. E os puzzles/cenários são muito bem feitos. É um level design dos melhores que, embora quase não exija do jogador no campo plataforma/jogabilidade, exige bastante raciocínio. É um exercício de desvendar lógicas diferentes das que existem na vida real e usar os mecanismos que o jogo te dá. Apesar de ter alguns momentos em que exatidão nos controles se faz necessária, mas são muito poucos para classificar esse jogo como um platformer. E engana-se MUITO quem diz que esse é um jogo para criança. Mesmo tendo suas fofices, definitivamente pessoas com pouca idade não serão capazes nem de começar o jogo. Primeiro porque é necessário um entendimento de inglês para saber o que lhe é pedido. Depois porque os puzzles chegam a níveis cada vez mais complicados e exigem muita memória por parte do player. Além disso, os comandos para as ações dos personagens são, às vezes, bastante complicados por si sós. Continuando… o jogo é enorme, mas tão enorme, que tem que ficar fazendo várias conexões dentro de si pra te permitir ser capaz de se mover dentro dele e jogá-lo sem querer abrir o próprio cérebro e arrancar pra fora pra ver se ainda está funcionando. Você pode viajar não só a pé, como pegar um trem para mudar de fase ou entrar numa escotilha. E ainda são abertos outros atalhos entre as fases. E dentro das fases você pode se teletransportar através dos portais. Só por isso o jogo consegue não se tornar maçante. Uma dica: como é um jogo sobre descoberta, jogar ele o tempo inteiro com um detonado não tem absolutamente nenhuma lógica. Provavelmente quebraria toda a graça do jogo. Alguns reviews por aí tem reclamado que o framerate do jogo é instável. Particularmente, eu não notei nada, mas eu não notaria mesmo, logo não posso dizer nada.

A sonoridade do jogo é outro ponto de grande brilho e destaque. Além dos efeitos sonoros fitarem perfeitamente ao lugar de onde deveriam estar vindo e da dublagem ser feita para imergir o jogador e isso funcionar, todo o resto também funciona muito bem. As músicas são muito boas e fitam aos locais e ainda tem o efeito que faz com que a música mude conforme o momento em que você está no jogo, que é uma coisa ótima.banjo tooie

Quanto a outras coisas ‘menos gamísticas’ como história e personagens, aqui não há muita trama. Mas os personagens são carismáticos, principalmente o Kazooie, que todos os outros personagens no game parecem odiar e que sempre está sendo sarcástico. Aliás, uma coisa muito aclamada e que eu posso concordar nesse jogo é o senso de humor afiado, que realmente é capaz de fazer rir às vezes. As falas são ótimas.

Resumindo, um ótimo jogo de exploração. O fator replay é inexistente, mas ele te faz revisitar várias vezes as mesmas áreas com possibilidades diferentes. E é um jogo enorme, o que faz com que se demore bastante para terminar. E é um prazer de jogar, com certeza. Só não é o que você, jogador de Sonic, Mario e Crash espera. É bem diferente de um jogo básico de plataforma, não é melhor, nem pior, é só diferente. E por isso mesmo vale a pena.

Brothers and Sisters

Brothers and Sisters é uma série produzida e exibida pelo canal Americano ABC, que conta histórias familiares da fictícia família Walker. O que é divertido é que a família é bastante unida, mais do que se pode imaginar. E ainda assim é muito familiar. E é tudo muito bem feito. Intensa. Essa é a melhor palavra para descrever toda a série. Ainda mais com os talentosos atores e atrizes que a compõe, com destaque maior para Patricia Wetting, Dave Annable, Rachel Griffiths, Calista Flockhart e, principalmente, Sally Field. Até mesmo a atriz mirim que faz a Paige é incrível. E por mais que sempre tenhamos um ponto baixo (Balthazar Getty), ainda assim não compromete e se consegue gostar até dos personagens mais secundários. A série trata sobre relações familiares e muito drama (até mesmo exagerando um pouco na quantidade). E impõe uma dinâmica familiar própria que separa os Walkers de qualquer outra família da TV. O texto é primoroso, bastante profundo e respeitoso com os personagens. Aliás, os personagens são realmente incríveis, conseguem nos puxar pra dentro desse mundo da série, é completamente imersivo. E então tem os dramas. E que dramas! Todos muito bem desenvolvidos, as coisas simplesmente nunca são jogadas pra fora dos tapetes, sempre há uma evolução divertida/crível dos temas. Isso tudo permitido pelos ótimos atores escolhidos para os papéis. Atores incríveis como Sally Field, na sua incrível Nora Walker. Aliás, todos os personagens, até mesmo os mais secundários, são incrivelmente sedutores e a série consegue fazer você realmente se envolver, sentir raiva, dor, tristeza  felicidade junto com os personagens e até mesmo torcer  para ou contra eles. E também tem a comédia! Muitos momentos fazem rir, principalmente devido ao fato de que as frases são todas muito bem escritas (muitas delas enormes). E também impressiona a maneira como as coisas são encaixadas umas nas outras, sempre movendo as coisas para frente e sempre fazendo muito sentido dentro do contexto geral, nada parece jogado ali. E mesmo assim muitas das coisas que foram apresentadas em B&A são muito originais e a série toda tem uma sensação de originalidade muito grande e boa. Mas, principalmente, é muito divertida. Muito mesmo. Você se familiariza com tudo, até é capaz de prever que determinada ação vai levar a uma catástrofe sem fim, já que quem quer que escreva, não tem medo. É capaz realmente de levar os assuntos tratados até o limite, até onde eles deveriam ir. Eu diria que BaA é tão divertida que vicia. Eu viciei. E também é capaz de levar à reflexão e ao aprendizado. Realmente, recomendo a todos que pelo menos vejam o primeiro episódio.

1ª Temporada: Perfeita! Absolutamente fenomenal!
2ª Temporada: No começo mantém o mesmo nível altíssimo de drama e comédia. Depois tem uma pequena queda, mas se mantém espetacular.
3ª Temporada: Começa-se a exagerar na quantidade de dramas que uma coincidência plausível pode suportar. Mas se mantém arrebatadora.
4ª Temporada: O desgaste começa a aparecer. Tem muitos episódios fenomenais e os episódios fracos tem coisas muito boas, mas ainda assim existem os episódios fracos.
5ª Temporada: Muita coisa boba acontece aqui. Fica claro que seria melhor se a série tivesse acabado na 4ª temporada antes do acidente. Apesar de que o 1º capítulo da 5ª temporada é um dos melhores da série e que muitas das coisas apresentadas ali poderiam ter uma evolução fantástica. Não sei o que aconteceu, mas parece que perderam a mão. A série continua muito boa, ainda tem alguns momentos espetaculares, mas tem uns plots extremamente bobinhos. E a série termina com a primazia do começo. E, sim, teve um fim digno. (mais…)

Contras

• A jogabilidade para andar é muito chata. O personagem anda na direção em que você apreta pra ele ir. Nos confrontos com monstros, você pode até querer dar só uns passinhos pra se afastar dele, mas como o personagem vai virar naquela direção, você perderá a mira. Seria muito melhor uma jogabilidade mais clássica e funcional, a La Resident Evil.

• A lanterna é inutilizável. O seu personagem fica completamente travado em posse dela. Logo, entrar em um lugar escuro é puro pesadelo, no sentido de jogabilidade ruim da palavra.

• O movimento do barco torna MUITO difícil mirar no convés. Isso, aliado à agressividade dos monstros, ao fato de que só morrem se você atirar na cabeça e à baixa visibilidade devido à enxurrada de efeitos na tela, gera várias mortes desnecessárias e irritantes. Pelo menos existe a opção de diminuir os efeitos visuais especiais, o que eu aconselho a deixar tudo no mínimo.

• Você não salva onde quer, mas em lugares pré-programados, uma vez por lugar. Isso torna o game uma correria e fica difícil aproveitá-lo bem. • No computador, sem joystick, a mira é feita com o mouse, e só com ele, e isso é ruim.

Prós

• Não tem mapa. E, exclusivamente nesse jogo, isso é uma coisa boa. Não tem muito desafio, fora os monstros e gimmicks. O jogo é bem linear. Só que você ter que se guiar pelas falas, missões e escritos em Russo faz ele ter um fator exploração muito bacana.

• O jogo te fala, no menu, o que você tem que fazer a seguir.

• Os gimmicks causados pelo balanço do barco são muito bacanas.

• Há a possibilidade de dar critical hit nos monstros.

• Os saves estão bem colocados. E o fato de serem regrados dá um tom de urgência ao jogo que, se atrapalha o fator replay, pelo menos torna a experiência mais forte.

• Os visuais são, às vezes, estonteantes.

• É bem sangrento.

• Tem alguns sustos.

• Os monstros são bacanas.

• Alguns cenários são bem criativos.

• Tem muita munição. E você pode pegar munição dos caras que matou.

*Líquidos respingam na câmera (tela) (como sangue, água…). É bem legal. Quer dizer, em qualquer outro jogo seria ridículo, mas a temática faz com que seja bem interessante aqui.

• O jogo é bem realista.