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MV5BNDcyNzUxNTQtMWM2OC00ZWVjLTgzMTUtNmU1ZDk0NDg2NmJlXkEyXkFqcGdeQXVyNTQ4ODA2NzQ@._V1_Tomb Raider: Lançado em 1996, impressiona em vários aspectos, seja pelos gráficos detalhados como pela jogabilidade profunda e complexa e pela atmosfera densa de isolação, aventura e maravilhamento. Muito inspirado no clássico sidescroller 2D Prince of Persia, ele é um dos grandes jogos dos primórdios do 3D, sendo assim um dos jogos mais influentes de todos os tempos. Sua influência pode ser vista até hoje em dia, com muitos dos jogos atuais tendo mecânicas similares de parkour. Tomb Raider era um jogo de ação, mas uma ação deliberada e inteligente, algo bastante sofisticado, com seus imensos labirintos 3D que misturam exploração e resolução de puzzles, sendo que as próprias locações eram imensos e intrincados quebra-cabeças a serem solucionados. A jogabilidade é a chamada “tanque”, e me surpreende que funciona tão bem em um jogo mais voltado à ação, como é o caso de TR. O jogador tem a sua disposição uma ampla gama de movimentos para executar com precisão. Caso ele erre, é culpa apenas de si mesmo, pois cada pressionar de tecla corresponde a uma ação imediata e previsível da personagem Lara Croft na tela. E falando nela, Lara Croft se tornou um ícone no mundo dos jogos, e tudo começou aqui. Nesse jogo ela é um pouco menos agressiva, mais introvertida, mas a personalidade já está ali. Lara é uma personagem interessante, viciada em adrenalina, excessivamente autoconfiante e egocêntrica, mas com o coração no lugar certo. Infelizmente, o marketing dado ao jogo não fez jus à personagem, focando em quão sexy ela é, algo que definitivamente não acontece nos jogos em si.

Tomb-Raider-II-screenshot-tomb-raider-34010021-800-600Tomb Raider II: Este jogo não adiciona muitas novidades na jogabilidade principal, mas expande bastante o esperado de um jogo da franquia, com a inclusão de cenários mais urbanos e veículos a serem controlados. Lara começa a se ‘flanderizar’ aqui, com uma personalidade mais agressiva. Os movimentos novos são escalar escadas de mão e mudar a direção da Lara com rolagem no meio de um salto. A personagem agora também conta com foguetes que podem ser acesos para iluminar cantos escuros. E ela também tem outras vestimentas dependendo da fase em que se está.

tomb-raider-3-adventures-of-lara-croft_3Tomb Raider III: Na sua terceira iteração, as mudanças foram bem mais acentuadas do que no jogo anterior. Primeiramente, os cenários são muito mais extensos, gigantescos labirintos interconectados, é como se fossem uma versão exagerada das fases dos jogos anteriores. Os movimentos novos são correr, engatinhar e andar dependurada em certos lugares. Esses movimentos novos adicionam bastante à exploração, já que agora o teto e buracos nas paredes também são algo que se tem que procurar para poder prosseguir. Obviamente, veículos diferentes estão presentes no jogo, assim como roupas diferentes que Lara usa em determinadas locações. É meu jogo favorito da série.

tr4-alexandraTomb Raider IV The Last Revelation: Apesar do cansaço dos produtores da Core Design, o quarto jogo tentou uma volta às origens e dar um novo vigor à franquia (apesar de também ter sido uma tentativa de matá-la). Os gráficos ficaram muito melhores, talvez por que ele também tenha sido feito para ser lançado no Dreamcast, um console considerado da próxima geração. Mas mesmo no Playstation, os gráficos estão bem melhores, sem dúvida devido a um maior domínio da engine em que eram feitos os Tomb Raider clássicos por parte dos desenvolvedores. Os cenários são enormes em escala, não apenas em complexidade. O jogo também tem um foco maior na história, com mais cenas que os anteriores. Os movimentos novos são escalar e se balançar em cordas (bastante irritante) e postes e, quando se movimentando agarrada a uma aresta, passar por um canto e mudar de parede. No menu, agora se pode combinar e separar certos itens, e há um foco maior em quebra-cabeças propriamente ditos (e não os cenários como quebra-cabeças). O jogo se passa inteiramente no Egito e, apesar disso, é incrível a variedade que conseguiram colocar no jogo. Ainda assim, há um pouco de cansaço do tema. Por falar nos cenários, agora eles são hubs com várias áreas interconectadas e é possível voltar a uma anterior. Também é possível avançar sem ter algum item necessário para se terminar o jogo, o que é uma falha terrível de design do jogo. Fora a repetitividade temática e a possibilidade de ficar travado, o jogo é excelente.

Tomb-Raider-ChroniclesTomb Raider Chronicles: É sem dúvidas a ovelha negra da franquia. Não apenas é um jogo curto, mas as fases não tem a complexidade de nenhum jogo anterior ou posterior da série clássica. Além disso, os novos movimentos, andar em cordas e se balançar em barras horizontais, não adicionam nada ao jogo. Andar em cordas em si é bastante tedioso. Outra habilidade, ainda que subutilizada, é um gancho que Lara pode prender em determinados lugares, fazendo uma corda em que ela pode se balançar. Apesar das falhas, é talvez o jogo que tem as melhores cenas de toda a franquia, mostrando bem toda a forte personalidade de sua protagonista. Há também uma boa variedade de locações e situações. Nenhuma de suas qualidades, entretanto, é suficiente para se esquecer os problemas. E ainda por cima a última fase é bastante bugada.

Download Tomb Raider 6 The Angel of Darkness pc game (2)Tomb Raider: Angel of Darkness: Depois de um desenvolvimento conturbado, finalmente saiu o primeiro Tomb Raider feito do zero para a próxima geração, o Playstation 2. E acabou sendo uma bagunça inacabada, mas que ainda assim mostrou potencial. É difícil saber o que dizer desse jogo. Acho importante dizer que em muitos aspectos difere bastante de tudo que veio anteriormente. Primeiramente por ter um foco muito maior em sua trama, bem mais até do que o TRIV. Outro fator que o diferencia dos predecessores é se passar majoritariamente em cenários urbanos. Mas as diferenças vão muito além e alcançam a jogabilidade do título, com adições impensáveis como escolhas de diálogo e evolução das habilidades da personagem. Mas tudo mal feito, as opções de diálogo não tem impacto e a evolução de habilidades é arbitrária e até um pouco ridícula, sendo em detrimento do jogo ao invés de incrementá-lo. Mas nem só de diferenças vive esse sexto jogo, a jogabilidade ainda é ‘tanque’ e os cenários ainda apresentam os mesmos tipos de desafios. Mas mesmo isso é inferior, com jogabilidade imprecisa e cenários pequenos e simples. Não se sabe quanto dessas mudanças foram exigências dos executivos que queriam um jogo para as massas e quanto foi os próprios desenvolvedores querendo evoluir a franquia, mas acredito em uma mistura entre os dois. Ainda com todos esses problemas, eu diria que vale a pena, pois a direção de arte é fantástica e o jogo ainda sente TR. Só preciso mencionar que o jogo é cheio de bugs, mas ainda assim facilmente completável.

Outros a serem terminados: Ainda preciso terminar para poder comentar aqui as expansões Unfinished Business (TR), The Golden Mask (TRII) e The Lost Artifact (TRIII).

Depois desses, a Core Design teve mais uma chance com TR, e iam lançar para PSP um remake do primeiro TR em comemoração a seus dez anos, usando para isso a mesma engine que usaram em outro jogo que fizeram, chamado Free Running. Infelizmente a Eidos cancelou o projeto, o que acabou como consequência levando ao fim da Core, quando o jogo foi tirado das mãos de sua antiga desenvolvedora e passado à produtora Crystal Dynamics.

Por sua vez, a Crystal fez seu próprio jogo comemorativo que usou a engine de Tomb Raider Legend. E aqui um fato curioso: a franquia Prince of Persia, uma das criadoras do gênero puzzle platformer, do qual TR fazia parte, foi revivida com sucesso na era PS2, e claramente teve inspiração em Tomb Raider para suas  iterações em 3D. E a Crystal Dynamics se inspirou na trilogia Sands of Time de Prince of Persia para criar sua própria versão de Tomb Raider, a chamada trilogia LAU – Legends, Anniversary e Underworld. Os TR da Crystal são simplificações  do conceito de TR. Depois disso a Crystal fez um reboot da franquia, fazendo com que perdesse toda a sua identidade e passasse a focar em tiroteios e combates ao invés de saltos e quebra-cabeças. Foram feitos também jogos menores na série lateral nomeada Lara Croft. Nela estão os jogos isométricos Lara Croft and the Guardian of Light e Lara Croft and the Temple of Osiris e os jogos de celular Lara Croft Relic Run e Lara Croft GO. Esse último é um excelente jogo para smartphones.

Foram feitos também dois filmes live-action hollywoodianos com a Lara Croft clássica, sendo esta interpretada pela atriz Angelina Jolie. Ambos são interessantes, sendo que o primeiro é o melhor dos dois. E a não-Lara do reboot de 2013 foi interpretada pela atriz Alicia Vikander em um filme lançado recentemente baseado no citado reboot.

 

Silent Hill 1Silent Hill (PSX): O primeiro game começou a série de uma maneira estupenda, já com todas as grandes qualidades em si, algo raro. Geralmente as características das grandes séries gamísticas vão aparecendo homeopaticamente, de título em título. Raros são os casos em que uma série já começa com toda sua personalidade formada. Até mesmo Mario teve suas características originais surgindo aos poucos. Mas vamos ao jogo.
O melhor de todos os SH, apesar da história ser um pouco fraca. Mas a maneira como ela é contada, principalmente cheia de referências e citações, faz com que tudo seja mais interessante. Foi o primeiro jogo de terror psicológico, e criou uma onda (Fatal Frame, Siren). Foi um dos poucos jogos do Play1 com gráficos totalmente 3D. O maior representante do survival horror à época, Resident Evil, por exemplo, usava cenários estáticos e personagens 3D. E foi provavelmente o game que tem mais 3D do play, com uma cidade enorme a ser explorada. Isso porque em jogos como Tomb Raider e Crash, o cenário iria flagrantemente se construindo com o jogador vendo se fosse feito um cenário muito grande. Isso foi burlado em SH com névoa e escuridão, que fitam muito bem num jogo de horror. E SH usa de ângulos de câmera cinematográficos, isso fica fantástico. Mas também tem momentos em que a câmera se move (e um botão pra centralizá-la). Além disso, graficamente foi dado um retoque com um filtro que deixa a imagem levemente granulada, já que SH tem um clima meio de época, isso dá um toque ainda mais especial ao game. E a iluminação da lanterna é um charme a mais. Além das CGs, que são incríveis.
Sonoramente também é incrível, com as raras aparições das melodias perfeitas de Akira Yamaoka e os sons perturbadores que aparecem por todo lugar. A dublagem também é muito boa.
A jogabilidade também é boa, bem no estilo Resident Evil. Mas nesse game a realidade se faz mais presente nos pequenos detalhes. O personagem ofega quando pára depois de correr muito. E bate em paredes (colocando a mão pra frente pra aparar). E você não usa só armas de tiro, mas também canos de ferro e machados pra bater nos inimigos. E ainda pode pisá-los quando estão no chão. Para completar, os puzzles são muito interessantes, também perturbadores, inteligentes, porém naturais. Nunca parecem algo forçado no cenário, sempre soam bastante realistas. O mapa é muito útil (e necessário) e Harry marca coisas nele, o que ajuda muito. Quanto à câmera, nunca atrapalha, porque o botão de centralizar a câmera funciona muito bem. Pra finalizar, o fator terror é muito presente, SH realmente bota medo. Em mim pelo menos. SH1 e Alone in the Dark 4 foram as duas únicas experiências de sentir terror com obras de ficção que eu tive. Os SH posteriores tem menos terror, mas o clima ainda é muito bom.

Silent Hill 2Silent Hill 2 (Playstation 2): Pouca evolução em quase todos os aspectos. Mas, também, foi um dos primeiros games do Play2. Pensando por esse aspecto, foi um dos games mais impressionantes de sua época. E o principal ponto de SH2 é sua história magnífica e realmente profunda, que não é apenas bem contada, como é realmente interessante e original. Os outros aspectos permaneceram quase que idênticos ao original. O gameplay é o mesmo. Os gráficos só evoluíram o mínimo esperado entre o PS1 e o PS2. A sonoridade continuou excelente. O jogo continua horripilante, embora nem tanto quando o primeiro título. Os puzzles continuam inteligentíssimos e um pouco mais perturbadores. Os personagens continuam sendo do tipo icônico – estereótipos que parecem ser profundos – que combinam muito bem com toda a proposta. Mas a trama melhorou, e muito. É uma das mais aclamadas tramas gamísticas e, embora não tenha muita relação com a do 1º game, eu concordo com cada um dos reviews aclamando a trama.

Silent Hill 3Silent Hill 3 (PS2): Esse sim foi uma tremenda evolução graficamente, sendo um dos melhores gráficos do Play2, inclusive muito melhor do que os games que saíram depois dele. Em alguns momentos, poderia até se passar por um game de 1ª geração do Play3 (principalmente nas cenas). Dispensou o uso de CGs em prol de cenas com a engine do jogo (gráficos in-game) e um motion capture perfeitíssimo. Além do mais, tem efeitos especiais absolutamente embasbacantes (como as paredes de certos lugares), filtros de imagem ainda mais bacanas e usa todo o potencial do PS2. A dublagem é perfeita e a sonorização de Akira Yamaoka sempre é perfeita. A trama é simples, mas funcional, e, melhor de tudo, continua a história iniciada em Silent Hill 1. Heather é a melhor personagem principal que SH já teve. Cheia de atitude. A jogabilidade permanece inalterada, exceto talvez pela virada rápida. E o jogo fez uma ótima opção por fazer todas as seqüências arrepiantes que antes não podiam ser feitas porque o hardware não era capaz ou porque o hardware não era conhecido. Aqui, a Konami fez tudo o que queria e realmente fez coisas que espantam mesmo. Também foi uma ótima adesão a escolha de dificuldade dos puzzles, gerando, praticamente, três jogos diferentes em 1.

Silent Hill 4 The RoomSilent Hill 4 The Room (PS2): De longe, o mais diferente da série. Falhou em muitos aspectos, mas teve muitas características boas. A jogabilidade foi uma das coisas que mais mudou, ficando mais solta (exageradamente destravada, parece que você está controlando uma pena e não uma pessoa). Com um sistema em que você bater aumenta uma espécie de barra para golpes mais devastadores. Mas é um sistema inútil. O jogo se divide entre seqüências em 1ª pessoa num apartamento e as fases. É como se o apartamento fosse um hub world de um jogo de aventura e os locais fossem fases. Não ficou muito bom em um jogo de terror, isso. Fora que só no seu apartamento que se salva (embora hajam muitos portais nas fases) e que seu apartamento é assombrado mais pra frente, o que é disfuncional e chato. Os puzzles são o que há de melhor no jogo. Estão mais grandiosos do que nunca e continuam sendo geniais. A sonorização é perfeita como sempre. Mas os gráficos são decepcionantes. Quer dizer, são ótimos gráficos, incríveis pra todos os efeitos, mas não podem ser comparados com os do 3. Não se sabe por que, mas os gráficos do SH4 são muito inferiores aos da terceira edição da série. Apesar de que os lugares são maiores, isso não justifica. E esse é o SH que liga (bem levemente) todos os games da série. E até que tem uma trama interessante, mas que não é tão bem contada. O bom é que é mais claro o que está acontecendo do que era nos outros jogos, mas a história é bem simples.

Silent Hill Shattered MemoriesSilent Hill – Shattered Memories (PS2 e outros): Estando nas mãos de pessoas completamente diferentes, não havia como não ser completamente diferente. É um ótimo jogo, mas não é um bom Silent Hill. E, com certeza, é um jogo que se encaixa na categoria único-tem-que-continuar-único. O que significa que qualquer outro jogo que se pareça com esse vai ser considerado uma mera cópia. É o tipo de jogo bem experimental, que é bom de jogar uma vez. O terror ficou diferente, mas continua terror. A trama é muito bacana, com um final surpreendente e muito bacana. O sistema de conversar com o psicólogo e isso mudar coisas no jogo não tem função. Mas todo o resto é excepcional. SHSM tem o melhor motion capture que eu já vi! Tudo que foi feito pra imergir o jogador no clima do game funciona muito bem, como as portas abrirem sem pausas ou telas especiais, ou o fato de se ter que abrir carteiras e fechaduras como se faz na vida real. As perseguições também são fantásticas e muito realistas, enquanto você corre desesperado derrubando coisas pra atrasar os perseguidores e cambaleando. Um jogo muito bom.

Silent Hill: O filme é muito bom. Com certeza o melhor filme baseado em game já feito até hoje. Eu não pensava ser possível fazer mais de uma vez a experiência SH. Fiquei surpreso quando a KCET conseguiu fazer várias vezes. Mas eram o time original. Transpor aquilo para o cinema parecia impossível. Ainda mais por pessoas que não são a Konami Tokio. Mas Christophe Gans e Roger Avary fizeram! E muito bem. Toda a estética está perfeita, a história, sendo a mesma do 1º game, continua obscura. E eles tiveram a brilhante idéia de chamar Yamaoka para sonorizar o filme. Onde o filme peca é em não ter a mesma profundidade dos jogos. Os monstros estão todos ali como monstros e só, não são projeções mentais da psique de alguém, com explicações lógicas pra ser como são, são só monstros mesmo. E a única coisa que tem em comum com os dos games é o fato de eles, assim como você nos jogos, também parecerem estar sofrendo terrivelmente. O que é bacana. O único momento em que o filme lembra um pouco a complexidade simbólica dos games é no final, completamente estranho. E por isso mesmo fantástico, principalmente para os fãs dos jogos.

re1Resident Evil: O game que iniciou tudo. Obviamente, é o que tem os gráficos menos bons, mas ainda assim são ótimos. A mansão é, ainda hoje, soberba, lindíssima. Ele tem a jogabilidade perfeita RE, apesar de ser a mais travada da série. Tem sonoridade ótima também, geradora de suspense. Aliás, é o jogo que tem mais suspense entre todos os jogos da série Resident Evil, aliás, ele é o jogo que tem o clima mais denso e, portanto, é o melhor Resident Evil como jogo de terror entre todos os da série. A trama é simples, mas eficiente, apesar dos clichês. No geral, um ótimo jogo e um começo perfeito para uma série. Um verdadeiro clássico e uma obra-prima.

Resident Evil 2: Outra obra-prima, é o jogo que tem a melhor trama de toda a série, devido a seus inúmeros personagens. Eu, particularmente, considero Resident Evil uma das melhores histórias continuadas de games. Porque geralmente quando a história de uma game é boa, ela é única daquele jogo e não uma saga. Os gráficos melhoraram bastante do primeiro para o segundo, a jogabilidade teve leves melhoras. A sonoridade continua matadora. Muitas novas coisas foram inseridas, tornando o jogo menos climático e mais ação. Um dos grandes diferenciais desse jogo são seus quatro cenários, que aumentam bastante o fator replay. Concluindo: em alguns pontos foi um passo atrás e em outros um avanço em relação ao primeiro game, mas de fato continua sendo um jogão.

Resident Evil 3: O jogo que trouxe mais inovações até agora. Apesar de haver pouca melhoria nos gráficos, o que não ruim, pois já eram ótimos. Os sons também continuam sendo envolventes, como sempre. A localidade do jogo é a cidade, o que dá mais variedade. E o aspecto que mais evoluiu foi a jogabilidade. Pra começar, te deram pólvoras e a opção de misturá-las pra fazer munição. Além disso, tem as Live Selections, opções de caminho a seguir. O próprio Nemesis é um elemento importantíssimo do jogo, te perseguindo, abrindo portas e atirando de bazuka. Só que o principal novo atrativo é a esquiva. Automática e divertida (apesar de facilitar demais um jogo já fácil), ela é ótima. Outra coisa muito importante adicionada, e que tornou os jogos mais antigos um pouco defasados só por ter sido inventada, é a virada rápida de 180 °. A trama segue eventos antes e depois do 2, embora seja mais rasa, é interessante. O único problema grande de RE3 é que ele é curto.

Resident Evil Survivor: A primeira iteração em primeira pessoa da série é o único entre os RE 1st person que presta! Tem o clima do RE2, uma história clichê boa e uma jogabilidade digna. E tem mó clima.

 

Resident Evil 4: Apesar de ser o pior de todos os RE em todos os termos exceto a jogabilidade, ele é um jogaço. E mesmo com todas as mudanças drásticas feitas, ainda mantém várias características da série: puzzles estilo sem nexo típicos de RE, calmaria bucólica, até a jogabilidade de pra cima vai pra frente e pros lados vira foi mantida! Apesar de que na paranoia anti-backtracking acabaram eliminando toda a exploração do jogo e com isso não sente mais tanto como um título da franquia. A câmera também mudou completamente (tirando um pouco a cinematografia) e fica só atrás do personagem (parece jogo de tiro/guerra). Mas tirando isso, ficou ótimo.

Resident Evil Code Veronica:

Tem a tensão toda do Resident Evil 1 com a ação frenética dos títulos posteriores e continua a história da série, com ganchos incríveis no final. Também tem algumas inovações gráficas bacanas e muita cinematografia. Só senti falta da esquiva implementada no 3. Os gráficos estão um pouco ‘lavados’, por ser o primeiro RE totalmente em 3D e não cenários pré-renderizados como nos antigos. Entretanto, esses gráficos 3D permitem que a câmera tenha um pouco de movimentação, deixando as cenas mais dinâmicas. Embora esse recurso tenha sido pouco utilizado.

Outbreak 2Resident Evil Outbreak File #2: Vou pular o primeiro Outbreak porque prefiro fazer uma lista só dos jogos que eu conheci dessa série que valem a pena. E o primeiro Outbreak é complicado, lastimável e injogável. Consertaram tudo na sequência e fizeram um jogo que, no mínimo, é divertido. Incluíram um tutorial no início do jogo e tornaram a jogabilidade offline mais divertida e menos mal-feita. Adicionaram boas novas áreas e agora dá pra selecionar onde começa o jogo e, principalmente, com que personagens jogar.

Resident Evil 0: Sem dúvida nenhuma um dos melhores jogos da série, e um exemplo de um bom Resident e de uma boa evolução. O jogo mais revolucionário de toda a franquia. RE1 e 2 experimentaram ter dois personagens diferentes para controlar, mas o 0 é o ápice disso. Nele, controlamos dois personagens ao mesmo tempo, com habilidades diferentes e puzzles feitos especialmente para utilizar-se dessa dualidade. re0Além do mais, há a novidade de se poder colocar e pegar os itens em qualquer lugar (mostra no mapa onde os deixou), tornando os baús obsoletos. Nada mais de precisar voltar atéeeee um baú só pra poder pegar algo que precisa. O jogo ficou muito mais dinâmico. E os gráficos estão fenomenais. A história é muito boa, as pessoas a subestimam pelo elemento bizarrice, mas eu acho que a bizarrice, quando bem utilizada, eleva o terror, e eu acho que ela foi bem utilizada, tanto aqui quanto no Code Veronica. Além de ter achado a história boa, também achei que ela foi bem contada, na verdade é o melhor storytelling que eu já vi em um RE, as cenas são fenomenais. O problema é a escassez delas nas primeiras horas do título. O jogo pega fogo em seus momentos finais, que estão cheios de surpresas (algumas nostálgicas), o ritmo no final é muito bom. Antes dos momentos finais, nem tanto. Também achei ótima a adição dos zumbis leechers, eles são ótimos. A sonoridade do jogo, como de toda a série, é absurdamente boa. A jogabilidade é ótima, apesar dos puzzles estarem mais fracos do que de costume nas primeiras horas de jogatina (melhoram depois, também). Achei o level design incrível, também. Para finalizar, o game peca no quesito horror. Jogar de dupla tira o suspense dos cenários, isso fica bem visível nas partes em que se controla um dos personagens separadamente.

REmakeResident Evil Remake: Da série “clássica”, esse é o RE de que eu menos gostei. O que significa que só achei o RE4 pior do que ele (depois do 4 nem conta mais, pras mim). Não é um jogo ruim, longe disso, ele é excelente. Só que eu me decepcionei. Acredito que não tenham conseguido usar o fator nostalgia bem, e também que exageraram na ambientação. Também percebo que o jogo foi consideravelmente aumentado pelas áreas e puzzles novos, mas a quantidade e colocação dos baús não me pareceu a ideal. Enfim, o level-design não me pareceu tão inspirado. Mas o que realmente fala contra o jogo é que ele é pior do que o jogo no qual se baseou, e nem consegue ser bom por si mesmo. Ele é muito parecido, também, com RE0, apesar de ter saído antes dele. Ambos estavam em produção ao mesmo tempo. Sendo objetivo e não me apegando a datas, RE0, que tem um estilo visual muito parecido e uma jogabilidade mais moderna, é o melhor dos dois. Mas não estou aqui pra fazer comparações. Só esperava que o jogo fosse melhor do que um jogo lançado a mais de dez anos atrás (o RE1 original), mas o RE1 original é MUITO superior, pelo menos na minha opinião. O que não tira os méritos do Remake. A ambientação é muito bonita e variada, e as cores são vibrantes. Além do mais, eu gostei da ideia das armas de defesa e dos puzzles e acontecimentos novos (e de algumas pequenas mudanças nos antigos). No geral, um bom jogo.