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Review – Xenogears

Publicado: 6 de dezembro de 2010 em Games, Review
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Há obras muito grandes nesse mundo, em termos de ficção. R obras muito pretensiosas, algumas até demais. Você com certeza já deve ter tido aquela sensação de que uma obra era grandiosa, e esperado muito pra saber o que ela te reservava no final, e então ficou decepcionado. Depois de algumas vezes, você até espera, quando algo promete demais, por um final insatisfatório.
A série de TV Lost e o anime Evangelion são claros exemplos disso. Obras excelentes que pecam em um final simplista ou exagerado e incompreensível.
Pois saiba que Xenogears é muito, muito pretensiosa. É um game muito mais pretensioso do que as duas obras supracitadas. Mas, felizmente, ele passa no teste do final com louvor. Ele chega até o final com pique, cumprindo todas as expectativas, mesmo sendo um game incompleto!!! Isso mesmo, ele foi cortado por falta de verba, tempo, ou qualquer coisa que seja! E ainda assim o criador conseguiu dar um final decente para ele.
Note que, mesmo sendo um game, onde gameplay é a parte mais importante, eu até agora só falei de história. Isso porque em Xenogears é a história que mais chama atenção. Aliás, a trama é tão boa que puxa toda a atenção pra ela, ainda mais pra quem é invocado em tramas como eu. É grande (principalmente isso), filosófica, cinematográfica, complexa (e bota complexa nisso), bem desenvolvida e bem contada.
Pra começar a falar, é necessário antes explicar que a trama não é só boa, como tudo no jogo colabora e corrobora ela. Os personagens são fantásticos, muito bem bolados. O mapa do mundo e as localidades visitadas também tem tudo a ver e não parecem desencaixadas em momento algum. Na verdade, tudo parece muito bem concatenado, muito bem posto. Tudo faz sentido. O mundo de Xenogears é um dos mais fantásticos e críveis mundos de fantasia já criados, com absoluta certeza. Isso é indiscutível. Com relação a tudo. Geografia, economia, política, clima… está tudo lá. E tudo tem um motivo que é importante com relação à trama. E tudo gira em torno da poderosa trama aqui contada.
Pra se ter uma ideia, eram pra ser uma trama em 6 partes, sendo que Xenogears seria a 5ª parte. E pelo menos outras 3 dessas partes seriam em games, sendo que as outras seriam em outras mídias, como livros e gibis. E todos os eventos dessas outras partes são pelo menos citados e encaixados no Xenogears. E essas citações são partes importantes do enredo, que envolve temas como a natureza da memória humana, psicologia, existência e muito mais!
Mas vamos parar de falar, até porque eu poderia fazer um livro enorme só sobre isso e ele já existe. Vou falar sobre ele ao fim da postagem. Vamos ao review:

Gráficos
Os gráficos são muito bons. Eu diria até que perfeitos. Embora não utilizem muito da capacidade do Playstation (aparentemente) e os personagens em sprite sejam bastante pixelizados. Mas a parte artística é um arraso. Os locais por onde você passa são brilhantemente elaborados, os designs dos personagens também são incríveis e as animações são fluídas e boas. E as cenas, que são feitas em estilo desenho animado (anime), são belíssimas (embora raras, a maioria delas é no comecinho do jogo). O game tem os cenários em 3D e os personagens são sprites SD (Super Deformed). Por ser em 3D, há a possibilidade de girar a câmera (algo muito necessário ao game). E aí entramos na parte de jogabilidade.

Jogabilidade
Que é o principal em um game. E, mesmo não sendo a parte mais importante aqui, Xenogears tem uma jogabilidade muito boa. Há o já mencionado e utilíssimo controle da câmera. E, para que o jogador não se perca, fica uma bússola na tela, que também é de grande ajuda. Além do mais, tem uma coisa muito bacana que torna a jogabilidade ainda mais interessante: pulo. Você pode pular no jogo e isso também foi muito bem implementado, sendo de grande ajuda e necessidade no jogo. Infelizmente, mais pra frente, a jogabilidade vai se tornando cada vez mais escassa, praticamente só restam as lutas, e aí cansa! Por falar em luta, ela é feita em dois jeitos. Um é como humano normal. Você coloca os comandos na tela e o personagem executa combos que custam pontos. Muito divertido de ver e de fazer. E o outro jeito são as batalhas nos gears, imensos robôs com o personagem dentro pilotando. Essas batalhas são chatas demais! Você tem que ficar controlando o combustível pra não ficar sem, os robôs são lentos, fracos até o fim, não é possível recuperar a vida deles e, pra piorar, eles não tem NENHUM golpe baça de ver. Os golpes menos piores que eles tem de fazer e ver são os mais fracos e é impossível poder usá-los e não morrer. Ainda assim, no começo, quando são novidade, até as batalhas em gears são divertidas.

Sons
Sonoridade Selo de Qualidade Yasunori Mitsuda! Perfeição caracteriza a sonoridade do game. O compositor, o mesmo de Chrono Trigger, conseguiu uma trilha que fita perfeitamente no clima do jogo e nunca cansa! O contra é que, como o game é muito longo em falas, as músicas simplesmente param. Ou seja, uma cena começa com uma música que, quando acaba, deixa o resto da cena todo sem sons. E isso é agravado pelo fato de que na maioria das cenas há muito pouco movimento. Não se porque não colocaram as músicas em looping, pra que ficassem se repetindo. Provavelmente porque aí elas ficariam repetitivas e chatas de tanto se ouvir, mas podiam pelo menos colocar mais animações nos personagens enquanto falam (algo que cairia na categoria Gráficos, mas tá). As cenas em anime são dubladas, muito bem dubladas. Mesmo quem não é muito bom no inglês falado (eu), dá pra entender perfeitamente o que é falado. Algo bom, já que nessas cenas não há legendas. Nada com o que se preocupar, afinal logicamente não há nenhuma informação importante presente nessas cenas que não esteja presente nos textos do game. O resto da sonoridade, os efeitos sonoros, também são muito bem feitos.

História
Fei Fong Wong não se lembra de nada sobre sua vida (clichê, mas acreditem, quando isso for explicado, vão perceber que de clichê isso não tem nada). Ele é um morador de uma vila na fronteira de um país que está em guerra com o outro. Eu prefiro nem explicar muito, porque nem é necessário, a história traga as pessoas desde o comecinho pra ela, só jogando pra saber. Só pra dar um gostinho: no comecinho do jogo, sem querer, Fei destrói toda a vila em que morava, matando muitos de seus amigos, inclusive uma amiga e um amigo que iriam se casar no dia seguinte. Depois disso, ele é expulso da vila pelos moradores sobreviventes. Deu pra sacar a natureza do jogo?
A trama do espetacular Tetsuya Takahashi está de parabéns, conseguindo ligar todas as pontas soltas nessa coisa megalomaníaca de doido que ele criou. Uma trama muito politizada, com tons de ficção científica e muita ciência real no meio. O número de informações jogadas no meio disso tudo e o número de conflitos existentes rodando durante a jogatina é um exagero!
Talvez até algumas pessoas tenham dificuldade em entender tudo o que acontece nesse game. E ele definitivamente não é para pessoas que não sabem ler inglês, pessoas que não gostem de coisas complicadas, pessoas que não gostam de jogos dirigidos pela trama. E também não é indicado para pessoas muito religiosas (jogo nenhuma é indicado pra elas, praticamente). Isso por que:
/SPOILER: O jogo envolve o protagonista matando, de certa maneira, o deus que criou os humanos no mundo dele (claro que é bem mais complicado do que isso) FIM DO SPOILER/.
Eu mesmo acho que teria perdido alguns detalhes se não tivesse lido o (também excelente) Perfect Works. Mesmo assim, tudo que é importante está ali, muito bem explicadinho na trama desse game que, de tantos textos, mais parece um livro interativo. Talvez por isso eu goste tanto dele.

Personagens
Muito bons, muito bem construídos, com várias camadas. Personagens que tem seus momentos de desolação e de felicidade e motivos muito bem traçados, com dúvidas e amores. Personagens carismáticos, com personalidade e objetivos. Muitos deles tem os motivos pra ser como são explicados no game. E há muito interação entre eles. E eles mudam de uma maneira natural e interessante até o fim do jogo.

Diversão
Muito divertido até certo ponto. O segundo CD cansa depois de um tempo. As batalhas de gear também, depois de um tempo, não são nada divertidas.

Perfect Works: É um livro, lançado pela Square, só no Japão, que conta exatamente como seria grande parte dos outros capítulos de Xenogears (os outros games). Também explica tudo o que aconteceu no game e tem informações extras que não estavam presentes no game (e mesmo assim o game é completo), informações que, provavelmente, estariam nos outros capítulos. Foi traduzida para o inglês e pode ser encontrada facilmente no flicker ou para download. É enorme, portanto o arquivo é gigantesco.

Xenosaga: Praticamente não tem nada a ver com Xenogears. É um sucessor espiritual. Muitas das coisas de Xenogears são retomadas em Xenosaga, com roupagem totalmente nova. Tanto é que, enquanto Xenogears se passa totalmente em um planta, Saga é mais tipo um RPG espacial. Entretanto, é possível encaixar Xenosaga na história de Xenogears. Simplesmente colocando Saga se passando milênios antes de Xenogears, fica fácil. Xenosaga, aparentemente, também teve um final satisfatório, embora menos do que Xenogears, inclusive os criadores de Xenosaga foram afastados da produção da trilogia (que não era pra ser trilogia, mas 6 jogos) Xenosaga no segundo game.

Pergunta importante: E SPOILER: O que diabos tem na Terra (Lost Jerusalem)??? Por que Deus queria tanto ir pra lá? E por que tanta gente queria ir pra lá em Xenosaga??? FIM

Outros Pontos:
• Masato Kato, um dos responsáveis pro Chrono Trigger, FFVII e Chrono Cross, foi importante na criação de Xenogears também.
• O character Designer é famoso.
• O mapa 3D do game (o world map) também é lindo, diferentemente de jogos muito mais famosos lançados depois dele que tinham world maps horrendos.
• Parece que há muito pouca censura na versão norte-americana do game. Bom.
• A música cantada do game é linda, linda, linda!
• O final é feliz sem ser forçado ou piegas.
• Não há nada forçado na trama do jogo.
• Não tem um vilão predefinido, um vilão vilão mesmo, mal e pronto. Só pessoas com objetivos pouco ou nada nobres. Embora muitos deles se comportem como vilões. SPOILER Aliás, a calamidade-mor do jogo nem sequer pensa, no termo comum da palavra. FIM

Obs.: Aqui pode-se ler o fantástico complemento Perfect Works.

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Final Fantasy se tornou uma das séries mais queridas do mundo dos games, definidora do gênero RPG. E a série com os fãs mais chatos da face da terra. Basta olhar para fóruns dedicados à série que você vai querer esganar um bocado de gente que só sabe xingar os jogos e cobrar coisas.
Mas quando se lê o que eles falam, a impressão que fica é a de que gostaram de FF sem motivo nenhum e agora desgostaram porque se acham Os Inteligentes.
FF é um JRPG famoso pela sua qualidade soberba a cada novo jogo, com muito carisma, bons personagens e novos mundos.
Uma das maiores reclamações de alguns dos fãs com relação aos novos jogos é que eles tem muita tecnologia, a ponto de serem sci-fi. Mas a série FF sempre se manteve a base de muita originalidade. E, sinceramente, é muito melhor poder criar esses mundos mistos, porque dá muito mais liberdade para os criadores. Além do mais, mundos medievais hoje em dia são tão comuns em games que qualquer outro jogo tem mundos medievais. Um mundo de FF sem tecnologia seria com certeza parecido demais com qualquer outro mundo de RPG.
Falando em originalidade, preciso dar exemplos dessa originalidade em gamplay, por exemplos. Em Final Fantasy VI, tem uma dungeon em que se tem que observar o padrão em que o chão aparece e desaparece. Em FFVIII (meu preferido), tem uma parte em que o necessário é não fazer a conversa andar, ou a mudança de perspectiva de jogabilidade na parte dos códigos do trem. Isso torna FF o que FF é.
Além do mais, hoje em dia a tecnologia é uma coisa tão existente no nosso mundo, que acho que não tê-la em um mundo virtual até seria estranho.
Um dos FF mais idolatrados é o VI. Bem, pra mim é só simpático. Porque eu não gosto de histórias simples. Questão de gosto. Muitos dizem que FFVI tem uma história complexa. Não vejo nada disso. Gosto de plot twist, muitas surpresas e revelações. Até alguns mistérios e segredos talvez. Mas isso é só questão de gosto. Só que eu não entendo o que FFVI tem pras pessoas gostarem tanto deles. Qual é a visão dessas pessoas de história?
Quando eu leio o que os fãs de FF pensam, eu passo a acreditar que pra eles a noção de história é: o que já aconteceu nas vidas dos personagens. Por exemplo, parece que consideram a história do FFVIII ruim, aparentemente porque ele não faz um flashback com cada um de seus personagens, mesmo que não tenha nada a ver coma história. FFVIII tem uma coisa que os fãs parecem odiar: foco.
FFVI vai te contar as histórias de cada um dos personagens e acabar, sem ter uma história principal. Parece uma coletânea de mini-histórias pouco conectadas entre si. E ainda tem coisas ridículas como você encontrar do nada o tem que leva para o mundo dos morto no meio do seu caminho, sem explicação nenhuma. Mas tudo bem, eu sou capaz de aceitar isso. Tenho a mente aberta e a noção de que num mundo fictício bem que o trem para o outro lado pode ser encontrado facilmente.
Depois veio o aclamado FFVII, sucesso por sua história complexa (vejam só, parece que não sou só eu que gosto de complexidade) e personagens marcantes. Já vi reclamações de coisas idiotas como, por exemplo, não explicarem o que é Jenova. Pra quê?! Não tem nada a ver uma coisa dessas! Explicando, não explicando, não muda nada na história principal e nos levantamentos filosóficos que o jogo fez. Jenova talvez até tenha sido criada pra ser um mistério mesmo. Algumas coisas são criadas pra ser abstratas mesmo.
Mas a maior reclamação é com relação aos personagens. Que são idiotas-isso, idiotas-aquilo… qual é? Eles preferem mesmo os “personagens” unilaterais dos primeiros FF? FF já teve dois tipos de personagens. Os que não podem ser considerados personagens, porque só tem um lado e uma coisa na mente, e os personagens com dramas humanos e realistas, que os fãs gentilmente apelidaram de emos.
Até os visuais dos personagens são criticados! Mas eu creio que os visuais dos personagens são pra puro impacto, parte da embalagem. São conceitos de arte visual somente. São parte do que o jogo é, parte da arte, se não nem seria necessário um character designer. Eu acho todos os designs muito fodas, muito estilosos. E é isso o desejo da square. Ela até poderia fazer os personagens normais. Fazer um jogo legal com trama legal e personagens com aparência normal. Mas entre fazer e fazer um jogo legal com trama legal e personagens ultra-mega-estilosos é obviamente melhor a segunda opção! O visual é parte do apelo dos games. Parte do estilo, do clima dos games. Parte do conceito. Assim como os gráficos e locais, é parte da apresentação visual dos games. Além do mais, antes de criticar as roupas dos personagens, lembre-se de que eles estão em outro mundo que, assim como o nosso, tem sua moda também, então eles estão na moda do mundo deles. Eu sempre identifiquei padrões visuais nas vestimentas dos personagens de FF.
As histórias também são muito criticadas por apresentarem conceitos interessantes no final. Sempre visando destruir o mundo, mas sempre com algo a mais interessante. Tipo atrair um meteoro, juntar as eras, etc. Eu acho legal isso. Torna os finais e vilões mais originais e os finais mais imprevisíveis.
Indiscutível que os gráficos vem ficando melhores a cada FF.
A jogabilidade também vem ficando cada vez melhor. Mais complexa porém mais fácil de entender. Mais variada. Com mais ação. E, principalmente, pode-se ver os inimigos na tela hoje em dia! fora que nunca mais houve coisas ridículas como encontrar monstros-placa dentro dos prédios da Shinra (que eram pra ser sérios). Não foi nada que estragasse o jogo (distração, talvez), mas é bom não ver mais isso.
Outra reclamação comum é sobre linearidade. Mas isso é reclamação nova, influenciada pelos WRPGs. Porque se Mass Effect e Fable (exemplos) não existissem, ninguém estaria reclamando de nada. Mas é uma questão de escolha. A linearidade permite um trabalho muito melhor na trama. Além do mais, side-quests e rotas alternativas é opcional, é tipo um extra. Afinal, o principal, a jornada, está ali. E é ela que importa.
Até a Square sabe que tem os fãs mais asshole do mundo! Aí quando eles falam que preferem fazer jogos para os novos fãs, os recalcados clamam que é porque os fãs mais novos são menos críticos, engolem qualquer coisa, coisa e tal. Hã?! O quê?! Qual é a lógica numa afirmação dessas? Qual é a diferença entre os fãs mais antigos e os mais novos? Então os antigos são mais burros, é isso? Não consigo entender. A diferença é que os novos fãs não vieram cheio de ideias e pretensões só porque acompanham a série há mais tempo. Eles não vem já com uma ideia na cabeça do que é um FF, uma ideia marcada por jogos que se tivessem sido feitos hoje em dia seriam completamente defasados. Resumindo, os novos fãs tem a cabeça mais aberta. Além do mais, a Square tem que fazer jogos é pros mais jovens mesmo, porque estes tem menos probabilidade de morrer do que os outros, por serem mais jovens. Sendo assim, terão mais (provavelmente) tempo de vida para comprar os próximos jogos do que os fãs de longa data.
Finalizando, sobre a trama (a parte que eu mais gosto em qualquer coisa), eu acho que as tramas dos final fantasies só vem ficando melhores, envolvendo tudo numa trama principal, e não simplesmente se focando em explicar os personagens e deixando meio que pra lá a trama. A história principal é muito mais importante do que as histórias dos personagens gente.
P.S.: Pra mim, os FF atuais criaram um novo tipo de produto multimídia. Eu considero FF um livro em 3D. conta um história, mas na qual você pode conhecer os detalhes, visitar os lugares, conversar com as pessoas. Ou seja, ler um livro com profundidade e camadas e em 3D (não os gráficos, mas no sentido de ver vários lados).
E aí, o que acham?


[Squaresoft Electronic Arts L.L.C.]
Este é mais um dos grandes games da série renomada Final Fantasy. E mais um (o segundo) da série no Sony Playstation 1*.
* Também para PC.
Não é um mero game, também não é só um RPG, menos ainda apenas mais um FF. Apesar de que todo FF é um acontecimento, uma nova obra prima. Não é nem sequer só um game, é uma obra prima de ficção. É o que acontece quando gênios como Nobuo Uematsu, Tetsuya Nomura, Yoshitaka Amano, Hiroyuki Ito e Hironobu Sakaguchi se unem inspirados.

Depois do sucesso de Final Fantasy 7, aclamado pelo público e pela crítica, a Square tinha um grande peso nas mãos. O primeiro grande RPG em 3D não podia ter uma seqüência que não fosse a sua altura, mas a empresa não queria fazer um mero clone. Então, continuando a idéia de misturar medievalismo com alta tecnologia (iniciado suavemente em FF6 e com ápice no 7), a Square decidiu que o novo grande tema de FF8 seria o amor.
Claro que, num RPG, batalha é algo muito importante e o amor acaba tendo sua premissa adiada e sufocada pelo jogo.

História

O game conta a história de Squall Leonhart, ele é aluno da Garden de Balamb. As gardens são como escolas misturadas com academias militares, ao todo três, espalhadas pelo mundo. Quando ele se forma para a maior graduação da escola, se torna um SeeD, é enviado em uma missão.
Ajudar os Forest Owls, um exército que luta pela libertação da cidade de Timber das garras da terrível nação tirana Galbadia e seu líder o tirano Vinzer Deling. Os Owls são comandados pela bela Rinoa, par romântico de Squall. Mas é claro que essa é a ponta da história.
O game tem uma história complicada e envolvente muito bem contada com cenas belíssimas. Alguns podem reclamar do início do game, pois ele não começa já no meio da ação, inícia com você fazendo testes pra se tornar um SeeD. Final fantasy maniacos podem também desgostar da maneira como o game é diferente do resto da franquia. RPGistas podem achar o game fácil demais (como não sou um, achei difícil demais!!!). E, apesar de se propor a falar de amor, o maior conceito no qual se baseia a história do game é o tempo.
E prepare-se pra ter que prestar bastante atenção nessa história “novelo-de-lã”, com revelações e supresas até o último segundo.

^Gráficos

Vamos ao aspecto pelo qual todos os gamers tem uma quedinha. Os gráficos são ótimos, muito lindos. Finalmente a série deixou o formato SD e tem gráficos que estão entre os melhores da era playstation! E CGs belíssimas, vale a pena jogar o game só pra ver as FMVs! Além dos cenários, que são realmente estupendos.
O menu do jogo ou interface gráfica poderia ser mais bonito, é verdade, aquele menu cinza não é muito bonito, mas é detalhe. Também é irritante ver um modo World Map tão feio, mas também é detalhe. De resto, os gráficos são campeões e não há do que reclamar.

^Sons

Os sons do game são dos melhores. Ele tem duas belíssimas músicas cantadas exclusivas (uma delas cantada pela estrela chinesa Faye Wong – Eyes on Me e a outra é uma das memoráveis óperas de Uematsu, Liberi Fatali) e todas as outras canções são também memoráveis. O que se sente falta é do que faz falta em todos os outros RPGs, dublagem, mas ela não faz muita falta em meio a todo o resto do game. E, também, num RPG, dublagem se torna inviável pelo número de falas, que tornaria dublagem algo caro demais. Além do fato de que não caberia tanto áudio num CD.

^Jogabilidade

Aqui está talvez o aspecto mais importante em qualquer game. E é um dos aspectos que, nesse FF, irrita tradicionalistas. A jogabilidade inclui um novo comando, o draw (que rouba magias dos oponentes), quase não é notada diferença entre os personagens, evolução de armas foi reduzida a cada personagem só poder fazer upgrades nas armas e não há acessórios ou sequer escudos pra se equipar. São pontos negativos na jogabilidade, mas ainda assim ela é variada e muda em alguns momentos (como em códigos).
De resto, tem a já consagrada jogabilidade padrão intuitiva e certeira da série de RPG FF. Só é irritante ter que esperar que as apresentações de todas as GFs acabem toda vez. Devido a uma certa habilidade chamada boost que as Gfs tem, não é possível cortar nenhuma animação de batalha. E as lutas são baseadas nelas. Inclusive devido a esse fato, muitos preferem usar somente os limit breaks, habilidades de batalha ativadas de vez em quando.
O game também tem um sistema chamado Junction, meio complicado de explicar, mas fácil de entender. Nesse sistema, os personagens se juntam às GFs e são as GFs que estão com determinado personagem que determina quais comandos ele poderá usar em batalha. As GFs nesse game evoluem, e com isso novas habilidades são destravadas. Pelo sistema de Junction, também, v^ocê pode juntar um personagem a um elemento como Fire(Fogo) e Bitz(Gelo).

^Diversão

Muito divertido!

^Comentários Finais

Ele é feito em 4 Cds.

———

^Notas

Enredo: 10,0
Gráficos: 10,0
Sons: 10,0
Jogabilidade: 8,0
Diversão: 9,0

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^Detalhes Adicionais

* É uma obra-prima;
* É muito inteligente. Exemplos da inteligência presente no game são o modo como todas as coisas que acontecem no fim do primeiro CD se encaixam, os planos dos personagens pra cumprir seus objetivos (ou táticas militares), etc. Os sistemas do jogo são muito bem usados, até o fato de as falas só andarem, quando você aperta pra que prossigam é usado, num dado momento;
* Também são muito interessantes as teorias que certos detalhes despertaram nos jogadores, obrigando a própria Square a desmentir certos boatos sobre Rinoa e Ultimecia serem a mesma pessoa.
* Os já tradicionais chocobos tem uma participação mínima no jogo e só são úteis através do aparato Chocobo Station, ligado na entrada para memory card e creio que não veio para o ocidente.
* O game FF8 tem um mini-game, o card-game Triple Triad, que é muito interessante e consegue chamar a atenção e é bastante divertido. Além disso, ele acaba sendo útil no game.
* “As CG’s em tempo real impressionaram! Você está andando, começa a granular a imagem, uma cena começa a passar atrás de você e depois quando menos espera já começou a cg.”.
* “Alguém sabe se os cenários são em CG? Eles tem uma qualidade impressionante.”
***Originalmente publiquei este review no GameVicio.***