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Introdução

Shinji Mikami é o criador da série Resident Evil, o criador do primeiro jogo da série, e parte importante da mesma até o quarto jogo da série, quando ele saiu da Capcom, a empresa dona da franquia. Ele tem envolvimento em jogos de terror e também em jogos de extrema ação como Vanquish, por exemplo. The Evil Within é um jogo de terror lançado por ele que, desde seu anúncio, prometia resgatar o gênero survival horror, perdido nos games desde que Resident Evil se tornou um jogo de ação em RE4.

A minha experiência com o jogo começou com os trailers dele antes do lançamento. Minha expectativa era bem alta no começo, mas diminuiu bastante com os últimos trailers, por que lembrava muito Resident Evil 4, que pra mim não era uma coisa boa. Esse review conta qual é a minha percepção do jogo após ter jogado.

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História

A história do jogo é fraca. Mas mais do que fraca, o storytelling, a maneira de contar a história, também é ruim. É tudo muito espalhado pelos documentos e cenas, dificultando ligar os pontos e tornar tudo congruente. Jogo de terror, pra mim, assim como filme de terror, não precisa de história. Então isso não me incomodou nem um pouco. Além disso, eu fiquei curioso pra saber onde a trama iria, quais seriam os desdobramentos do que estava acontecendo, as respostas de algumas perguntas. O jogo conseguiu me engajar. Mas não por causa dos personagens. O Castellano não tem personalidade quase nenhuma e ele não tem um ponto de ligação conosco além do fato de o controlarmos. Quero dizer, ele simplesmente aceita o que está acontecendo com ele, sem questionar muito, desde o começo do jogo, ele parece não reagir ao mundo à volta dele. Um grande exemplo disso é a enfermeira Tatiana, que fica calma no meio disso tudo como se nada estivesse acontecendo e ele não questiona ela sobre isso, ela é para ele uma peça de decoração. Os personagens secundários, por sua vez, servem mais como plot devices em determinados momentos, sumindo quando são desnecessários, com muito pouco aprofundamento. Mas são raras as exceções de boa história em jogo de terror. Silent Hill tem uma trama simples e rasa, mas um storytelling excelente. Silent Hill 2 tem uma história efetivamente excelente. Todos os Resident Evil tem pouca história, recheada de clichés. Alone in the Dark 4, um dos meus favoritos e bem underrated, tem uma história interessante mas que é contada nos documentos, é história pregressa ou backstory, não é a trama que se desenrola no jogo. The Evil Within parece ter essa abordagem para a maior parte da sua história, mas os documentos não são tão aprofundados e interessantes quanto no AitD4.

Sobre o jogo em si, ele pra mim é o que Resident Evil 4 deveria ter sido. O que, de maneira nenhuma, significa que é um jogo atrasado no tempo. Ele existe como uma evolução do Resident Evil 4 e em contraposição a Resident Evil 5 e 6, portanto talvez não poderia existir sem esses jogos. Ou seja, não poderia existir em um momento anterior. Evil Within é, também, uma evolução mais natural do conceito do primeiro Resident Evil. Lá tinha armadilhas, embora fossem relegadas às cenas do jogo, e aqui fazem parte da jogabilidade. Lá tinham monstros e gerenciamento de inventário e munição , aqui também. Até as salas de save, aqui salas com espelho quebrado teletransportador, estão presentes, com música característica e tudo. Quando você ouve a musiquinha que significa que você está perto de uma dessas salas, você sente um alívio, assim como nos RE originais. (Aliás, essa ideia de ter um abrigo seguro para o qual você se teleporta é a mesma ideia do Silent Hill 4 The Room, só que infinitamente melhor executada aqui.) Outra coisa que parece ser uma evolução de conceitos apresentados pelo Mikami anteriormente é que o jogo tem aspectos sobrenaturais (que na verdade são alucinações), assim como na beta descartada hanged man de Resident Evil 4.

E já que falei que você sente um alívio ao se aproximar de uma dessas salas seguras, fica óbvio que o jogo gera tensão com sucesso. Talvez por ter como referência tantas obras de terror, que vão desde filmes japoneses como O Grito e O Chamado, passando por filmes de terror de assassinos aos jogos de terror psicológico como Silent Hill. Tem até um inimigo que é a evolução do famoso piramid head de Silent Hill 2! Em vários momentos eu me peguei abrindo as portas com calma ao invés de chutá-las, e andando com mais calma do que precisava, por puro medo. O jogo consegue te fazer se importar não através dos personagens, mas da jogabilidade, a qual ainda vou analisar. As mortes do personagem, que nem são tão violentas assim, eu às vezes me pegava desviando o olhar pra não ver. Eu tive realmente medo de morrer no jogo, e eu geralmente sou bem insensível a essas coisas, a morte se tornou uma punição (e não só por causa da tela de loading), me fazendo querendo jogar com mais cautela pra evitá-la. Claro, terror é algo completamente subjetivo. Eu mesmo, só senti medo em dois jogos, Silent Hill 1 e Alone in the Dark 4, que é uma seleção muito aleatória. Tensão deve ser algo tão subjetivo quanto. Eu não senti medo efetivo em Evil Within, mas me considero praticamente imune a isso e não sirvo de base para julgar se um jogo é assustador ou não. Também, nunca considerei Resident Evil, o jogo que é praticamente o predecessor desse, uma série de terror. Era mais de tensão, assim como esse The Evil Within. O uso da morte no jogo é excelente, te fazendo ter que tomar cuidado, por que existem coisas que causam morte instantânea no jogo. Mais do que isso, eu joguei no modo casual, que corresponde ao modo fácil do jogo, então provavelmente o jogo não me deixaria ficar sem munição. Mas mesmo assim eu senti o tempo todo que estava prestes a ficar sem munição e temi por esse momento. É assim que design inteligente funciona.

Para finalizar esse ponto, com tantas coisas o jogo poderia ter se tornado uma caricatura de terror (é assim que eu vejo o remake do 1º Resident Evil), mas isso nunca acontece.

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Jogabilidade

Uma das melhores jogabilidades que eu já vi. Simples assim. É complexa e profunda mas prática e fácil de usar, não é complicada. E as mecânicas são usadas no jogo de maneiras diferentes e interessantes, não tem nada subutilizado aqui. Inclusive, há que se mencionar que, a todo momento, o jogo te joga algo novo e diferente, você é constantemente surpreendido com novidades, nenhum confronto com inimigos é igual, por que o cenário oferece táticas e estratégias diferentes, por que um inimigo novo que se comporta de maneira diferente é apresentado, por que você mesmo evoluiu. A evolução das habilidades do personagem também é muito interessante, eu senti como se eu estivesse realmente customizando ele para meu estilo de jogar, algo que muitos jogos que tem customização falham. Você não tem pontos suficientes pra evoluir tudo, então tem que fazer escolhas, e você sente de verdade o impacto dessas escolhas quando joga. O level design, apesar de que poderia ser mais complexo e é a única coisa que é um passo atrás em relação aos Resident Evil originais, ainda assim é muito bom. É mais sobre vários ambientes fechados complexos do que sobre um grande ambiente explorável.

Inclusive esse é um dos problemas do jogo. Falta foco e coesão. Você pula de um capítulo para o outro, apresentando conteúdos completamente diferentes, sem nenhuma conexão. O jogo mistura tudo quanto é elemento de horror imaginável e isso tira um pouco da grandeza dele. Não que não seja original, achei o jogo extremamente original, recheado de ideias interessantes e criatividade. É muito conteúdo e quase nenhum excesso. O jogo consegue evitar tendências da indústria que tem sido forçadas em jogos mesmo quando não adicionam nada, como missões secundárias, mundo aberto e a ideia de que nada pode ser linear. É refrescante. Mais do que isso, é um jogo com jogabilidade de verdade, com muito poucas set scenes. Eu tenho que dizer, porém, que as cenas controláveis existentes não adicionam nada ao jogo e eu entendi o propósito de muito poucas delas. Claro que isso pode ser falha minha, incapacidade de compreensão, e talvez todo mundo mais tenha compreendido com facilidade. Do mesmo jeito que todo mundo mais, talvez, tenha entendido com facilidade a história. Mas só posso falar pela minha experiência.

Quanto à dificuldade, achei o jogo difícil. E isso no modo fácil. Talvez o jogo tenha que ser difícil pra gerar tensão, por que ele é difícil. Mas eu também achei ele balanceado. O jogo te dá opções pra sair das situações, mas te faz ter que usar as mecânicas dele e as mecânicas específicas dos cenários pra se sair bem dessas situações. Ele não é excessivamente fácil nem excessivamente difícil.

Agora falando em jogabilidade, preciso falar de algo mais que é incômodo. A câmera é muito próxima do personagem, o que incomoda, mas não é muito ruim. O que eu senti falta de verdade é uma opção de centralizar a câmera. Por que você pode correr pra longe de um inimigo sem problemas (e precisa), mas na hora de virar pra ele pra poder atirar perde muito tempo virando a câmera. Isso não seria um problema, se não houvessem alguns momentos mais cheios de ação mais pra frente no jogo, onde isso se torna um problema. Claro que se houvesse tal botão, o jogo todo teria que ser rebalanceado, por que ele é tão equilibrado como está. E não acredito que seja um problema com a câmera em si, e que mudar a câmera para outro modo, como sobre o ombro ou fixa atrás acima do personagem seja uma solução. Por que a câmera atual permite a você olhar em volta do cenário, e eu muitas vezes olhei em volta do cenário nervosamente me assegurando de que estava seguro, e a câmera atual facilita muito isso, o que encoraja que eu faça isso, e me torna paranoico. A câmera atual também ajuda no gameplay, já que você pode usar ela para analisar o cenário à sua volta, o que ajuda tanto na estratégia quanto na exploração e permite que cenários mais complexos sejam feitos, exigindo mais das habilidades do jogador.

tew_keyart_boxman_styleframe_01_980Aspectos técnicos

Achei os gráficos do jogo lindíssimos, realmente impressionantes em momentos. Talvez por que eu joguei ele no X-Box 360. Eu acho que os gráficos são mais bonitos pela direção de arte do que por aspectos técnicos, entretanto. O jogo é muito bonito, é um jogo de terror que se permite ser bonito, em que os cenários são esteticamente lindos. Não precisa ser tudo escuro e feio pra ser terror, como muitos outros antes de Evil Within também mostraram, mas muitos outros esqueceram. E apesar de ele ter sido lançado nas novas plataformas (X-Box One, PS4) com gráficos melhores, me parece ser mais um jogo de PS3/X360 do que XOne/PS4. Apesar de que, pelo que vi no youtube e em screenshots, o jogo está lindo nesses novos consoles também. A parte sonora também é muito bem executada, complementando tudo que o jogo propõe.

Conclusão

Um jogo muito bacana que, a meu ver, é essencial para quem é fã de survival horror ou de jogos de terror. Uma versão desse jogo sem os aspectos ‘sobrenaturais’ é o que Resident Evil deveria estar sendo. E eu também indicaria ele a qualquer gamer que queira um jogo de verdade, que não tira seu controle sem justificativa e nem te dá só uma ilusão de controle. Um design incrível que prova por que Shinji Mikami é tão adorado. Eu antes achava o Mikami superestimado, mas não mais. Só acho que o jogo deveria ter uma seqüência, pra poder consertar as pequenas falhas e se tornar realmente grande. Quantos jogos tem um primeiro jogo bom que não faz muito burburinho na indústria, apenas para serem elevados a um patamar de obra-prima com o segundo jogo? É o caminho que Evil Within deveria fazer, mas ainda não está fazendo, sabe-se lá por quê. O terror não é meu estilo de terror, simplesmente por ser tão exagerado. Eu não acho que é exagerado demais, só é um estilo diferente do que eu costumo gostar, pois pra terror prefiro algo mais minimalista. Mas ainda assim curti muito, por que é tão bem feito e não é de todo fora do meu gosto pessoal. A trama e os pontos em que ela toca é algo que praticamente só os japoneses (como o Mikami) conseguem fazer e fazer bem. O jogo tem uma alma dos clássicos jogos de terror japoneses. A própria mitologia é muito interessante e única e merece ser trabalhada em sequencias. É um jogo que simplesmente recomendo.

P.S.: Eu não joguei as expansões por DLC. E parece que The Assignment e The Consequence, duas das três expansões, adicionam detalhes importantes à trama. Eu não tenho como ter acesso a essas expansões, então não posso julgar a trama completa. Mas acho ridículo ter que comprar conteúdo adicional pra entender alguma coisa. Eu também acredito que mesmo as DLCs não serão suficientes pra entender tudo.

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Lembrando que eu só joguei o 2º e o 3º jogo. E que, por mais que eu queira, é impossível não fazer comparações.

História

Não é muito profunda e, spoileando, não tem nenhum grande plot twist. Entretanto os personagens sim, são profundos, principalmente o príncipe, com o qual você joga. E tem narração, que é um diferencial muito bacana.

Gráficos

Muito bons, embora, por ficar muito em lugares abertos, demonstre um pouco mais os limites do PS2. A direção de arte ficou muito boa, misturando clima de contos de fadas do 1º jogo e o clima dark do 2º. Agora algumas cenas são apresentadas em belíssimas CGs, o que é outra coisa bem vinda. E as expressões faciais tiveram leve evolução também.

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Absolutamente, irrefutavelmente soberbo. Muita qualidade aqui. E as dublagens também são boas. Senti falta das legendas.

Gameplay/Jogabilidade

Absurdamente boa, como é característica da série. E da Ubisoft. Adoro esses jogos porque els tem regras muito bem firmadas, o que os torna sólidos. Em jogos como Tomb Raider, a heroína pula até mesmo em diagonais e se agarra em coisas bastante diferentes, o que faz com que os puzzles sejam mais difíceis do que deveriam. Nos jogões de verdade como esse, você sabe as regras todas e só tem que ser criativo pra usá-las. Apesar de ser muito superior a qualquer outro jogo que eu tenha jogado, PoP3 ainda fica aquém do segundo jogo (disse que não tinha como não fazer comparações). Por algum motivo, está desbalanceado. Tem partes do jogo (perseguição final de biga, estamos te olhando) que se baseiam puramente em decorar. Isso vindo de uma série que, no segundo jogo tinha perseguições alucinantes que se baseavam muito pouco em decoreba (Dahaka). O príncipe tem muitos movimentos novos, muitos mesmo. E todos funcionam muito bem. Mas as batalhas me encheram o saco, não sei se é porque eu cansei delas em Warrior Within e esperava menos delas ou se elas são piores no 3, mesmo. O que eu sei é que até a Ubisoft (amo!) sabe disso, já que colocou um sistema de furtividade muito bem vindo ao jogo, que faz com que pelo menos algumas mortes possam ser rápidas. Ainda bem!

Conclusão

Jogão indicado a qualquer um. Por ter movimentos novos, fico na dúvida se indico esse ou o segundo pra jogar primeiro. Gostei bastante do clima dark, edgy, cool whatever do segundo e senti falta dele aqui. Embora eu tenha consciência de que a grande maioria da comunidade gamer (vide os reviews de sites famosos como Gamespot e IGN) defenestrou tal temática mais sombria nos PoP. Com certeza é um jogo da mais alta qualidade. Um dos grandes do PS2, o último capítulo de uma trilogia que ajudou a definir o 128-bit da Sony. E embora Sands of Time era pra ser uma trilogia, tem o Forgotten Sands, que transforma em quadrilogia… como assim? Toda a trilogia deve ser jogada por qualquer gamer de respeito. Outros jogos deveriam seguir seu estilo e exemplo de jogabilidade acima de tudo. (A Ubisoft lançou Assassin’s Creed, que parece uma versão aprimorada do estilo de PoP.) Eu não posso indicar um jogo sobre o outro porque cada um tem características diferentes. Coisas podem ser encontradas em um e não em outro. A equipe de produção foi esperta o suficiente pra dar valores individuais de produção pra cada um dos seus jogos, e isso é louvável, fazendo com que por ser seqüência, não tire todo o valor do jogo anterior. Muito bom mesmo!

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Banjo Tooie é um jogo que, enquanto não se faz em cima de ter muitos personagens jogáveis (estamos olhando para Sonic Heroes ao dizer isso), apresenta um monte deles, e você efetivamente os controla. E apesar de ter optado por um estilo de jogo que mais mostra as fraquezas do console do que é capaz de as esconder, a Rare fez o melhor trabalho possível, fazendo um jogo que não poderia ter sido feito nos concorrentes à época (PSX e Saturn). E embora seja considerado por quase todos como um jogo de plataforma, não tem quase nada do gênero, na verdade não se enquadra em categoria nenhuma, vide que é um jogo completamente diferente de todo o resto. Só tem um jogo que se parece, que é o Mario 64, mas a série Banjo é um evolução muito grande sobre o que Mario 64 era. Na verdade, é uma versão muuuuuito melhorada do encanador da Nintendo no N64. E Banjo Tooie é uma evolução imensa em relação ao Banjo Kazooie, o primeiro jogo da dupla antropomórfica.

Vamos começar falando dos gráficos, que estão muito detalhados, não são aquelas coisas lavadas que são os gráficos do Mario 64, tem muita textura. Os único jogos que tem gráficos melhores no N64 são os Zeldas (Ocarina e Majora’s). Mas os Zeldas não se arriscam tanto quando Banjo em mostrar grandes distâncias. Tudo em Banjo Kazooie é enorme e soberbamente planejado.

O gameplay do jogo é o que o difere do resto. Basicamente o jogo se faz em cima de exploração. A diversão do jogo vem de descobrir o que você tem que fazer (resolver puzzles que não são, de verdade, puzzles) e/ou descobrir algo acidentalmente. Por isso o jogo é sobre explorar, pesquisar, descobrir, viver nesse outro mundo tão louco e diferente. O jogo te dá muita liberdade e essa liberdade só vai aumentando, ajudada pelo fato de que tudo no jogo é muito fácil e prático de se fazer. Você pode explorar à vontade. Não existe um outro jogo desse jeito. Além do mais, não existe uma separação entre principal e secundário, tudo é feito de maneira uniforme. Você tem vários tipos de objetos diferentes para encontrar e uma variedade muito grande de movimentos. Tudo nesse jogo é muito grande. Nada vem em pouca quantidade. E, mesmo assim, a Rare consegiu fazer tudo funcionar! E fazer tudo ter importância. É como qualquer Mario e, principalmente, Ocarina of Time. Muitos tipos de jogabilidade, e todos são bem implementados. E apesar de Ocarina ter sido muito difícil de se fazer por ter sido o primeiro em muitas das coisas que fez. Haveria muito mais possibilidade de algo sair muito errado em Ocarina, mas tudo saiu funcionando mais do que perfeitamente. Isso se repete em Banjo Toioie. E os puzzles/cenários são muito bem feitos. É um level design dos melhores que, embora quase não exija do jogador no campo plataforma/jogabilidade, exige bastante raciocínio. É um exercício de desvendar lógicas diferentes das que existem na vida real e usar os mecanismos que o jogo te dá. Apesar de ter alguns momentos em que exatidão nos controles se faz necessária, mas são muito poucos para classificar esse jogo como um platformer. E engana-se MUITO quem diz que esse é um jogo para criança. Mesmo tendo suas fofices, definitivamente pessoas com pouca idade não serão capazes nem de começar o jogo. Primeiro porque é necessário um entendimento de inglês para saber o que lhe é pedido. Depois porque os puzzles chegam a níveis cada vez mais complicados e exigem muita memória por parte do player. Além disso, os comandos para as ações dos personagens são, às vezes, bastante complicados por si sós. Continuando… o jogo é enorme, mas tão enorme, que tem que ficar fazendo várias conexões dentro de si pra te permitir ser capaz de se mover dentro dele e jogá-lo sem querer abrir o próprio cérebro e arrancar pra fora pra ver se ainda está funcionando. Você pode viajar não só a pé, como pegar um trem para mudar de fase ou entrar numa escotilha. E ainda são abertos outros atalhos entre as fases. E dentro das fases você pode se teletransportar através dos portais. Só por isso o jogo consegue não se tornar maçante. Uma dica: como é um jogo sobre descoberta, jogar ele o tempo inteiro com um detonado não tem absolutamente nenhuma lógica. Provavelmente quebraria toda a graça do jogo. Alguns reviews por aí tem reclamado que o framerate do jogo é instável. Particularmente, eu não notei nada, mas eu não notaria mesmo, logo não posso dizer nada.

A sonoridade do jogo é outro ponto de grande brilho e destaque. Além dos efeitos sonoros fitarem perfeitamente ao lugar de onde deveriam estar vindo e da dublagem ser feita para imergir o jogador e isso funcionar, todo o resto também funciona muito bem. As músicas são muito boas e fitam aos locais e ainda tem o efeito que faz com que a música mude conforme o momento em que você está no jogo, que é uma coisa ótima.banjo tooie

Quanto a outras coisas ‘menos gamísticas’ como história e personagens, aqui não há muita trama. Mas os personagens são carismáticos, principalmente o Kazooie, que todos os outros personagens no game parecem odiar e que sempre está sendo sarcástico. Aliás, uma coisa muito aclamada e que eu posso concordar nesse jogo é o senso de humor afiado, que realmente é capaz de fazer rir às vezes. As falas são ótimas.

Resumindo, um ótimo jogo de exploração. O fator replay é inexistente, mas ele te faz revisitar várias vezes as mesmas áreas com possibilidades diferentes. E é um jogo enorme, o que faz com que se demore bastante para terminar. E é um prazer de jogar, com certeza. Só não é o que você, jogador de Sonic, Mario e Crash espera. É bem diferente de um jogo básico de plataforma, não é melhor, nem pior, é só diferente. E por isso mesmo vale a pena.

Brothers and Sisters

Brothers and Sisters é uma série produzida e exibida pelo canal Americano ABC, que conta histórias familiares da fictícia família Walker. O que é divertido é que a família é bastante unida, mais do que se pode imaginar. E ainda assim é muito familiar. E é tudo muito bem feito. Intensa. Essa é a melhor palavra para descrever toda a série. Ainda mais com os talentosos atores e atrizes que a compõe, com destaque maior para Patricia Wetting, Dave Annable, Rachel Griffiths, Calista Flockhart e, principalmente, Sally Field. Até mesmo a atriz mirim que faz a Paige é incrível. E por mais que sempre tenhamos um ponto baixo (Balthazar Getty), ainda assim não compromete e se consegue gostar até dos personagens mais secundários. A série trata sobre relações familiares e muito drama (até mesmo exagerando um pouco na quantidade). E impõe uma dinâmica familiar própria que separa os Walkers de qualquer outra família da TV. O texto é primoroso, bastante profundo e respeitoso com os personagens. Aliás, os personagens são realmente incríveis, conseguem nos puxar pra dentro desse mundo da série, é completamente imersivo. E então tem os dramas. E que dramas! Todos muito bem desenvolvidos, as coisas simplesmente nunca são jogadas pra fora dos tapetes, sempre há uma evolução divertida/crível dos temas. Isso tudo permitido pelos ótimos atores escolhidos para os papéis. Atores incríveis como Sally Field, na sua incrível Nora Walker. Aliás, todos os personagens, até mesmo os mais secundários, são incrivelmente sedutores e a série consegue fazer você realmente se envolver, sentir raiva, dor, tristeza  felicidade junto com os personagens e até mesmo torcer  para ou contra eles. E também tem a comédia! Muitos momentos fazem rir, principalmente devido ao fato de que as frases são todas muito bem escritas (muitas delas enormes). E também impressiona a maneira como as coisas são encaixadas umas nas outras, sempre movendo as coisas para frente e sempre fazendo muito sentido dentro do contexto geral, nada parece jogado ali. E mesmo assim muitas das coisas que foram apresentadas em B&A são muito originais e a série toda tem uma sensação de originalidade muito grande e boa. Mas, principalmente, é muito divertida. Muito mesmo. Você se familiariza com tudo, até é capaz de prever que determinada ação vai levar a uma catástrofe sem fim, já que quem quer que escreva, não tem medo. É capaz realmente de levar os assuntos tratados até o limite, até onde eles deveriam ir. Eu diria que BaA é tão divertida que vicia. Eu viciei. E também é capaz de levar à reflexão e ao aprendizado. Realmente, recomendo a todos que pelo menos vejam o primeiro episódio.

1ª Temporada: Perfeita! Absolutamente fenomenal!
2ª Temporada: No começo mantém o mesmo nível altíssimo de drama e comédia. Depois tem uma pequena queda, mas se mantém espetacular.
3ª Temporada: Começa-se a exagerar na quantidade de dramas que uma coincidência plausível pode suportar. Mas se mantém arrebatadora.
4ª Temporada: O desgaste começa a aparecer. Tem muitos episódios fenomenais e os episódios fracos tem coisas muito boas, mas ainda assim existem os episódios fracos.
5ª Temporada: Muita coisa boba acontece aqui. Fica claro que seria melhor se a série tivesse acabado na 4ª temporada antes do acidente. Apesar de que o 1º capítulo da 5ª temporada é um dos melhores da série e que muitas das coisas apresentadas ali poderiam ter uma evolução fantástica. Não sei o que aconteceu, mas parece que perderam a mão. A série continua muito boa, ainda tem alguns momentos espetaculares, mas tem uns plots extremamente bobinhos. E a série termina com a primazia do começo. E, sim, teve um fim digno. (mais…)

Silent Hill 1Silent Hill (PSX): O primeiro game começou a série de uma maneira estupenda, já com todas as grandes qualidades em si, algo raro. Geralmente as características das grandes séries gamísticas vão aparecendo homeopaticamente, de título em título. Raros são os casos em que uma série já começa com toda sua personalidade formada. Até mesmo Mario teve suas características originais surgindo aos poucos. Mas vamos ao jogo.
O melhor de todos os SH, apesar da história ser um pouco fraca. Mas a maneira como ela é contada, principalmente cheia de referências e citações, faz com que tudo seja mais interessante. Foi o primeiro jogo de terror psicológico, e criou uma onda (Fatal Frame, Siren). Foi um dos poucos jogos do Play1 com gráficos totalmente 3D. O maior representante do survival horror à época, Resident Evil, por exemplo, usava cenários estáticos e personagens 3D. E foi provavelmente o game que tem mais 3D do play, com uma cidade enorme a ser explorada. Isso porque em jogos como Tomb Raider e Crash, o cenário iria flagrantemente se construindo com o jogador vendo se fosse feito um cenário muito grande. Isso foi burlado em SH com névoa e escuridão, que fitam muito bem num jogo de horror. E SH usa de ângulos de câmera cinematográficos, isso fica fantástico. Mas também tem momentos em que a câmera se move (e um botão pra centralizá-la). Além disso, graficamente foi dado um retoque com um filtro que deixa a imagem levemente granulada, já que SH tem um clima meio de época, isso dá um toque ainda mais especial ao game. E a iluminação da lanterna é um charme a mais. Além das CGs, que são incríveis.
Sonoramente também é incrível, com as raras aparições das melodias perfeitas de Akira Yamaoka e os sons perturbadores que aparecem por todo lugar. A dublagem também é muito boa.
A jogabilidade também é boa, bem no estilo Resident Evil. Mas nesse game a realidade se faz mais presente nos pequenos detalhes. O personagem ofega quando pára depois de correr muito. E bate em paredes (colocando a mão pra frente pra aparar). E você não usa só armas de tiro, mas também canos de ferro e machados pra bater nos inimigos. E ainda pode pisá-los quando estão no chão. Para completar, os puzzles são muito interessantes, também perturbadores, inteligentes, porém naturais. Nunca parecem algo forçado no cenário, sempre soam bastante realistas. O mapa é muito útil (e necessário) e Harry marca coisas nele, o que ajuda muito. Quanto à câmera, nunca atrapalha, porque o botão de centralizar a câmera funciona muito bem. Pra finalizar, o fator terror é muito presente, SH realmente bota medo. Em mim pelo menos. SH1 e Alone in the Dark 4 foram as duas únicas experiências de sentir terror com obras de ficção que eu tive. Os SH posteriores tem menos terror, mas o clima ainda é muito bom.

Silent Hill 2Silent Hill 2 (Playstation 2): Pouca evolução em quase todos os aspectos. Mas, também, foi um dos primeiros games do Play2. Pensando por esse aspecto, foi um dos games mais impressionantes de sua época. E o principal ponto de SH2 é sua história magnífica e realmente profunda, que não é apenas bem contada, como é realmente interessante e original. Os outros aspectos permaneceram quase que idênticos ao original. O gameplay é o mesmo. Os gráficos só evoluíram o mínimo esperado entre o PS1 e o PS2. A sonoridade continuou excelente. O jogo continua horripilante, embora nem tanto quando o primeiro título. Os puzzles continuam inteligentíssimos e um pouco mais perturbadores. Os personagens continuam sendo do tipo icônico – estereótipos que parecem ser profundos – que combinam muito bem com toda a proposta. Mas a trama melhorou, e muito. É uma das mais aclamadas tramas gamísticas e, embora não tenha muita relação com a do 1º game, eu concordo com cada um dos reviews aclamando a trama.

Silent Hill 3Silent Hill 3 (PS2): Esse sim foi uma tremenda evolução graficamente, sendo um dos melhores gráficos do Play2, inclusive muito melhor do que os games que saíram depois dele. Em alguns momentos, poderia até se passar por um game de 1ª geração do Play3 (principalmente nas cenas). Dispensou o uso de CGs em prol de cenas com a engine do jogo (gráficos in-game) e um motion capture perfeitíssimo. Além do mais, tem efeitos especiais absolutamente embasbacantes (como as paredes de certos lugares), filtros de imagem ainda mais bacanas e usa todo o potencial do PS2. A dublagem é perfeita e a sonorização de Akira Yamaoka sempre é perfeita. A trama é simples, mas funcional, e, melhor de tudo, continua a história iniciada em Silent Hill 1. Heather é a melhor personagem principal que SH já teve. Cheia de atitude. A jogabilidade permanece inalterada, exceto talvez pela virada rápida. E o jogo fez uma ótima opção por fazer todas as seqüências arrepiantes que antes não podiam ser feitas porque o hardware não era capaz ou porque o hardware não era conhecido. Aqui, a Konami fez tudo o que queria e realmente fez coisas que espantam mesmo. Também foi uma ótima adesão a escolha de dificuldade dos puzzles, gerando, praticamente, três jogos diferentes em 1.

Silent Hill 4 The RoomSilent Hill 4 The Room (PS2): De longe, o mais diferente da série. Falhou em muitos aspectos, mas teve muitas características boas. A jogabilidade foi uma das coisas que mais mudou, ficando mais solta (exageradamente destravada, parece que você está controlando uma pena e não uma pessoa). Com um sistema em que você bater aumenta uma espécie de barra para golpes mais devastadores. Mas é um sistema inútil. O jogo se divide entre seqüências em 1ª pessoa num apartamento e as fases. É como se o apartamento fosse um hub world de um jogo de aventura e os locais fossem fases. Não ficou muito bom em um jogo de terror, isso. Fora que só no seu apartamento que se salva (embora hajam muitos portais nas fases) e que seu apartamento é assombrado mais pra frente, o que é disfuncional e chato. Os puzzles são o que há de melhor no jogo. Estão mais grandiosos do que nunca e continuam sendo geniais. A sonorização é perfeita como sempre. Mas os gráficos são decepcionantes. Quer dizer, são ótimos gráficos, incríveis pra todos os efeitos, mas não podem ser comparados com os do 3. Não se sabe por que, mas os gráficos do SH4 são muito inferiores aos da terceira edição da série. Apesar de que os lugares são maiores, isso não justifica. E esse é o SH que liga (bem levemente) todos os games da série. E até que tem uma trama interessante, mas que não é tão bem contada. O bom é que é mais claro o que está acontecendo do que era nos outros jogos, mas a história é bem simples.

Silent Hill Shattered MemoriesSilent Hill – Shattered Memories (PS2 e outros): Estando nas mãos de pessoas completamente diferentes, não havia como não ser completamente diferente. É um ótimo jogo, mas não é um bom Silent Hill. E, com certeza, é um jogo que se encaixa na categoria único-tem-que-continuar-único. O que significa que qualquer outro jogo que se pareça com esse vai ser considerado uma mera cópia. É o tipo de jogo bem experimental, que é bom de jogar uma vez. O terror ficou diferente, mas continua terror. A trama é muito bacana, com um final surpreendente e muito bacana. O sistema de conversar com o psicólogo e isso mudar coisas no jogo não tem função. Mas todo o resto é excepcional. SHSM tem o melhor motion capture que eu já vi! Tudo que foi feito pra imergir o jogador no clima do game funciona muito bem, como as portas abrirem sem pausas ou telas especiais, ou o fato de se ter que abrir carteiras e fechaduras como se faz na vida real. As perseguições também são fantásticas e muito realistas, enquanto você corre desesperado derrubando coisas pra atrasar os perseguidores e cambaleando. Um jogo muito bom.

Silent Hill: O filme é muito bom. Com certeza o melhor filme baseado em game já feito até hoje. Eu não pensava ser possível fazer mais de uma vez a experiência SH. Fiquei surpreso quando a KCET conseguiu fazer várias vezes. Mas eram o time original. Transpor aquilo para o cinema parecia impossível. Ainda mais por pessoas que não são a Konami Tokio. Mas Christophe Gans e Roger Avary fizeram! E muito bem. Toda a estética está perfeita, a história, sendo a mesma do 1º game, continua obscura. E eles tiveram a brilhante idéia de chamar Yamaoka para sonorizar o filme. Onde o filme peca é em não ter a mesma profundidade dos jogos. Os monstros estão todos ali como monstros e só, não são projeções mentais da psique de alguém, com explicações lógicas pra ser como são, são só monstros mesmo. E a única coisa que tem em comum com os dos games é o fato de eles, assim como você nos jogos, também parecerem estar sofrendo terrivelmente. O que é bacana. O único momento em que o filme lembra um pouco a complexidade simbólica dos games é no final, completamente estranho. E por isso mesmo fantástico, principalmente para os fãs dos jogos.

re1Resident Evil: O game que iniciou tudo. Obviamente, é o que tem os gráficos menos bons, mas ainda assim, são ótimos. A mansão é, ainda hoje, soberba, lindíssima. Ele tem a jogabilidade perfeita RE, apesar de ser a mais travada da série. Tem sonoridade ótima também, geradora de suspense. Aliás, é o jogo que tem mais suspense entre todos os jogos da série Resident Evil, aliás, ele é o jogo que tem o clima mais denso e, portanto, é o melhor Resident Evil como jogo de terror entre todos os da série. A trama é simples, mas eficiente, apesar dos clichês. No geral, um ótimo jogo e um começo perfeito para uma série. Um verdadeiro clássico e uma obra-prima.

 

Resident Evil 2: Outra obra-prima, é o jogo que tem a melhor trama de toda a série, devido a seus inúmeros personagens. Eu, particularmente, considero Resident Evil uma das melhores histórias continuadas de games. Porque geralmente quando a história de uma game é boa, ela é única daquele jogo e não uma saga. Os gráficos melhoraram bastante do primeiro para o segundo, a jogabilidade teve leves melhoras. A sonoridade continua matadora. Muitas novas coisas foram inseridas, tornando o jogo menos climático e mais ação. Concluindo: em alguns pontos foi um passo atrás e em outros um avanço em relação ao primeiro game, mas de fato continua sendo um jogão.

 

Resident Evil 3: O jogo que trouxe mais inovações até agora. Apesar de haver pouca melhoria nos gráficos, o que não ruim, pois já eram ótimos. Os sons também continuam sendo envolventes, como sempre. A localidade do jogo é a cidade, o que dá mais variedade. E o aspecto que mais evoluiu foi a jogabilidade. Pra começar, te deram pólvoras e a opção de misturá-las pra fazer munição. Além disso, tem as Live Selections, opções de caminho a seguir. O próprio Nemesis é um elemento importantíssimo do jogo, te perseguindo, abrindo portas e atirando de bazuka. Só que o principal novo atrativo é a esquiva. Automática e divertidíssima (apesar de facilitar demais um jogo já fácil), ela é ótima. Outra coisa muito importante adicionada, e que tornou os jogos mais antigos um pouco defasados só por ter sido inventada, é a virada rápida de 180 °. A trama segue eventos antes e depois do 2, embora seja mais rasa, é interessante. O único problema maior de RE3 é que ele é curto.

 

Resident Evil Survivor: A primeira iteração em primeira pessoa da série é o único entre os RE 1st person que presta! Tem o clima do RE2, uma história clichê boa e uma jogabilidade digna. E tem mó clima.

 

 

Resident Evil 4: Apesar de ser o pior de todos os RE em todos os termos exceto a jogabilidade, ele é um jogaço. E mesmo com todas as mudanças drásticas feitas, ainda mantém várias características da série: puzzles estilo sem nexo típicos de RE, calmaria bucólica, até a jogabilidade de pra cima vai pra frente e pros lados vira forever foi mantida! Apesar de que a câmera mudou completamente (tirando um pouco a cinematografia) e fica só atrás do personagem (parece jogo de tiro/guerra). Mas tirando isso, ficou ótimo, muito parecido com Super Mario (em termos de jogabilidade). Eu achei. Me deixa.

Resident Evil Code Veronica:

Tem a tensão toda do Resident Evil 1 com a ação frenética dos títulos posteriores e continua a história da série, com ganchos incríveis no final. Também tem algumas inovações gráficas bacanas e muita cinematografia. Só senti falta da esquiva implementada no 3. Os gráficos estão um pouco ‘lavados’, por ser o primeiro RE totalmente em 3D, e não cenários pré-renderizados, como os antigos. Entretanto, esses gráficos 3D permitem que a câmera tenha um pouco de movimentação, deixando as cenas mais dinâmicas. Embora esse recurso tenha sido pouco utilizado.

Outbreak 2Resident Evil Outbreak File #2: Vou pular o primeiro Outbreak porque prefiro fazer uma lista só dos jogos que eu conheci dessa série que valem a pena. E o primeiro Outbreak é complicado, lastimável e injogável. Consertaram tudo na sequência e fizeram um jogo que, no mínimo, é divertido. Incluíram um tutorial no início do jogo e tornaram a jogabilidade offline mais divertida e menos mal-feita. Adicionaram boas novas áreas e agora dá pra selecionar onde começa o jogo e, principalmente, com que personagens jogar.

Resident Evil 0: Sem dúvida nenhuma um dos melhores jogos da série, e um exemplo de um bom Resident e de uma boa evolução. O jogo mais revolucionário de toda a franquia. RE1 e 2 experimentaram ter dois personagens diferentes para controlar, mas o 0 é o ápice disso. Nele, controlamos dois personagens ao mesmo tempo, com habilidades diferentes e puzzles feitos especialmente para utilizar-se dessa dualidade. re0Além do mais, há a novidade de se poder colocar e pegar os itens em qualquer lugar (mostra no mapa onde os deixou), tornando os baús obsoletos. Nada mais de precisar voltar atéeeee um baú só pra poder pegar algo que precisa. O jogo ficou muito mais dinâmico. E os gráficos estão fenomenais. A história é muito boa, as pessoas a subestimam pelo elemento bizarrice, mas eu acho que a bizarrice, quando bem utilizada, eleva o terror, e eu acho que ela foi bem utilizada, tanto aqui quanto no Code Veronica. Além de ter achado a história boa, também achei que ela foi bem contada, na verdade é o melhor storytelling que eu já vi em um RE, as cenas são fenomenais. O problema é a escassez delas nas primeiras horas do título. O jogo pega fogo em seus momentos finais, que estão cheios de surpresas (algumas nostálgicas), o ritmo no final é muito bom. Antes dos momentos finais, nem tanto. Também achei ótima a adição dos zumbis leechers, eles são ótimos. A sonoridade do jogo, como de toda a série, é absurdamente boa. A jogabilidade é ótima, apesar dos puzzles estarem mais fracos do que de costume nas primeiras horas de jogatina (melhoram depois, também). Achei o level design incrível, também. Para finalizar, o game peca no quesito horror. Jogar de dupla tira o suspense dos cenários, isso fica bem visível nas partes em que se controla um dos personagens separadamente.

REmakeResident Evil Remake: Da série “clássica”, esse é o RE de que eu menos gostei. O que significa que só achei o RE4 pior do que ele (depois do 4 nem conta mais, pras mim). Não é um jogo ruim, longe disso, ele é excelente. Só que eu me decepcionei. Acredito que não tenham conseguido usar o fator nostalgia bem, e também que exageraram na ambientação. Também percebo que o jogo foi consideravelmente aumentado pelas áreas e puzzles novos, mas a quantidade e colocação dos baús não me pareceu a ideal. Enfim, o level-design não me pareceu tão inspirado. Mas o que realmente fala contra o jogo é que ele é pior do que o jogo no qual se baseou, e nem consegue ser bom por si mesmo. Ele é muito parecido, também, com RE0, apesar de ter saído antes dele. Ambos estavam em produção ao mesmo tempo. Sendo objetivo e não me apegando a datas, RE0, que tem um estilo visual muito parecido e uma jogabilidade mais moderna, é o melhor dos dois. Mas não estou aqui pra fazer comparações. Só esperava que o jogo fosse melhor do que um jogo lançado a mais de dez anos atrás (o RE1 original), mas o RE1 original é MUITO superior, pelo menos na minha opinião. O que não tira os méritos do Remake. A ambientação é muito bonita e variada, e as cores são vibrantes. Além do mais, eu gostei da ideia das armas de defesa e dos puzzles e acontecimentos novos (e de algumas pequenas mudanças nos antigos). No geral, um bom jogo.

Contras

• A jogabilidade para andar é muito chata. O personagem anda na direção em que você apreta pra ele ir. Nos confrontos com monstros, você pode até querer dar só uns passinhos pra se afastar dele, mas como o personagem vai virar naquela direção, você perderá a mira. Seria muito melhor uma jogabilidade mais clássica e funcional, a La Resident Evil.

• A lanterna é inutilizável. O seu personagem fica completamente travado em posse dela. Logo, entrar em um lugar escuro é puro pesadelo, no sentido de jogabilidade ruim da palavra.

• O movimento do barco torna MUITO difícil mirar no convés. Isso, aliado à agressividade dos monstros, ao fato de que só morrem se você atirar na cabeça e à baixa visibilidade devido à enxurrada de efeitos na tela, gera várias mortes desnecessárias e irritantes. Pelo menos existe a opção de diminuir os efeitos visuais especiais, o que eu aconselho a deixar tudo no mínimo.

• Você não salva onde quer, mas em lugares pré-programados, uma vez por lugar. Isso torna o game uma correria e fica difícil aproveitá-lo bem. • No computador, sem joystick, a mira é feita com o mouse, e só com ele, e isso é ruim.

Prós

• Não tem mapa. E, exclusivamente nesse jogo, isso é uma coisa boa. Não tem muito desafio, fora os monstros e gimmicks. O jogo é bem linear. Só que você ter que se guiar pelas falas, missões e escritos em Russo faz ele ter um fator exploração muito bacana.

• O jogo te fala, no menu, o que você tem que fazer a seguir.

• Os gimmicks causados pelo balanço do barco são muito bacanas.

• Há a possibilidade de dar critical hit nos monstros.

• Os saves estão bem colocados. E o fato de serem regrados dá um tom de urgência ao jogo que, se atrapalha o fator replay, pelo menos torna a experiência mais forte.

• Os visuais são, às vezes, estonteantes.

• É bem sangrento.

• Tem alguns sustos.

• Os monstros são bacanas.

• Alguns cenários são bem criativos.

• Tem muita munição. E você pode pegar munição dos caras que matou.

*Líquidos respingam na câmera (tela) (como sangue, água…). É bem legal. Quer dizer, em qualquer outro jogo seria ridículo, mas a temática faz com que seja bem interessante aqui.

• O jogo é bem realista.

 

Guilty Gear XX The Midnight Carnival # Reload é um game da Arc System Works/ Sammy Studios, para Arcade, PC, Playstation 2 e X-Box. É a maior obra de Daisuke Ishiwatari. Se passa no future e até tem uma trama boa, para um game de luta. Infelizmente, o modo story é uma porcaria, com uma trama dessas, poderia ser bem melhor. Aliás, poderiam fazer um anime de GG. O game se passa num futuro distópico de fantasia e ficção científica. Para entender a trama, seria necessário jogar os outros dois games da franquia (Guilty Gear e Guilty Gear X, para PSX e Dreamcast, respectivamente) ou ler na internet.

História – 9,0

Em 2010, os humanos descobriram uma fonte ilimitada de energia de poder

incrível, que chamaram de Magic. Apesar de prover uma solução mundial para a crise de energia, as guerras continuaram. O poder da Magic foi combinada com o

corpo humano criando armas vivas conhecidas como Gears. Eventualmente

os Gears se voltaram contra a raça humana, começando uma guerra longa e centenária globalmente conhecida como Crusades (Cruzadas) onde a Sacred Order of Holy Knights (Ordem Sagradas dos Santos Cavaleiros, Seikishidan sendo o nome japonês), derrotaram Justice, a líder dos Gears. Justice foi aprisionada em uma prisão dimensional, todos os outros Gears aparentemente cessaram de funcionar, trazendo um fim na era de conflito.*

Depois disso vem as

histórias separadas de cada game, em que Justice é libertada, uma nova gear chamada Dizzy aparece e também, em XX, o misterioso That Man.

É complicado explicar pra não ficar muito longo o review.

Versões

 

XX teve várias versões lançadas. Teve o primeiro, que só tinha o nome XX Midnight Carnival, depois veio a versão Reload, depois a Slash e depois a Accent Core e Accent Core Plus. Nessas versões, pouco se adiciona à fórmula original. O que mais traz diferenças é o Accent Core.

Jogabilidade – 10

A jogabilidade da série e, consequentemente, de Reload, é uma das mais complexas do mundo dos games. É cheia de comandos e situações difíceis de dominar. Tem uma série de regras e tenta a todo custo ser equilibrada. Sem alguma ajuda é impossível entender o que se passa. No meu caso, eu tive ajuda do site Gamefaqs (em inglês). Isso porque não entendi a ajuda do site Guilty Gear BR. Mas mesmo com toda essa dificuldade, mesmo noobs (principiantes, como eu) podem se divertir à beça. Basta masterizar o básico. O game tem um sistema de combos que pode produzir coisas gigantescas, mas fazer essas sequencias enormes de golpes é inútil, porque quanto mais golpe em sequencia se dá, menor dano os golpes causam. Ou seja, serve só pra exibicionismo. A jogabilidade aqui é o ponto forte e é completamente diferente de qualquer outro jogo. Apesar de que devo mencionar que o modo story do jogo é muito chato, escolheram um jeito muito enjoativo de contar a história e o modo arcade não é tão bom também.

Sons – 10


A sonoridade também chama a atenção, com uma trilha de metal rock que combina perfeitamente com as batalhas ferozes do game. A sonoridade toda também é muito bem feita.

Gráficos – 10

Incríveis gráficos em 2D HD, na verdade foi um dos primeiros (se não O primeiro) games a usar esse tipo de gráfico. E o faz perfeitamente bem. Os cenários tem todos uns conceitos muito legais e se encaixam no game, assim como os personagens e tudo o mais. Nada a reclamar aqui.

Personagens – 10

Todos muito interessantes. Principalmente por serem personagens arrojados, de tipos que não se vê comumente em lugar nenhum. Tem uma espécie de Axl Rose, um possuído por um espírito tipo a Samara do O Chamado, um homem que se veste de freira e luta com iô-iô, etc., etc.. O elenco é uma das melhores coisas a se falar sobre esse game. Interessante até o talo! E todos tem características únicas no modo de combate e ótimos designs. E o elenco é enorme.

Conclusão – 9,9

GGXX é recomendado a todos os amantes de um bom game de luta, principalmente em 2D, aos amantes de jogos complicados e aos amantes de um bom game em geral. E é um ÓTIMO game para se ter e jogar no seu PC, porque mesmo sendo um jogo de alta qualidade, roda em PC com menores configurações. Até a versão Slash (com o apelão Order Sol) pode ser emulada no PC, a versão da placa de arcade Naomi.

*História do jogo tirada da Wikipedia.

Review – Bomberman Fantasy racing (PSX)

Publicado: 28 de janeiro de 2011 em Games, Review
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Vocês podem achar estranho eu escolher esse game pra fazer review, mas eu adorei ele, achei o melhor game de corrida de todos os tempos (e olha que nem de corrida eu gosto, e talvez por isso). Mas eu acho esse jogo injustiçado, porque nunca se ouve falar dele e ele não teve uma continuação. As únicas vezes que vi ele foram numa coletâne chamada Bomberman Collection, que nem sei se é uma coletânea original.

🙄

O que é?

Um game da Hudson de corrida com os personagens de Bomberman. Eles não correm em carros, nem em karts, nem em motos, nem em naves espaciais… é algo mais original, eles correm em animais. Bom, eu nunca vi um game de corrida em que se corre em animais. E, você pode jogar bombas nos outros, pegar power ups, enfim, todas essas coisas que jogos de corrida não-sérios tem. Também pode trocar de cursos e animais destraváveis.

Enredo: 1,0

Não dá pra ter isso num game de corrida. Mas eles bem que tentam, e aqui tem uma apresentação MUITO legal de abertura.

Gráficos: 10,0

Simplesmente adoráveis! Eu não sei se é pela simplicidade, mas eles me pareceram os melhores gráficos do Play1! Também, quem não gosta de games coloridinhos, vai odiar. Mas os gráficos se destacam bem, são bem animados, engraçados e não tem bugs.

Sons: 8,0

Sonoramente o game é repetitivo. Mas isso não se torna um problema, já que eles não te irritam, são sons bem fofinhos, bonitinhos e sempre dá vontade de ouvir mais dos personagens gritando.

Jogabilidade: 10,0

Pode parecer complicado correr e jogar bombas nos outros ao mesmo tempo, mas é super fácil e divertido. “Paredes-mola” podem ajudar ou atrapalhar. mas você com certeza vai achar esse game muito mais cheio de ação e agitação do que um Mario Kart, Muppet Race, South Park Rally, Crash Race ou coisas parecidas. Afinal, é um bomberman, um clássico! E é incrível a evolução da série! Jogando de dois então, o game se torna diversão pura! Enfim, a jogabilidade é perfeita.

Dificuldade: 8,0

Tem uma dificuldade variada, porque é você quem escolhe as pistas, e as últimas são muito difíceis!!! Entretanto, por causa dessas pistas finais tão difíceis, zerar o game pode se tornar um problema. (Por isso eu não sei se esse game tem zeramento).

Replay Value

O fator replay dele é grande. Claro, não é tão grande quanto hoje em dia, afinal ele é um game de um CD só, mas destravar animais e locais é bastante divertido. Além de que cada corrida é diferente da outra e o fato de se poder jogar de 2 players aumenta esse fator. Entretanto, o jogo é pequeno. (já houve colegas meus que pensaram que o jogo estava incompleto ou era uma demo).

Interface Gráfica

Menus. Colorida e legal, simples e criativa.

Diversão

Com certeza vai te dar um gostinho de ‘quero-mais’! Pura diversão!

Valor Total: 9,9

Classifico-o como: recomendadíssimo, conheça ele, jogue com amigos.

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Detalhes adicionais:

*Você pode escolher entre dois tipos de cavalaria, os tirras e os louis.
*Os personagens tem animações que parecem vindas de animês e mangás.
*Os personagens pulam.
*Há um efeito muito interessante de reflexo de sol.
*As pistas tem caminhos secretos, atalhos.
*Os personagens tem uma barra de energia e se cansam. Você sente como se estivesse realmente fazendo sua montaria dar o máximo de si na corrida!

Que tal? :confused:

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Review – Super Mario World

Publicado: 26 de janeiro de 2011 em Games, Review
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(Sim, mais um review de SMW no mundo! kkk)

Mario é O mais importante personagem dos games ever. Isso principalmente porque Super Mario Bros. é, provavelmente, o jogo mais importante já criado. Simplesmente mudou a forma como os jogos eram feitos e determinou todos os parâmetros que praticamente todos os jogos do mundo gamístico (principalmente os principais) seguiram. Mas também é um personagem importante porque Shigeru Miyamoto consegue manter todos os games da série num nível de excelência constante.

Digo mais, nenhuma outra mídia tem um personagem representante tão forte quanto o encanador italiano bigodudo. Você consegue se lembrar de um personagem que tenha marcado a categoria literária tanto assim? Ou um personagem de filme que se sobressaia sobre todos os outros desse jeito? Essa é a força de M dentro do mundo dos games.

Foi assim com Super Mario Bros. 3 (melhor pular o 2), que expandiu consideravelmente a experiência de jogo e é até hoje um game aclamado como poucos. E, o motivo desse review, o Super Mario World, que foi o primeiro Mario do Snes e conseguiu surpreender mesmo aqueles que já estavam surpresos com o 3, o que é um grande feito.

Entre as aquisições do game, está Yoshi, uma montaria. Um dinossauro que você usa durante o game. Geralmente, quando algo é incrementado em um game, é geralmente ou mal implementado ou simplesmente posto ali. Raramente mais que isso. Mas acontece que o Yoshi não foi só posto, como colocaram vários tipos de Yoshis com habilidades diferentes e segredos somente acessíveis com o uso destes. Segredos, aliás, é uma das coisas que os jogos de Mario mais tem.

Além disso, foi colocado um novo modo de voar para substituir a folha do 3. E vários outros itens interessantes foram colocados em ação aqui, sempre com várias utilizações interessantes e possibilidades enormes. É incomparável o número de ações diferentes que podem ser feitas com apenas um dos mecanismos de jogo. Talvez seja o melhor adventure já feito.

Agora chega de descrição e vamos prosseguir…

Gráficos

Simples, gráficos de início de vida do Snes, mas muito, muito bonitos. E, também, por ser um game enorme, gigantesco, há certas repetições de design, mas nada que atrapalhe, e inclusive isso é contornado de maneiras interessantes, através de combinações interessantes. E sempre há algo novo a ser visto. Ah, também tem um fantástico uso de cores!

Sons

Simples. Porém clássicos e muito bons. Nunca cansam. A mesma música é executada de várias maneiras diferentes, mas é muito difícil perceber se não souber de antemão. Os sons Fx são perfeitos.

Jogabilidade

Perfeita. E é isso que importa. O jogo é enooooooooooorme e apresenta sempre um desafio diferente, uma variação, uma ideia genial bem utilizada, um novo modo de jogar. Originalidade estava no topo aqui. E, por mais que tenham inventado sem parar, nenhuma das invenções dá errado. Todas as mecânicas da jogabilidade super variada funcionam com uma perfeição invejável e são muito bem utilizadas. Não tem nada subutilizado aqui.

Dificuldade

Pode ser considerado um jogo fácil. Talvez por isso muitas pessoas prefiram o SMB3, que tem uma dificuldade bem acima e praticamente as mesmas características de SMW (embora tenhas características únicas também). O legal é que a dificuldade do jogo advém da necessidade de habilidade do jogador, e não de qualquer outra coisa, como não saber o que fazer, por exemplo. Isso é uma coisa bacana, e necessária num jogo de aventura com tanto foco em gameplay.

Conclusão

Com certeza é um dos melhores games já feitos. As pessoas tendem a ter um pouco de preconceito com ele por causa de algumas coisas fofinhas existentes aqui e ali, mas ainda assim, o jogo é muito mais que isso. É um game para absolutamente qualquer pessoa. Para os gamers mais hardcore, tem muitos segredos que te levam a fases com uma dificuldade mais alta (Tubular, estou olhando pra você). Várias coisas desse game se tornaram clássicas. Infelizmente, não sei porque, a Nintendo tem aparentemente uma certa obsessão pela série Bros de Mario e não fez nenhuma continuação da World. O único outro game que leva World no título é Super Mario World 2 Yoshi’s Island, mas que não tem nenhuma das características do SMW original.

Enfim, se você quer diversão. E se você, ABSURDAMENTE, não conhece SMW (!), é praticamente obrigação jogá-lo. Pelo menos tentar. De verdade.